Ibovespa atinge 158 mil pontos e dólar cai a R$ 5,27 em dia de recordes

B3 Ibovespa

B3 Ibovespa - Foto: Piotr Swat / Shutterstock.com

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, alcançou um novo recorde histórico nesta terça-feira (11), ao avançar 1,81% e atingir 158.065 pontos por volta das 11h30. No mesmo horário, o dólar comercial registrou queda de 0,67%, negociado a R$ 5,2712. A valorização do índice reflete o otimismo dos investidores com a ata do Copom, que reforçou a manutenção da taxa Selic em 15%, e o IPCA de outubro, que desacelerou para 0,09%, a menor taxa em 27 anos. No cenário internacional, a possível resolução da paralisação do governo americano, que já dura 42 dias, também contribuiu para o desempenho positivo.

O mercado financeiro acompanhou de perto os indicadores domésticos, com destaque para a inflação oficial. O IPCA, divulgado pelo IBGE, mostrou desaceleração significativa em relação a setembro, quando registrou 0,48%. A queda na energia elétrica e em outros setores, como habitação, influenciou o resultado.

Além disso, a ata do Copom trouxe maior confiança ao mercado ao indicar que a política monetária atual é suficiente para conter a inflação. O documento destacou a resiliência do mercado de trabalho e a demanda aquecida como fatores que ainda pressionam os preços.

  • Fatores domésticos: IPCA baixo e ata do Copom sinalizam estabilidade econômica.
  • Cenário global: Expectativa de acordo nos EUA impulsiona bolsas mundiais.
  • Desempenho do Ibovespa: 14ª alta consecutiva, com ganho acumulado de 29,08% no ano.

Ata do Copom reforça política monetária

O Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano, conforme decisão da última reunião do Copom. A ata, publicada nesta terça-feira, destacou que o cenário econômico está evoluindo como previsto, com moderação na atividade e redução nas expectativas de inflação.

O documento não sinalizou cortes na Selic no curto prazo, projetando a manutenção dos juros altos por um período prolongado. O mercado financeiro estima que o ciclo de redução pode começar apenas em 2026.

Ibovespa – Foto: Edson Souza/iStock

IPCA registra menor taxa em 27 anos

O IPCA de outubro, divulgado pelo IBGE, avançou apenas 0,09%, ante 0,48% em setembro. O resultado reflete a queda de 2,39% na energia elétrica, impulsionada pela mudança na bandeira tarifária.

A inflação acumulada no ano alcançou 3,73%, enquanto nos últimos 12 meses ficou em 4,68%. Setores como habitação e comunicação registraram deflação, enquanto vestuário teve alta de 0,51%.

Dos nove grupos pesquisados, três apresentaram variação negativa, evidenciando a desaceleração generalizada dos preços. O resultado ficou próximo às projeções do mercado, de 0,10%.

Paralisação nos EUA próximo ao fim

A paralisação do governo americano, que completou 42 dias, pode estar perto de uma resolução. O Senado aprovou uma proposta de financiamento temporário, com apoio bipartidário, que agora segue para votação na Câmara.

O texto prevê a continuidade das operações do governo até 30 de janeiro de 2026. A medida também garante pagamento retroativo a funcionários públicos, como controladores de tráfego aéreo.

O presidente Donald Trump declarou apoio ao projeto, aumentando as chances de aprovação. A paralisação já causou impactos significativos, como o cancelamento de mais de mil voos na terça-feira.

Bolsas globais operam em alta

Os mercados internacionais também reagiram positivamente às notícias. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 1,54%, enquanto o Nasdaq avançou 2,27%, impulsionado por ações de tecnologia.

Na Europa, índices como o STOXX 600 e o DAX registraram ganhos de 1,38% e 1,7%, respectivamente. Na Ásia, o Nikkei subiu 1,26%, e o Kospi, em Seul, teve alta de 3,02%.

Dólar em queda acumulada

O dólar comercial acumulou queda de 0,55% na semana e 1,36% no mês. No ano, a desvalorização da moeda americana já atinge 14,12%, favorecida pela valorização do real.

Cenário econômico doméstico

A combinação de inflação baixa, juros estáveis e câmbio favorável fortalece a confiança dos investidores. O Ibovespa acumula alta de 29,08% em 2025, enquanto o real segue em trajetória de valorização.

A desaceleração do IPCA e a sinalização do Banco Central de que a Selic permanecerá em 15% reforçam a percepção de estabilidade. Contudo, a demanda aquecida e o mercado de trabalho resiliente seguem como pontos de atenção para o controle inflacionário.

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