Irmão de Eliza Samudio abalado com passaporte encontrado em Portugal: ‘Mexeu com psicológico’Por Beatriz
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Um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio foi encontrado no final de 2025 em um apartamento alugado em Portugal. O documento, entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, contém apenas um carimbo de entrada datado de 5 de maio de 2007, sem registro de saída. A descoberta reacende atenções sobre o caso de assassinato da modelo, ocorrido em 2010, embora não altere as conclusões judiciais estabelecidas.
Arlie Moura, irmão de Eliza, confirmou a autenticidade do passaporte e destacou a necessidade de investigação sobre como o item chegou ao local. O Consulado comunicou o Itamaraty e aguarda orientações sobre os próximos procedimentos. A mãe da vítima, Sonia Moura, optou por não comentar até verificar a veracidade do documento com advogados.
Detalhes do documento encontrado
O passaporte foi localizado entre livros em uma estante de área compartilhada de um imóvel alugado em Lisboa. Um morador brasileiro, que preferiu não se identificar, descobriu o item ao retornar de viagem de trabalho. Todas as páginas estão intactas e em bom estado de conservação, com emissão em 2006 e validade até 2011.
Não há registro de segunda via emitida, conforme consultas oficiais. O único carimbo refere-se à entrada de Eliza em Portugal em 2007, período em que ela relatou viagens à Europa. Provas documentais confirmam sua presença no Brasil após essa data, incluindo o nascimento do filho em 2010.

Reação da família
Arlie Moura, de 27 anos, relatou que a notícia afetou emocionalmente a família ao reviver memórias do crime. Ele conviveu pouco com a irmã devido à diferença de idade e separação familiar precoce. Apesar de desejar que Eliza estivesse viva, considera improvável com base nos fatos apurados na época.
Sonia Moura confirmou ter sido informada sobre o achado, mas prefere aguardar análise oficial. A família torce por esclarecimentos, mas mantém confiança nas condenações judiciais. Arlie enfatizou que o episódio trouxe uma nova onda de reflexões sobre o passado.
Contexto do crime
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, aos 25 anos, após disputas judiciais com o ex-goleiro Bruno Fernandes sobre paternidade e pensão. Investigações concluíram que ela foi sequestrada, mantida em cárcere privado e assassinada por estrangulamento. O corpo nunca foi localizado, mas depoimentos e provas levaram à condenação dos envolvidos.
Bruno Fernandes recebeu pena superior a 20 anos como mandante do homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Outros réus, como Marcos Aparecido dos Santos e Luiz Henrique Romão, foram punidos por participação direta. Atualmente, Bruno cumpre regime de liberdade condicional.
- Principais condenados:
- Bruno Fernandes: mandante, pena de mais de 20 anos.
- Marcos Aparecido dos Santos (Bola): executor apontado.
- Luiz Henrique Romão (Macarrão): participação no crime e ocultação.
Posição das autoridades
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa recebeu o passaporte e informou imediatamente o Itamaraty em Brasília. O órgão consular segue protocolos administrativos e não possui autonomia para decisões sobre o documento. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores não emitiu posicionamento público adicional.
Especialistas consultados indicam que o achado pode exigir análise da cadeia de custódia do item ao longo dos anos. A Polícia Federal brasileira pode ser envolvida para investigações complementares. O caso não apresenta elementos que modifiquem o processo judicial concluído.
Viagem registrada no passaporte
Eliza Samudio relatou em entrevistas antigas viagens à Europa, incluindo Portugal e Alemanha, por volta de 2007. Ela mencionou envolvimento com o jogador Cristiano Ronaldo durante estadia no continente. O carimbo único no documento corresponde a esse período, três anos antes do desaparecimento no Brasil.
Registros migratórios posteriores confirmam retornos e permanência de Eliza no país. A ausência de carimbo de saída sugere possível perda do passaporte na ocasião, com retorno por meios alternativos autorizados. O item permaneceu no apartamento alugado por razões ainda desconhecidas.
Especulações e impacto atual
A divulgação gerou discussões nas redes sociais sobre hipóteses de sobrevivência de Eliza, embora sem provas concretas. Arlie Moura rebateu tais ideias, reforçando a solidez das evidências do assassinato. A família prioriza apuração oficial para esclarecer a origem do documento no imóvel português.
O caso Eliza Samudio permanece como um dos mais emblemáticos de feminicídio no Brasil, destacando questões de violência e justiça. Quinze anos após os fatos, novas informações como essa mantêm o tema em debate público. Autoridades seguem protocolos para tratar o passaporte encontrado.







