Pagamentos do PIS/Pasep 2026 começam em 15 de fevereiro conforme proposta do Codefat para 24 milhões de beneficiáriosPor Janderson Luiz
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O Ministério do Trabalho e Emprego apresentou ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador uma proposta de calendário para os pagamentos do abono salarial PIS/Pasep em 2026, referente ao ano-base de 2024. A iniciativa beneficia trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos que atenderam aos critérios de elegibilidade. Os depósitos ocorrerão de fevereiro a agosto, seguindo o mês de nascimento ou de inscrição do beneficiário. Essa medida visa organizar a distribuição de recursos estimados em R$ 28 bilhões para cerca de 24 milhões de pessoas.
Os valores variam de acordo com o tempo de trabalho formal no ano-base, com teto de um salário mínimo projetado em R$ 1.631. A proposta incorpora ajustes pela inflação medida pelo INPC, alterando o critério de renda máxima para acesso ao benefício. Trabalhadores com remuneração média mensal até R$ 2.765,93 no período terão direito automático, desde que cumpram os demais requisitos.
- Elegíveis incluem quem trabalhou ao menos 30 dias em 2024 com carteira assinada.
- Inscrição no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos é obrigatória.
- Dados corretos enviados pelo empregador via eSocial ou RAIS até maio de 2024 garantem o crédito.
Proposta segue mês de nascimento para liberações
A proposta estabelece o início dos pagamentos em 15 de fevereiro de 2026 para nascidos em janeiro. Essa organização por mês de nascimento facilita o fluxo nos bancos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Servidores públicos vinculados ao Pasep seguem critério similar pelo dígito final da inscrição.
Depósitos ocorrem diretamente em contas correntes ou via aplicativos como Caixa Tem para não correntistas. O prazo para saque vai até o fim do calendário bancário de 2026, com possibilidade de resgate posterior por até cinco anos.

Requisitos mantidos garantem acesso amplo
Trabalhadores da iniciativa privada recebem pelo PIS, administrado pela Caixa. Servidores públicos acessam o Pasep via Banco do Brasil, com agências abertas para saques presenciais. A consulta de elegibilidade abre em 5 de fevereiro de 2026 no app Carteira de Trabalho Digital ou Portal Gov.br.
O benefício proporcional considera meses trabalhados, de R$ 136 para 30 dias a R$ 1.631 para 12 meses. Essa estrutura preserva o foco em rendas baixas, sem alterações nos critérios básicos de tempo mínimo de vínculo.
Mudanças no limite salarial alteram elegibilidade gradual
A partir de 2026, o teto de renda para o abono deixa de seguir dois salários mínimos fixos e adota correção pelo INPC de 4,77% acumulado em 2024. Essa transição visa reduzir o limite a 1,5 salário mínimo até 2035, conforme PEC aprovada em 2024.
O ajuste aplica-se ao ano-base de 2024, mantendo R$ 2.765,93 como referência inicial. Empregadores devem atualizar dados no eSocial para evitar exclusões por inconsistências. A medida equilibra o orçamento do Fundo de Amparo ao Trabalhador.
Consultas prévias no Portal Gov.br confirmam direito desde fevereiro. Não correntistas usam poupança digital para acesso imediato aos valores creditados.
Consulta e saque simplificam processo para beneficiários
O app Carteira de Trabalho Digital permite verificação gratuita de elegibilidade. Usuários inserem CPF e biometria para acessar detalhes do abono. O Banco do Brasil exige documento de identificação para saques em agências.
Pagamentos automáticos ocorrem em contas ativas, reduzindo filas presenciais. Em 2025, o modelo similar atendeu 25,8 milhões com R$ 30,7 bilhões, indicando escala similar para 2026.
Cotas para herdeiros e menores preservam direitos
Herdeiros de trabalhadores falecidos acessam cotas não sacadas via solicitação no Ministério da Fazenda. O processo usa app FGTS para análise e crédito no mês seguinte ao deferimento.
Menores de idade recebem valores bloqueados até os 18 anos, com liberação automática. Essa regra aplica-se a cotas antigas de fundos extintos, beneficiando famílias desde 1971. Ressarcimentos dependem de disponibilidade orçamentária federal.
Documentos como certidão de óbito e CPF do falecido agilizam pedidos. O sistema REPIS online facilita envios, com pagamentos limitados ao calendário anual.
Calendário detalhado organiza fluxos mensais
Fevereiro marca o lote inicial para janeiro, com R$ 2 bilhões estimados. Março segue para fevereiro, escalonando liberações até agosto para novembro e dezembro. Essa divisão por pares de meses otimiza processamento bancário.
Valores exatos dependem do salário mínimo de 2026, projetado em R$ 1.631. Trabalhadores com múltiplos vínculos somam meses para cálculo proporcional. O Codefat vota a proposta em dezembro de 2025, confirmando datas finais.
Impacto fiscal direciona recursos a baixa renda
O pacote fiscal de 2024 introduz a correção inflacionária para conter despesas crescentes. Em 2025, o abono consumiu R$ 30,7 bilhões, com redução gradual projetada em 20% até 2035. O foco em rendas até 1,5 mínimo beneficia 80% dos atuais elegíveis.
Empregadores atualizam RAIS anualmente para inclusão precisa. Trabalhadores autônomos ou MEI permanecem excluídos por falta de vínculo formal. Estagiários também não qualificam, priorizando carteira assinada.
O calendário proposto reforça acessibilidade digital, com 70% dos saques via app em 2025.
Valores proporcionais incentivam formalização
Quem trabalhou três meses em 2024 recebe cerca de R$ 408, escalando por trimestre. O teto de R$ 1.631 exige 12 meses integrais com renda baixa. Essa proporcionalidade estimula empregos formais no ano-base.
Ajustes pelo INPC de 2025, estimado em 4,5%, elevam o limite a R$ 2.890. Bancos notificam elegíveis por SMS ou e-mail cadastrado. Não resgates retornam ao fundo, mas recuperáveis em cinco anos.
Votação no Codefat define cronograma oficial
A reunião do conselho ocorre na próxima semana, com votação da proposta integral. Aprovação garante publicação no Diário Oficial até fim de dezembro de 2025. Alterações mínimas são esperadas, mantendo estrutura tradicional.
Trabalhadores monitoram atualizações no site do MTE. O benefício anual reforça renda suplementar, equivalente a 14º salário para baixa renda. Em 2026, foco em inclusão digital reduz custos operacionais em 15%.







