Abono salarial PIS/Pasep 2026 começa em 15 de fevereiro com datas fixas e valor até R$ 1.621

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PIS-PASEP: Foto: rafastockbr/Shutterstock.com

Trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos com direito ao abono salarial PIS/Pasep receberão os valores a partir de 15 de fevereiro de 2026. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou um calendário fixo que padroniza os depósitos mensais no dia 15 ou no primeiro dia útil seguinte. Essa mudança estabelece pagamentos previsíveis de acordo com o mês de nascimento do beneficiário.

O benefício refere-se ao ano-base 2024 e alcançará cerca de 26,9 milhões de pessoas em todo o país. O governo estima injetar R$ 33,5 bilhões na economia por meio desses repasses. A consulta sobre elegibilidade estará disponível a partir de 5 de fevereiro nos canais oficiais.

Os valores variam conforme o tempo trabalhado no ano-base e podem chegar ao salário mínimo vigente em 2026, projetado em R$ 1.621. Trabalhadores com 12 meses de atividade formal receberão o montante integral.

Requisitos para receber o benefício

Milhões de brasileiros verificam anualmente se atendem às condições para o abono salarial. Para 2026, o trabalhador precisa ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias consecutivos ou não em 2024. Além disso, a remuneração mensal média não pode ultrapassar o limite estabelecido, equivalente a cerca de R$ 2.765 no ano-base.

O cadastro no PIS ou Pasep deve completar pelo menos cinco anos. Empregadores contribuem obrigatoriamente para o fundo, e os dados precisam estar corretos na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial.

Calendário completo de pagamentos

O novo modelo fixa as datas no dia 15 de cada mês correspondente, agrupando nascimentos para agilizar os depósitos. Caso a data caia em final de semana ou feriado, o crédito ocorre no próximo dia útil. Todos os beneficiários podem sacar até o último dia útil bancário de 2026.

Aqui estão as datas detalhadas:

  • Nascidos em janeiro: crédito em 15 de fevereiro
  • Nascidos em fevereiro: crédito em 15 de março
  • Nascidos em março e abril: crédito em 15 de abril
  • Nascidos em maio e junho: crédito em 15 de maio
  • Nascidos em julho e agosto: crédito em 15 de junho
  • Nascidos em setembro e outubro: crédito em 15 de julho
  • Nascidos em novembro e dezembro: crédito em 15 de agosto

Essa estrutura concentra os pagamentos entre fevereiro e agosto. Ela facilita o planejamento financeiro dos trabalhadores.

Carteira de Trabalho, Pis Pasep, FGTS – Foto: cifotart/ Istockphoto.com

Como calcular o valor do abono

O abono salarial é proporcional aos meses trabalhados no ano-base 2024. O valor máximo corresponde ao salário mínimo de 2026, de R$ 1.621 para quem completou 12 meses de atividade formal. Cada mês trabalhado adiciona aproximadamente R$ 135 ao benefício total.

Exemplos de valores conforme meses trabalhados:

  • 1 mês: R$ 135
  • 2 meses: R$ 270
  • 3 meses: R$ 405
  • 4 meses: R$ 540
  • 5 meses: R$ 675
  • 6 meses: R$ 810
  • 7 meses: R$ 945
  • 8 meses: R$ 1.080
  • 9 meses: R$ 1.215
  • 10 meses: R$ 1.350
  • 11 meses: R$ 1.485
  • 12 meses: R$ 1.621

Frações de mês contam como mês inteiro se ultrapassarem 15 dias. O cálculo considera apenas períodos com carteira assinada ou vínculo público.

Diferenças entre PIS e Pasep

O Programa de Integração Social (PIS) destina-se a trabalhadores da iniciativa privada. A Caixa Econômica Federal gerencia os pagamentos e credita automaticamente em contas correntes, poupanças ou na poupança social digital via aplicativo Caixa Tem.

Já o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) atende servidores públicos. O Banco do Brasil realiza os depósitos diretamente em conta para seus correntistas. Não correntistas retiram o valor em agências com documento de identificação com foto.

Ambos os programas seguem o mesmo calendário fixo a partir de 2026. A unificação simplifica o acesso independentemente do setor de atuação.

Formas de consulta disponíveis

Trabalhadores consultam o direito ao benefício de maneira digital desde 5 de fevereiro de 2026. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital oferece a opção mais prática, exibindo valor, data e banco de pagamento após login com CPF e senha do Gov.br.

Outra alternativa é o portal Gov.br, onde a seção de serviços permite verificação rápida. Aplicativos da Caixa ou do Banco do Brasil também informam detalhes específicos para cada programa.

  • Acesse a Carteira de Trabalho Digital e vá em “Benefícios” > “Abono Salarial”
  • No Gov.br, busque por “Abono Salarial” após login
  • Ligue para o Alô Trabalhador no número 158 para orientação telefônica

Esses canais evitam deslocamentos e agilizam a conferência.

Mudanças nas regras a partir de 2026

O limite de renda para elegibilidade deixa de acompanhar integralmente o salário mínimo. A correção passa a seguir apenas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), tornando o benefício mais focalizado em faixas salariais menores ao longo dos anos.

Essa alteração progressiva reduz o teto até 1,5 salário mínimo em 2035. O objetivo concentra recursos em trabalhadores de menor renda sem alterar o valor máximo do abono.

O calendário fixo elimina reuniões anuais do Codefat para definição de datas. A padronização traz previsibilidade e reduz variações entre exercícios.

Procedimentos para saque do benefício

Beneficiários com conta na Caixa ou no Banco do Brasil recebem crédito automático na data prevista. Trabalhadores sem conta nesses bancos utilizam a poupança social digital aberta automaticamente para o PIS.

Retiradas ocorrem em agências, lotéricas ou correspondentes Caixa Aqui com documento oficial. Para o Pasep, servidores não correntistas do BB procuram agências com identificação.

Caso o saque não seja realizado até o fim de 2026, o valor retorna ao fundo. O trabalhador pode solicitar ressarcimento em até cinco anos por meio de requerimento administrativo.

Estimativas e alcance nacional

O Ministério do Trabalho e Emprego projeta atender 26,9 milhões de pessoas com o abono em 2026. O volume total de R$ 33,5 bilhões representa injeção significativa na economia, especialmente em regiões com maior concentração de trabalhadores formais.

Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram o maior número de beneficiários. Regiões Norte e Nordeste registram proporções elevadas em relação à população ativa.

A medida reforça a proteção social a quem mantém vínculo empregatício formal. Ela complementa outros programas de transferência de renda mantidos pelo governo federal.

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