Administração Trump enfrenta shutdown no DHS e encerra megaoperação imigratória em Minnesota
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) está prestes a entrar em shutdown parcial a partir da meia-noite de sábado, após o Congresso não chegar a um acordo sobre o funding da agência. A paralisação marca o terceiro lapse de financiamento no segundo mandato de Donald Trump, motivada principalmente por disputas em torno do reforço nas políticas de enforcement imigratório. Legisladores deixaram Washington sem aprovar a medida, elevando a tensão política no país.
Paralelamente, a administração anunciou o fim da Operation Metro Surge em Minnesota, considerada a maior ação de imigração já realizada no estado. O border czar Tom Homan confirmou a redução significativa de agentes federais na região, mantendo apenas uma presença menor para investigações específicas. Outros desenvolvimentos incluem a agenda presidencial com visita a militares e avanços em negociações internacionais.
A crise no DHS reflete impasses entre republicanos e democratas sobre reformas no ICE e alocação de recursos para controle de fronteiras. Embora o impacto inicial seja limitado, a paralisação pode afetar operações de agências como FEMA e TSA em médio prazo.

Crise de financiamento no Departamento de Segurança Interna
O Senado bloqueou a proposta de financiamento contínuo para o DHS, aumentando a probabilidade de shutdown parcial. Democratas exigem reformas no ICE para aprovar os recursos, enquanto a Casa Branca defende o aumento de verbas para enforcement imigratório. A medida expira à meia-noite de sexta-feira, e sem acordo, milhares de funcionários essenciais continuarão trabalhando sem pagamento imediato.
Especialistas apontam que esse é o terceiro episódio do tipo no atual mandato de Trump, todos ligados a temas de imigração. O impacto inicial deve ser mínimo em operações de fronteira, pois agentes do ICE e da CBP são considerados essenciais. No entanto, funções administrativas e de apoio podem sofrer atrasos significativos nas próximas semanas.
A Casa Branca criticou a obstrução democrata, afirmando que a segurança nacional está em risco. Por outro lado, organizações de direitos civis celebram a pressão por mudanças no modelo de fiscalização imigratória.
Fim da Operation Metro Surge em Minnesota
Tom Homan anunciou o encerramento da fase intensiva da operação que mobilizou até três mil agentes federais no estado. A ação, iniciada meses atrás, visava combater fraudes imigratórias em comunidades específicas, incluindo a somali. Agora, centenas de agentes especiais permanecem para investigações pontuais.
O governador Tim Walz exigiu compensação federal pelos danos econômicos causados a pequenos negócios locais. O democrata anunciou empréstimos subsidiados pelo estado para mitigar os efeitos da presença maciça de agentes. Walz havia previsto o fim da operação em dias, após conversas com autoridades federais.
- Mobilização de mais de 2.000 agentes federais por semanas
- Foco em investigações de fraudes em comunidades imigrantes
- Redução para presença menor de centenas de especialistas
- Lançamento de programa estadual de apoio financeiro a empresas afetadas
Controvérsias marcaram a operação, incluindo entradas sem mandado e incidentes com uso de força. O Departamento de Justiça decidiu arquivar acusações contra dois venezuelanos envolvidos em confronto com agentes.
Visita presidencial a Fort Bragg
Donald Trump viaja nesta sexta-feira a Fort Bragg, na Carolina do Norte, para encontrar militares envolvidos na captura do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro. O presidente fará discursos a famílias militares às 13h30 no horário local (ET). A primeira-dama acompanha a agenda oficial.
A operação Absolute Resolve, conduzida por forças especiais, resultou na detenção de Maduro em ação recente. Trump pretende reconhecer publicamente o trabalho das tropas de elite. À noite, o casal segue para Palm Beach, na Flórida, para jantar privado.
A visita reforça o apoio presidencial às forças armadas em operações internacionais. Militares e familiares aguardam o evento como reconhecimento oficial pelo sucesso da missão na Venezuela.
Avanços em negociações de paz na Ucrânia
Nova rodada de conversas trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos ocorrerá em Genebra nos dias 17 e 18 de fevereiro. O auxiliar presidencial russo Vladimir Medinsky lidera a delegação de Moscou. As reuniões seguem encontros anteriores em Abu Dhabi e outros locais.
Os diálogos buscam avançar em propostas para cessar-fogo e termos de paz no conflito. Autoridades americanas participam ativamente do processo mediado. Expectativa é de discussões detalhadas sobre garantias de segurança e territórios.
As negociações ocorrem dias antes do quarto aniversário da invasão russa em larga escala. Ambas as partes confirmaram presença na Suíça para as conversas tripartites.
Participação americana na Conferência de Segurança de Munique
O secretário de Estado Marco Rubio chefia grande delegação americana na conferência que começou nesta sexta-feira em Munique. Rubio discursará no sábado sobre o novo cenário geopolítico global. O evento reúne mais de 50 membros do Congresso dos EUA.
Rubio declarou que “o velho mundo acabou” ao partir para a Alemanha. Encontros bilaterais incluem possíveis reuniões com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Temas como Ucrânia e Groenlândia dominam as discussões transatlânticas.
A primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen planeja encontro com Rubio. O relatório de segurança de 2026 descreve transição para “desordem mundial”. A conferência segue até domingo com debates sobre alianças e desafios globais.
Repercussões econômicas e políticas das medidas
A combinação de shutdown iminente e redução de operações imigratórias gera impactos variados nos estados. Minnesota prepara apoio financeiro local enquanto aguarda resposta federal. Analistas apontam que a paralisação do DHS pode pressionar novas negociações no Congresso nas próximas semanas.
A agenda internacional da administração ganha destaque com talks em Genebra e presença em Munique. Decisões sobre imigração interna continuam polarizando o debate político nacional. Observadores acompanham desdobramentos da visita presidencial a Fort Bragg.
As medidas refletem prioridades da administração Trump em segurança nacional e fronteiras. Estados afetados diretamente buscam soluções para mitigar efeitos econômicos imediatos. O cenário político permanece tenso à medida que deadlines se aproximam.

















