Juventude acelera busca por novo técnico após saída de Thiago Carpini e avalia Mauricio Barbieri como principal opçãoPor Jeronimo Santos
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O Esporte Clube Juventude anunciou a saída do técnico Thiago Carpini na última terça-feira, 9 de dezembro de 2025, abrindo espaço para uma reformulação no comando da equipe profissional. A decisão ocorre em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, logo após o término da temporada 2025, com o objetivo de preparar o time para o Gauchão e a Série B de 2026. O clube busca um profissional capaz de estabilizar o elenco em meio a uma campanha irregular que terminou com 12 vitórias, oito empates e 14 derrotas em 34 jogos do Brasileirão Série A, resultando no rebaixamento à segunda divisão.
A diretoria do Juventude, liderada pelo vice-presidente de futebol Almir Adami, enfatiza a necessidade de rapidez nas negociações para evitar atrasos na montagem do grupo. Carpini, que retornou ao clube em agosto após passagem pelo Vitória, comandou o time em 15 partidas desde então, com aproveitamento de 40%, insuficiente para manter a equipe na elite. O anúncio da saída veio em nota oficial no site do clube, sem detalhes sobre os motivos exatos, mas fontes internas apontam para divergências na planejamento futuro.
O processo seletivo envolve análise de perfis com experiência em competições nacionais, priorizando treinadores disponíveis no mercado.
- Principais critérios adotados pela comissão técnica:
- Histórico em Séries B e A do Brasileirão.
- Capacidade de trabalhar com elencos limitados financeiramente.
- Disponibilidade imediata para pré-temporada em janeiro.
Essa urgência reflete a pressão por resultados em um calendário apertado, incluindo Copa do Brasil e torneios regionais.
Avaliação inicial dos candidatos
Mauricio Barbieri surge como o nome mais avançado nas tratativas internas do Juventude. O treinador de 44 anos está sem clube desde maio de 2025, quando foi demitido do Athletico Paranaense após uma goleada por 4 a 1 para o Botafogo-SP na Série B. Sua passagem pelo Furacão durou apenas seis meses, com cinco vitórias em 12 jogos.
Antes disso, Barbieri acumulou rodadas no Bragantino entre 2020 e 2023, onde levou o time às quartas de final da Copa do Brasil em duas ocasiões. O profissional também teve experiência internacional no Juárez, do México, por dois anos, focando em transições defensivas que poderiam se adequar ao estilo do Juventude. Em 2024, ele já havia sido sondado pelo clube gaúcho, mas as negociações pararam por questões salariais.
Os outros dois nomes permanecem sob sigilo, mas o clube avalia perfis como o de um treinador com passagem recente pela Série B e outro ligado a clubes do interior paulista. A expectativa é de um anúncio até o final da próxima semana.
Histórico recente de instabilidades no comando
O Juventude enfrentou múltiplas trocas de treinadores ao longo de 2025, o que impactou a consistência do time na tabela. A temporada começou com Fábio Matias, contratado em outubro de 2024 e renovado para o ano seguinte, mas demitido em março após uma sequência de três derrotas consecutivas, incluindo revés por 5 a 0 para o Fortaleza.
Cláudio Tencati assumiu em maio, vindo do Atlético-GO por uma multa rescisória de R$ 800 mil, e comandou sete jogos com apenas uma vitória, saindo em junho após goleadas para Cruzeiro e Bahia. Thiago Carpini, então, retornou em agosto, substituindo um interino, mas não conseguiu reverter o declínio que levou ao rebaixamento matemático em novembro.
Essas mudanças totalizaram quatro técnicos em 12 meses, com aproveitamento médio de 35% nos jogos disputados. A diretoria reconhece que a rotatividade afetou a coesão do elenco, especialmente na defesa, que sofreu 48 gols na Série A.
O padrão de demissões reflete desafios financeiros comuns a clubes de porte médio, com orçamentos limitados para retenção de talentos. No entanto, o foco agora vira para estabilidade, com contratos previstos até dezembro de 2026 para o novo contratado.
Preparação para o calendário de 2026
A montagem do elenco para 2026 já iniciou, com renovações de jogadores chave como o meia Nenê, de 43 anos, e o volante Jadson, ambos estendendo vínculos até o fim do ano seguinte. Danilo Boza, zagueiro, também assinou por mais uma temporada, fortalecendo a linha de defesa.
