Equador transfere 300 detentos de alto risco para nova prisão de segurança máxima
QUITO (Reuters) – O Equador transferiu 300 detentos de alta periculosidade para uma nova prisão de segurança máxima no litoral do país, disse o presidente Daniel Noboa nesta segunda-feira, um dia depois que 31 prisioneiros foram mortos em um motim no sul.
A transferência para a Prisão Encuentro, na província de Santa Elena, faz parte do plano de Noboa para enfraquecer as gangues criminosas que operam dentro das prisões superlotadas do Equador, onde centenas de presos morreram em confrontos nos últimos anos.
“Os primeiros 300 presos mais perigosos já foram transferidos para a Prisão Encuentro”, disse Noboa no X, compartilhando fotos de prisioneiros sentados no chão, vestidos com uniformes laranja e cabeças raspadas, cercados por soldados.
“O crime queria desafiar o Equador e iniciar sua campanha. Hoje, o Equador respondeu com ação.”
A nova instalação tem capacidade para mais de 700 pessoas. O sistema prisional do Equador está atualmente 30% acima de sua capacidade, de acordo com a agência nacional de prisões SNAI.
O ministro do Interior, John Reimberg, disse nesta segunda-feira que a violência de domingo começou depois que os presos souberam que seriam transferidos. O fato também ocorreu poucos dias antes de um referendo nacional no qual Noboa está buscando a aprovação dos eleitores para bases militares estrangeiras em solo equatoriano e para convocar uma assembleia para reescrever a Constituição.
“A festa acabou para eles, as ordens vindas das prisões… para gerar violência e caos acabaram”, disse Reimberg a uma estação de rádio. “Hoje eles estão em celas projetadas para evitar que tenham qualquer contato ou comunicação com absolutamente qualquer pessoa.”
Pelo menos 31 detentos morreram no domingo na prisão de Machala, no sudoeste do Equador, em um confronto entre as gangues Los Lobos e Sao Box, esta última um grupo dissidente da primeira que disputa o controle da prisão. Das vítimas, 27 foram sufocadas por seus rivais, de acordo com dados do governo.
Durante operações frequentes dentro das 36 prisões do Equador, as autoridades têm apreendido armas de fogo, munição, telefones celulares, galos de briga e até porcos.
(Reportagem de Alexandra Valencia)
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