Lara Silva, filha do apresentador Fausto Silva, conhecido como Faustão, atualizou o estado de saúde do pai em entrevista recente. O comunicador, de 75 anos, passou por dois transplantes de órgãos em agosto de 2025, após internação prolongada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A família destacou a evolução positiva no quadro clínico, com foco em reabilitação contínua.
A internação começou em 21 de maio de 2025, devido a uma infecção bacteriana aguda que evoluiu para sepse. Durante o período, Faustão recebeu tratamento para controle da infecção e suporte nutricional. Os procedimentos cirúrgicos ocorreram em sequência, com órgãos doados por um único doador compatível.
- Transplante de fígado realizado em 6 de agosto.
- Retransplante renal executado em 7 de agosto, planejado previamente.
- Alta hospitalar em setembro, com início imediato da fisioterapia.
A recuperação segue com monitoramento médico rigoroso, incluindo uso de imunossupressores para evitar rejeição.
Procedimentos cirúrgicos detalhados
Os transplantes foram autorizados pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo, após confirmação de compatibilidade genética e tipo sanguíneo. O fígado substituiu o órgão comprometido pela sepse, enquanto o rim retransplantado atendeu à insuficiência renal crônica, agravada por cirurgias anteriores.
Faustão já havia passado por transplante de coração em agosto de 2023 e de rim em fevereiro de 2024. Esses episódios anteriores exigiram hemodiálise regular, o que preparou a equipe para os novos desafios. A cirurgia de fígado durou cerca de seis horas, com reconexão de vasos sanguíneos e vias biliares.
Histórico de saúde do apresentador
Desde 2023, Faustão enfrentou complicações cardíacas e renais que demandaram intervenções urgentes. A insuficiência cardíaca inicial levou ao primeiro transplante, seguido por rejeição parcial do rim em 2024.
A sepse de 2025 agravou o quadro hepático, tornando os transplantes inevitáveis. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil realiza anualmente cerca de 1.500 transplantes de fígado, com taxa de sobrevida de 70% no primeiro ano.
O apresentador manteve visitas regulares ao hospital para exames, mesmo após as altas. Em fevereiro de 2024, ele relatou em entrevista a necessidade de fisioterapia intensiva para fortalecer o corpo.
Recuperação e rotina atual
Lara Silva descreveu a evolução como gradual, com o pai participando de eventos familiares em setembro. O casamento dela com o apresentador Julinho Casares ocorreu em casa, permitindo que Faustão a levasse ao altar.
Casares reforçou a dedicação à fisioterapia, que inclui exercícios diários para mobilidade. Apesar do uso de cadeira de rodas, Faustão caminha com apoio e realiza atividades físicas orientadas.
A família prioriza o apoio emocional, com visitas frequentes dos filhos. João Silva, outro filho, cancelou eventos profissionais para acompanhar o pai durante a internação.
O monitoramento continua com consultas semanais, focando em prevenção de infecções. Especialistas indicam que pacientes múltiplos transplantados precisam de cuidados vitalícios.
Avanços na fisioterapia
A reabilitação começou logo após a alta, com sessões de duas horas diárias. O programa inclui fortalecimento muscular e treinamento cardiovascular, adaptados à idade do paciente.
Faustão demonstra adesão ao regime, o que acelera os ganhos. Em novembro, ele compareceu a um leilão beneficente, marcando retorno gradual à vida social.
- Exercícios de equilíbrio para reduzir dependência da cadeira.
- Nutrição personalizada para suporte imunológico.
- Acompanhamento psicológico para adaptação.
Médicos preveem melhora contínua nos próximos meses, com redução de medicamentos.
Cronologia dos transplantes
O primeiro transplante ocorreu em agosto de 2023, com coração de doador jovem. Dois meses na fila precederam o rim em 2024, seguido por complicações que exigiram diálise.
A sepse em maio de 2025 precipitou os eventos de agosto. O fígado veio de doador com tipo sanguíneo B, compatível com Faustão.
Desde então, quatro órgãos foram substituídos, elevando o caso a um dos mais complexos no Brasil. O SUS gerencia a fila única, priorizando gravidade e compatibilidade.
A família agradece o apoio público, que motivou doações de órgãos em São Paulo.

