Prata atinge recorde de US$ 69 por onça com alta impulsionada por demanda industrial em 22 de dezembro

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Prata,, SIlver Foto: Prata,, SIlver - Lee Charlie/shutterstock.com

A prata registrou nova máxima histórica nesta segunda-feira, 22 de dezembro de 2025, alcançando US$ 69,44 por onça troy durante a sessão. O metal precioso fechou em torno de US$ 69 por onça, com valorização diária superior a 3%, refletindo o forte momentum acumulado ao longo do ano.

Essa cotação representa um aumento de mais de 130% em relação ao início de 2025, quando o preço girava em torno de US$ 29 por onça. A alta ocorre em um contexto de expectativas por cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos e persistentes tensões geopolíticas que reforçam o papel da prata como ativo de refúgio.

O mercado global de metais preciosos opera com horários locais variando por hub principal. Nos Estados Unidos, as negociações na Comex seguem o horário da costa leste, enquanto em Londres o foco está no mercado físico.

  • Demanda industrial sustenta parte significativa da valorização.
  • Setores como energia solar e veículos elétricos consomem volumes crescentes do metal.
  • Déficits de oferta persistem há anos, com projeções de continuidade para 2026.

Alta histórica da prata

A prata superou marcas anteriores ao tocar US$ 69,44 por onça nesta sessão de 22 de dezembro. Esse nível reflete uma combinação de fatores macroeconômicos e estruturais no mercado de commodities.

O metal acumula ganhos expressivos desde o início do ano, impulsionado por influxos em fundos negociados em bolsa e restrições na oferta física. Analistas observam que o desempenho supera até mesmo o do ouro em termos percentuais.

Fatores de demanda industrial

A demanda por prata em aplicações industriais alcançou patamares elevados em 2025. O setor de painéis solares consumiu volumes recordes, contribuindo para o aperto no mercado.

Veículos elétricos e centros de dados também aumentaram o uso do metal devido às suas propriedades condutoras. Essa tendência estrutural diferencia a prata de outros ativos preciosos mais focados em investimento.

Além disso, a expansão da eletrônica e redes 5G reforçou o consumo. Projeções indicam que esses setores manterão pressão positiva sobre os preços nos próximos meses.

Influências geopolíticas e monetárias

Tensões geopolíticas elevaram a procura por ativos de refúgio ao longo do ano. Sanções internacionais e conflitos regionais incentivaram posicionamentos defensivos em metais preciosos.

Expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve dos EUA adicionaram suporte. Taxas mais baixas reduzem o custo de oportunidade de holding de ativos sem rendimento.

O dólar americano apresentou flutuações que influenciaram a cotação em outras moedas. No Brasil, onde o horário local é o de Brasília, investidores acompanharam a evolução em tempo real.

Déficit de oferta no mercado

O mercado de prata enfrenta déficits consecutivos desde anos anteriores. A produção mineira não acompanhou o crescimento da demanda, com grande parte do metal obtida como subproduto de outras minerações.

Estoques em bolsas como Londres e Xangai registraram quedas significativas. Essa escassez física contribuiu para a backwardation observada em contratos futuros.

Reciclagem aumentou, mas não compensou integralmente a lacuna. Institutos especializados projetam déficits persistentes para o próximo ano.

Movimentação nos principais mercados

Nos Estados Unidos, o preço spot da prata operou em torno de US$ 69 por onça durante o horário de negociação na costa leste. A Comex registrou volumes elevados em contratos futuros.

Em Londres, o mercado físico refletiu condições apertadas com prêmios sobre o spot. Na Ásia, hubs como Xangai influenciaram a formação de preços no horário local.

  • Alta diária variou entre 2% e 3% em diferentes sessões.
  • Máxima intradiária atingiu US$ 69,44 por onça.
  • Fechamento consolidou ganhos semanais superiores a 8%.

Comparação com outros metais

A prata superou o ouro em desempenho percentual durante 2025. Enquanto o ouro acumulou ganhos robustos, a prata beneficiou-se do duplo papel como metal precioso e industrial.

Platina e paládio apresentaram movimentos distintos, influenciados por fatores específicos de cada mercado. A correlação com o ouro permaneceu elevada em períodos de volatilidade.

Essa dinâmica destacou a prata como ativo de maior beta no grupo de metais preciosos. Investidores diversificaram posições considerando essas diferenças.

Perspectiva para o curto prazo

O preço da prata mantém momentum positivo no final de dezembro de 2025. Níveis acima de US$ 70 por onça aparecem como possíveis alvos técnicos nos próximos dias.

Volatilidade permanece elevada devido a dados econômicos pendentes nos EUA. Mercados globais ajustam posições considerando o horário local de cada região.

A cotação reflete equilíbrio entre oferta restrita e demanda diversificada. Essa configuração sustenta o patamar elevado observado nesta data.

Evolução anual do preço

O ano de 2025 marcou transformação no mercado de prata com valorização superior a 130%. O preço iniciou abaixo de US$ 30 por onça e progrediu gradualmente até os recordes atuais.

Fatores como influxos em ETFs e restrições logísticas aceleraram a alta na segunda metade do ano. Essa trajetória posicionou a prata como um dos ativos de melhor desempenho global.

Comparações históricas mostram ganhos anuais comparáveis a períodos excepcionais anteriores. O metal consolidou posição estratégica na economia moderna.

A prata continua negociando em níveis elevados nesta 22 de dezembro de 2025, com cotação spot próxima a US$ 69 por onça. Essa valorização reflete forças estruturais e conjunturais que moldaram o mercado ao longo do ano.

Investidores monitoram desenvolvimentos em demanda industrial e política monetária. O metal mantém atratividade em portfólios diversificados.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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