Uma mudança de software nos recém-lançados iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max gerou surpresa e frustração entre os usuários. A Apple desativou a capacidade de combinar o modo Retrato com o modo Noite, um recurso valorizado por fotógrafos amadores e profissionais para capturar imagens com fundo desfocado em ambientes de baixa luminosidade. A funcionalidade, presente nos modelos Pro desde 2020, foi removida sem um aviso prévio destacado pela companhia.
A ausência do recurso foi confirmada em documentos de suporte atualizados pela empresa, que especificam que a combinação não está mais disponível nos modelos lançados em setembro de 2025. Na prática, ao selecionar o modo Retrato em um local escuro, o ícone do modo Noite, que antes era ativado automaticamente, simplesmente não aparece. O resultado são fotografias visivelmente mais escuras e com menor riqueza de detalhes em comparação com as gerações anteriores.
A decisão impacta diretamente a versatilidade da câmera, que era um dos principais atrativos dos modelos premium da marca. Donos dos novos aparelhos recorreram a fóruns online e redes sociais para expressar seu descontentamento, questionando os motivos que levaram a Apple a remover uma ferramenta tão útil e consolidada, transformando o que deveria ser um upgrade em uma experiência com limitações inesperadas para fotos noturnas.
O que muda na prática para os fotógrafos
Para quem utiliza o iPhone como principal ferramenta fotográfica, a remoção da integração entre os modos Retrato e Noite representa um retrocesso significativo na usabilidade cotidiana. Anteriormente, o sistema identificava a baixa luminosidade e estendia o tempo de exposição da captura para até 30 segundos, permitindo que o sensor captasse mais luz enquanto o software aplicava o efeito de desfoque de fundo, conhecido como bokeh. Essa combinação era ideal para situações como jantares, eventos noturnos ou paisagens urbanas à noite, produzindo retratos nítidos e bem iluminados. Agora, no iPhone 17 Pro, o usuário é forçado a escolher: ou um retrato com boa profundidade de campo, mas subexposto, ou uma foto bem iluminada no modo Noite padrão, mas sem o desfoque artístico e sem a capacidade de adicionar o efeito posteriormente, já que os dados de profundidade não são salvos nesse modo. Essa limitação força a busca por iluminação artificial, como o flash, que altera drasticamente a atmosfera da cena, ou a recorrer a edições complexas em aplicativos de terceiros, que nem sempre conseguem replicar a qualidade do processamento nativo que foi perdido.
Justificativas técnicas por trás da decisão
Especialistas em tecnologia e fotografia especulam que a decisão da Apple está ligada a uma otimização de hardware e software para garantir estabilidade e velocidade. O iPhone 17 Pro introduziu novos sensores de 48 megapixels em todas as suas lentes, incluindo a teleobjetiva, que são fisicamente maiores e captam mais luz naturalmente. A remoção do modo Noite combinado ao Retrato pode ser uma medida para evitar conflitos de processamento no novo chip A20 Bionic. A combinação de uma longa exposição com o mapeamento de profundidade do sensor LiDAR é uma tarefa computacionalmente intensiva, que poderia gerar artefatos visuais, ruído excessivo ou lentidão na captura, comprometendo a experiência do usuário.
Outra teoria aponta para a priorização da consistência dos resultados. Durante exposições longas, qualquer movimento mínimo do fotógrafo ou do sujeito fotografado pode resultar em imagens borradas. Ao eliminar a função, a Apple pode ter optado por entregar uma experiência mais simples e à prova de falhas, mesmo que isso signifique sacrificar a flexibilidade em cenários de pouca luz. A empresa pode ter concluído, com base em dados de uso, que a maioria dos usuários obteria melhores resultados com o sensor aprimorado sem a necessidade de exposições estendidas, simplificando a interface e o pipeline de processamento de imagem para focar em outras melhorias, como a velocidade de captura e a eficiência energética do aparelho.
Repercussão imediata na comunidade de usuários
A descoberta da limitação não partiu de um anúncio oficial, mas sim da experiência prática dos primeiros compradores do iPhone 17 Pro.
Em fóruns como o Reddit e o MacRumors, surgiram rapidamente tópicos de discussão com usuários relatando a impossibilidade de ativar a função.
Muitos realizaram testes comparativos lado a lado com o iPhone 16 Pro, evidenciando a clara perda de qualidade nos retratos noturnos do novo modelo.
A principal queixa é que a mudança parece um downgrade em um aparelho que é vendido como o auge da tecnologia fotográfica móvel, gerando uma onda de críticas.
A trajetória da fotografia noturna nos iPhones
O modo Retrato foi introduzido pela primeira vez no iPhone 7 Plus em 2016, revolucionando a fotografia móvel ao simular o efeito bokeh de câmeras profissionais.
Anos depois, com o iPhone 12 Pro em 2020, a Apple fundiu essa capacidade com o modo Noite, uma inovação que permitiu retratos de alta qualidade em condições de iluminação desafiadoras.
As gerações seguintes, do iPhone 13 Pro ao 16 Pro, aprimoraram essa integração com sensores LiDAR mais precisos e processamento de imagem avançado, consolidando o recurso como um pilar da experiência fotográfica da linha Pro.
Soluções alternativas para retratos com pouca luz
Apesar da remoção do recurso nativo, os proprietários do iPhone 17 Pro não estão totalmente desamparados para tirar fotos em baixa luz.
Uma das soluções é utilizar o modo Noite padrão para garantir uma boa exposição e, em seguida, usar aplicativos de edição como o Focos ou o Lightroom para aplicar um desfoque de fundo artificialmente, embora o resultado possa não ser tão preciso quanto o processamento nativo.
Novidades que buscam compensar a ausência
A Apple parece ter apostado em outras áreas para compensar a perda. O iPhone 17 Pro conta com um novo zoom óptico de 8x, o dobro da capacidade do modelo anterior, e sensores maiores que melhoram drasticamente a qualidade das fotos em condições de boa iluminação.
O processamento de imagem do chip A20 Bionic também foi aprimorado para reduzir o ruído em fotos com ISO elevado, o que beneficia indiretamente as capturas noturnas, mesmo sem a longa exposição dedicada no modo Retrato.
Análise do impacto no mercado de smartphones
A decisão da Apple abre uma brecha para que concorrentes, como Samsung e Google, explorem essa limitação em suas campanhas de marketing, destacando a superioridade de seus próprios modos de fotografia noturna e retrato.

