PIS/Pasep 2026: valor chega a R$ 1.621 com novo mínimo, mas critério de renda muda já em 2026Por Bruna
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O governo federal confirmou o salário mínimo de R$ 1.621 para 2026, valor que serve de base para o pagamento do abono salarial PIS/Pasep no próximo ano. O benefício, referente ao ano-base 2024, terá valores que variam de R$ 135,08 a R$ 1.621, dependendo dos meses trabalhados com carteira assinada. A partir de 2026 entra em vigor a regra de transição aprovada em 2024, que torna o acesso ao abono mais restrito.
Mais de 25 milhões de trabalhadores receberam o PIS/Pasep em 2024, mas o novo modelo deve reduzir esse número ao longo dos anos. O calendário oficial de pagamentos será divulgado ainda em dezembro de 2025 pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Como calcular o valor do abono em 2026
O cálculo permanece proporcional ao tempo de serviço no ano-base 2024. Divide-se o salário mínimo de R$ 1.621 por 12 e multiplica-se pelo número de meses trabalhados.
- 1 mês trabalhado → R$ 135,08
- 3 meses → R$ 405,25
- 6 meses → R$ 810,50
- 12 meses → R$ 1.621,00 (valor cheio)
Os valores são arredondados conforme regras da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.
Requisitos mantidos para receber o benefício
Os critérios básicos continuam os mesmos. É necessário ter trabalhado pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, em 2024.
O trabalhador precisa estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Os dados devem ter sido informados corretamente pelo empregador no eSocial.
A remuneração média mensal em 2024 não pode ultrapassar o novo teto estabelecido.

Mudança no teto de renda começa em 2026
Até 2025, o limite era de dois salários mínimos vigentes no ano do pagamento. A partir de 2026 inicia-se transição que fixa o teto em R$ 2.640 (valor de 2023) corrigido apenas pelo INPC.
Para o ano-base 2024, o limite será R$ 2.765,92. Esse valor será atualizado anualmente pela inflação até alcançar 1,5 salário mínimo, previsão para 2035.
A medida busca conter o crescimento da despesa com o abono quando houver ganhos reais no salário mínimo.
Quem trabalhou em mais de um emprego
A análise considera a média mensal de todos os salários recebidos em 2024. Mesmo que em algum mês o trabalhador tenha recebido acima do teto, se a média ficar abaixo de R$ 2.765,92, o direito é mantido.
A regra vale para vínculos simultâneos ou consecutivos. O sistema da Caixa e do Banco do Brasil faz o cálculo automaticamente com base nos dados do eSocial.
Formas de consulta e pagamento
Os trabalhadores podem verificar o direito e o valor pela Carteira de Trabalho Digital ou pelos aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem.
O crédito ocorre preferencialmente em conta corrente ou poupança digital. O saque pode ser feito em caixas eletrônicos, lotéricas ou agências da Caixa (PIS) e do Banco do Brasil (Pasep).
O calendário de 2026 seguirá o modelo habitual, geralmente organizado por mês de nascimento ou número de inscrição.
Transição completa só em 2035
O teto fixo corrigido apenas pela inflação permanecerá até que o valor de 1,5 salário mínimo seja atingido. A estimativa do governo aponta 2035 como ano final da transição.
Após essa data, o limite para receber o abono será definitivamente 1,5 salário mínimo vigente. A mudança não afeta os pagamentos já realizados até 2025.







