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Em destaque: Cometa 3I/Atlas revela cauda maior em imagens do telescópio italiano

O cometa interestelar 3I/Atlas registrou sua cauda alargada por uma unidade robótica do Projeto Telescópio Virtual, Observatório Astro...

Cometa
Foto: Cometa - PaulFleet/istock
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O cometa interestelar 3I/Atlas registrou sua cauda alargada por uma unidade robótica do Projeto Telescópio Virtual, Observatório Astronômico Bellatrix, no Manciano, Itália, em 11 de novembro de 2025. A imagem, capturada após o periélio, o ponto mais próximo do Sol, revela uma cauda iônica mais clara, esticada 0,7 graus na direção nordeste. A observação confirma maior atividade do cometa, que não se fragmentou, desafiando as previsões científicas. A transmissão ao vivo da passagem do corpo celeste está marcada para 19 de novembro.

  • O cometa foi descoberto em 1º de julho de 2025 pelo telescópio Atlas, no Chile.
  • É o terceiro objeto interestelar identificado, depois de Oumuamua (2017) e Borisov (2019).
  • Nasa garante que 3I/Atlas não representa um risco para Terra.
  • Os astrónomos da ESA estimam que o cometa tenha 7,6 mil milhões de anos.

Tecnologia por trás da captura

A unidade robótica ARTEC250+Paramount ME+C3Pro61000EC foi essencial para o registro da fila. Operada superou remotamente as limitações da perspectiva do periélio.

Projeto Telescópio Virtual, liderado por Gianluca Masi, usa telescópios robóticos para observações globais. A plataforma democratiza o acesso à astronomia com transmissões ao vivo.

Características do cometa

3I/Atlas tem uma cabeleira rica em dióxido de carbono, incomum em cometas. Estudos de Telescópio James Webb indicam uma alta proporção de CO₂ em relação à água.

Sua órbita hiperbólica confirma sua origem fora do Sistema Solar. O cometa viaja a 210 mil km/h, rumo ao espaço interestelar.

A cauda iônica, neste momento mais visível, reflete a sublimação do gelo pelo calor solar. Também foi observado anti-tailing, contra Sol, um fenômeno raro.

O núcleo do cometa tem entre 320 metros e 5,6 km de diâmetro, segundo o Nasa. Dados de Hubble indicam perda de poeira semelhante à dos cometas solares.

Observações globais

Missões no Marte, como Tianwen-1 ou China, capturaram imagens do cometa a 30 milhões de quilômetros de distância. As sondas As ExoMars TGO e Mars Express da ESA complementaram os registos.

O Rede Internacional do Alerta do Asteroides (IAWN) realizará uma campanha de observação até janeiro de 2026. O objetivo é refinar a trajetória do cometa.

Telescópios terrestres como Gemini Sul e Chile também registraram o crescimento da cauda. Imagens As mostram aumento da atividade central.

Significado científico

3I/Atlas é uma janela para sistemas estelares distantes com uma composição química única. A passagem do Sua oferece dados raros sobre a formação de cometas interestelares.

Próximas etapas

A transmissão ao vivo no YouTube, no dia 19 de novembro, às 1h15 (horário Brasília), permitirá a visualização em tempo real. Os entusiastas do Astrônomos com telescópios modestos podem tentar observá-lo ao amanhecer, em locais sem poluição luminosa.

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