O clube planeja contratações pontuais na lateral-direita, com o retorno de Reginaldo do exterior, e no gol, onde Marcão chega do Amazonas após boa Série B. Avaliações de empréstimos incluem Felipinho e Ewerthon, ambos do Sport, para reforçar as pontas.
- Competições agendadas para o primeiro semestre:
- Gauchão: estreia em 18 de janeiro contra o Grêmio, em Porto Alegre.
- Copa do Brasil: fase inicial em fevereiro, com sorteio em janeiro.
- Série B: início em 5 de abril, com 38 rodadas até novembro.
- Copa Sul-Sudeste: qualificatória em março, regional.
Esses compromissos demandam um treinador adaptável a múltiplos formatos, priorizando rotatividade para evitar lesões em um calendário de cerca de 60 jogos.
A pré-temporada começa em 2 de janeiro no CT do Alfredo Jaconi, com testes amistosos contra times do Rio Grande do Sul. O orçamento para contratações é estimado em R$ 15 milhões, focado em jovens da base e free agents.
Perfis alternativos em análise discreta
Além de Barbieri, o Juventude monitora profissionais com trajetórias consolidadas em divisões inferiores. Um dos nomes internos é Fernando Seabra, demitido do Red Bull Bragantino em outubro de 2025 após nona colocação no Brasileirão, com ênfase em posse de bola que poderia inovar o esquema 4-2-3-1 do time.
Outro candidato é Renato Paiva, português de 55 anos, livre desde julho após passagem pelo Botafogo, onde comandou 20 jogos com 45% de aproveitamento. Sua experiência em Copas Libertadores, pelo Bahia em 2024, adiciona valor para torneios mata-mata. As negociações avançam por videochamadas, com propostas salariais entre R$ 150 mil e R$ 200 mil mensais.
Esses perfis contrastam com o de Barbieri por maior foco em contra-ataques, adequando-se ao perfil físico dos jogadores atuais. A escolha final depende de alinhamento com o presidente Fábio Drubscky, que busca equilíbrio entre custo e resultados imediatos.
Expectativas da torcida e diretoria local
Torcedores do Juventude expressam otimismo nas redes sociais, com debates sobre a necessidade de um técnico ofensivo para compensar o rebaixamento. Uma pesquisa informal no site oficial indica 62% de preferência por nomes experientes na Série B, alinhando-se à visão da diretoria.
Almir Adami, em entrevista coletiva na quarta-feira, destacou a importância de um projeto de longo prazo, sem promessas de acesso imediato. O clube planeja investimentos em infraestrutura, como melhorias no CT, para atrair talentos.
A base de dados da temporada passada mostra que o time marcou 38 gols em casa, mas apenas 22 fora, sugerindo ajustes táticos urgentes. Com isso, o novo treinador terá autonomia para testes na intertemporada.
Desafios financeiros na Série B
A transição para a segunda divisão impõe restrições orçamentárias, com receita projetada em R$ 25 milhões para 2026, contra R$ 40 milhões em 2025. Isso limita contratações a empréstimos e revelações da base, como o atacante Vini Paulista, de 19 anos, que estreou em novembro.
O Juventude negocia parcerias com clubes europeus para intercâmbios, visando elevar o nível técnico sem elevar custos. Experiências passadas, como a de 2021 com Jair Ventura, mostram que estabilidade técnica pode render acessos, mas exige paciência da torcida.
A diretoria estuda modelos de gestão como o do Novorizontino, que subiu com treinadores interinos, para otimizar recursos. Relatórios internos preveem economia de 20% em salários com escolhas estratégicas.
Perspectivas para o Gauchão e além
O Campeonato Gaúcho representa o primeiro teste para o novo comando, com confrontos contra rivais como Inter e Grêmio definindo moral. O Juventude visa semifinais, usando o torneio para rodar elenco antes da Série B.
Na Copa do Brasil, a meta é avançar à terceira fase, gerando receitas extras de R$ 1,5 milhão por vitória. A Copa Sul-Sudeste, nova em 2026, abre portas para exposição regional.
O planejamento inclui monitoramento de desempenho via analytics, com foco em métricas como posse de bola (atual 48%) e finalizações (média de 10 por jogo). Esses dados guiarão ajustes no primeiro mês.







