Gabi Zanotti, meia do Corinthians, conquistou a Bola de Ouro no Prêmio ESPN Bola de Prata 2025, realizado nesta segunda-feira (8) em São Paulo. A premiação reconhece os destaques do Campeonato Brasileiro feminino e masculino da temporada. Aos 40 anos, a jogadora coroou sua trajetória com o prêmio individual inédito, após liderar o time ao heptacampeonato nacional.
O Corinthians venceu o Brasileirão Feminino pela sétima vez consecutiva, superando o Cruzeiro na final disputada em setembro. Zanotti marcou gols decisivos na campanha, incluindo na partida de ida da decisão, e dividiu a artilharia alvinegra com oito tentos. A cerimônia, transmitida pela ESPN e Disney+, premiou ainda outros atletas do clube em diversas categorias.
A trajetória de Zanotti no Corinthians soma 18 títulos desde 2018, o maior número na história do time. Ela atuou em todas as finais do Brasileirão desde sua chegada, contribuindo para a hegemonia das Brabas.
Destaques da campanha vitoriosa
O Corinthians garantiu o título com vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro na Neo Química Arena, em São Paulo, no dia 14 de setembro. Thaís Ferreira marcou o gol solitário aos 34 minutos do segundo tempo, diante de mais de 40 mil torcedores. O jogo de ida terminou empatado em 2 a 2 na Arena Independência, em Belo Horizonte, com Zanotti balançando as redes.
Nas quartas de final, as alvinegras superaram o Bahia por 4 a 1 no agregado. Zanotti decidiu o primeiro jogo com gol aos 51 minutos do segundo tempo, em Aracaju, garantindo a vantagem. Na volta, o time venceu por 2 a 0 com assistência dela.
A semifinal contra o Palmeiras foi resolvida nos pênaltis após empates em 0 a 0. O Corinthians avançou com defesas cruciais da goleira Nicole, mantendo a invencibilidade em decisões recentes.
Prêmios para o elenco corintiano
Gabi Zanotti não foi a única premiada do Corinthians na cerimônia. O time emplacou seis atletas na seleção do Bola de Prata Feminino, reforçando o domínio no futebol nacional. Vic Albuquerque, companheira de meio-campo, também integrou o time ideal ao lado dela.
- Thaís Ferreira e Mariza: eleitas melhores zagueiras pela solidez defensiva, com apenas 12 gols sofridos na temporada.
- Jhonson: destaque como atacante e revelação, com oito gols e velocidade nos contra-ataques.
- Gi Fernandes: melhor lateral-direita, contribuindo com cruzamentos precisos e dois gols.
- Lucas Piccinato: técnico vencedor do Troféu Telê Santana pelo planejamento tático no heptacampeonato.
O Corinthians recebeu ainda o prêmio de melhor equipe feminina, com base em critérios como aproveitamento e impacto coletivo.
Momentos decisivos de Zanotti
Zanotti marcou oito gols no Brasileirão 2025, empatada com Jhonson e Vic Albuquerque na artilharia interna. Seu gol na final de ida quebrou um recorde: aos 40 anos, 6 meses e 7 dias, ela se tornou a jogadora mais velha a balançar as redes em uma decisão do torneio. A assistência veio de Tamires, lateral que também foi escalada na seleção.
No mata-mata, sua experiência foi fundamental. Contra o Bahia, o gol nos acréscimos evitou prorrogação e deu tranquilidade para a volta. Na semifinal, ela cobrou pênalti com precisão, garantindo a vaga na final.
Além dos gols, Zanotti distribuiu cinco assistências, totalizando 13 participações diretas em gols. Sua visão de jogo e liderança em campo foram elogiadas por analistas durante a premiação.
A meia atuou em 26 partidas na temporada, com 85% de aproveitamento em passes e 70% de duelos ganhos. Esses números reforçaram sua indicação unânime para a Bola de Ouro.
Legado no futebol feminino
Gabi Zanotti chegou ao Corinthians em 2018 e transformou o time em potência. Antes, ela atuou em clubes como Santos e São José, conquistando a Libertadores em 2013. No Timão, acumula recordes como a segunda maior artilheira da história, com 45 gols.
Aos 40 anos, ela superou lesões e desafios da carreira para manter o nível elite. Sua longevidade inspira novas gerações, com participações na Copa do Mundo de 2023 e na Copa América vencedora deste ano.
O contrato com o Corinthians expira em dezembro, mas negociações para renovação avançam. Zanotti expressou desejo de continuar jogando, visando a Libertadores 2026 e mais um título nacional.
Contribuições além do campo
Zanotti participa de projetos sociais no Corinthians, como clínicas de futebol para meninas de comunidades em São Paulo. Em 2025, ela doou parte de sua premiação para iniciativas de base no futebol feminino, promovendo inclusão.
O impacto dela se estende à seleção brasileira, onde soma 15 convocações recentes. Sua técnica em bolas paradas, como faltas e pênaltis, rendeu 20% dos gols do time na temporada.
Companheiras como Vic Albuquerque creditam a ela o amadurecimento tático do elenco. O Corinthians planeja uma homenagem especial na Neo Química Arena para celebrar seus 18 títulos.
Números que definem a temporada
O heptacampeonato veio com 82 gols marcados em 30 jogos, média de 2,73 por partida. Zanotti participou de 16% desses gols, destacando-se em assistências para Jhonson e Jaqueline.
- Gols sofridos: 12 em 30 rodadas, melhor defesa do torneio.
- Posse de bola média: 62%, com Zanotti liderando em passes progressivos (45 por jogo).
- Público total: Mais de 200 mil torcedores nos jogos em casa, recorde no feminino.
Esses dados, compilados pela CBF, confirmam a eficiência do modelo corintiano sob Piccinato.
A Bola de Ouro consolida Zanotti como ícone, ao lado de nomes como Marta no panteão do futebol brasileiro.

