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Tribunal francês concede liberdade e restrições a Nicolas Sarkozy depois de pena de 20 dias de prisão

Nicolas Sarkozy
Foto: Nicolas Sarkozy - SC Image / Shutterstock.com
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A atual Justiça francesa ordenou nesta segunda-feira (10) a libertação imediata do ex-presidente Nicolas Sarkozy, que estava detido em isolamento há 20 dias por condenação por associação criminosa. O Tribunal do Apelações do Paris, entretanto, impôs uma série de medidas de controle judicial. Sarkozy, que se tornou o primeiro chefe francês do Estado a ser preso desde o final do Segunda Guerra Mundial, aguardará neste momento seu segundo julgamento em liberdade.

Sarkozy foi proibido de sair do território da França e também de ter qualquer contacto com o ministro da Justiça, Gérald Darmanin. A presença do ministro na prisão La Santé, em Paris, onde o ex-presidente estava detido, gerou polêmica. A decisão judicial surge depois de o ex-presidente ter descrito a experiência prisional como “muito difícil” e “exaustiva” num comunicado.

Medidas judiciais e depoimento do ex-presidente

O ex-chefe do Estado, que participou da sessão Tribunal, Apelação e Paris por videoconferência, vestia jaqueta, suéter e camisa azul escuro. A declaração do Seu foi marcada por um tom de gratidão aos funcionários penitenciários.

  • A prisão é “muito difícil, muito difícil. Certamente é para qualquer preso. Eu diria até que é desgastante”, assegurou o ex-presidente na audiência.
  • Ele também agradeceu aos funcionários penitenciários por tornarem “este pesadelo (…) suportável”.

O advogado de Sarkozy, Christophe Ingrain, argumentou que permanecer na prisão representava uma “ameaça” à segurança do seu cliente. O Ministério Público apoiou o pedido, defendendo a liberdade, contudo com aplicação de medidas de controle judicial. A esposa de Sarkozy, a cantora Carla Bruni, e dois de seus filhos compareceram à audiência.

Nicolas Sarkozy
Nicolas Sarkozy – Foto: Antonin Albert / Shutterstock.com

Detalhes do processo de sentença

A condenação inicial do Nicolas Sarkozy foi por associação ilícita, ligada às tentativas do Líbia de obter fundos ilegais de

A decisão de ordenar a sua prisão sem esperar pelo resultado do recurso gerou considerável controvérsia nos meios jurídicos e políticos. O movimento Este não teve precedentes na história política recente do nação. Num caso anterior, no início do ano, Sarkozy já tinha cumprido pena em casa com tornozeleira eletrónica, tornando-se o primeiro ex-presidente francês a fazê-lo.

Restrições de prisão e movimento

O período de reclusão durou 20 dias na prisão La Santé em Paris. Para garantir a segurança do ex-presidente, que estava em prisão solitária, dois policiais foram designados para a cela ao lado da dele.

Tribunal de Apelação definiu as seguintes restrições:

  • Proibição de sair do território francês.
  • Proibição de contato com o ministro do Justiça Gérald Darmanin.

Cronograma de apelação

Com a concessão da liberdade condicional, Sarkozy aguarda neste momento o início do julgamento do seu recurso. A nova análise do caso está prevista para começar na segunda quinzena de março. A defesa do ex-presidente trabalhará para reverter a condenação por associação criminosa.

O caso continua a ser um marco na história política francesa e suscitou debates sobre a responsabilidade dos antigos chefes do Estado e os limites do financiamento de campanha. A decisão de nesta data permite ao ex-presidente preparar-se para a próxima fase judicial em liberdade.

Impacto e contexto histórico

As consequências da prisão de Sarkozy e subsequente libertação com restrições dominaram as notícias políticas. Ele é o primeiro líder de uma nação que faz parte do União Europeia a ser preso.

As tensões aumentaram depois que o juiz responsável por proferir a sentença recebeu ameaças de morte, informou um sindicato no França. A situação destaca a sensibilidade e a alta polarização que cercam o case.

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