Andreas Pereira gera revolta no Corinthians após declaração sobre polêmica em pênalti no clássicoPor Thiago Lemos
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A declaração do meio-campista Andreas Pereira após a vitória do Palmeiras sobre o Internacional repercutiu negativamente nos bastidores do Corinthians durante esta sexta-feira. O jogador comentou sobre o lance ocorrido no clássico recente, quando o atacante Memphis Depay escorregou ao cobrar uma penalidade máxima decisiva para o clube alvinegro. Segundo apurações internas, a justificativa apresentada pelo atleta palmeirense foi recebida com profunda indignação por membros da diretoria e da comissão técnica corintiana.
O episódio central da controvérsia envolve o momento em que Andreas Pereira foi flagrado esfregando o pé sobre a marca do cal antes da cobrança do holandês. Em entrevista recente, o jogador afirmou que estava apenas realizando a limpeza de suas chuteiras devido ao acúmulo de lama e às condições do gramado. Essa explicação, contudo, foi classificada como inaceitável por fontes ligadas ao Parque São Jorge, que enxergam uma ação deliberada para prejudicar o batedor adversário.
- Andreas Pereira afirmou que o gramado estava solto e precisava limpar o calçado.
- Dirigentes do Corinthians utilizaram termos como vergonha para descrever a fala.
- O Palmeiras defende que a situação está sendo inflada pela mídia e pelos rivais.
- Abel Ferreira questionou a ausência de pênaltis marcados a favor do Verdão.
⚠️ Declaração de Andreas Pereira, do Palmeiras, causa revolta no Corinthians.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) February 13, 2026
Ao ser questionado ontem sobre os pisões no gramado da Neo Química Arena antes do pênalti de Memphis Depay, o meia palmeirense disse: "Eu só estava limpando a minha chuteira, porque tinha bastante… pic.twitter.com/YPwm30sChS
Reações internas e a indignação no Parque São Jorge
A cúpula do Corinthians manifestou um descontentamento acentuado com a postura de Andreas Pereira, que minimizou o impacto de sua conduta no clássico estadual. Enquanto jogadores como Raniele e Matheuzinho adotaram um discurso mais cauteloso publicamente, o comando administrativo do clube não escondeu a revolta com o que chamam de falta de fair play. Para os dirigentes alvinegros, a tentativa de justificar o ato como uma simples limpeza de material esportivo agrava a percepção de desrespeito entre as instituições.
A indignação ganha força pelo fato de Memphis Depay ter perdido o equilíbrio exatamente no ponto onde o gramado foi manipulado momentos antes da autorização do árbitro. O clima de tensão entre as duas equipes aumentou consideravelmente após a veiculação das imagens que mostram a interação de Andreas com o terreno de jogo. O clube do Parque São Jorge avalia que a conduta deveria ter sido coibida de forma mais rígida pela equipe de arbitragem liderada por Raphael Claus durante a partida.
Palmeiras contesta narrativa e aponta prejuízos acumulados
Pelo lado do Palmeiras, a visão sobre o incidente é diametralmente oposta, com o clube alegando que existe uma tentativa de superdimensionar o caso para desvalorizar a vitória alviverde. Interlocutores do departamento de futebol palmeirense acreditam que a repercussão negativa é uma estratégia para criar uma narrativa de favorecimento que não condiz com a realidade. O clube defende que outros incidentes graves ocorridos no mesmo clássico estão sendo ignorados pela opinião pública e pelas autoridades esportivas.
Entre os pontos destacados pela diretoria do Palmeiras está a agressão sofrida pelo atacante Ramon Sosa, que teria sido atingido por um gandula durante a celebração de um gol. Além disso, o clube relata que objetos, como moedas e copos, foram arremessados em direção aos jogadores Carlos Miguel e Flaco López pela torcida adversária. Na visão alviverde, focar exclusivamente na ação de Andreas Pereira é uma forma de omitir a hostilidade enfrentada pela delegação dentro do estádio corintiano.
Questionamentos de Abel Ferreira sobre critérios de arbitragem
O técnico Abel Ferreira também entrou no debate ao comentar a falta de penalidades marcadas a favor do Palmeiras em competições nacionais nos últimos meses. Após o confronto contra o Internacional, o treinador português relembrou lances ocorridos em 2025, especificamente um clássico contra o São Paulo no Morumbis. Abel sugeriu que a forte pressão externa exercida por rivais tem influenciado as decisões dos árbitros de campo e do VAR em jogos recentes do Verdão.
O comandante citou um lance envolvendo Vitor Roque no Beira-Rio como exemplo de um erro claro de arbitragem que não recebeu a mesma atenção mediática que o caso de Andreas. Segundo o treinador, desde a gritaria gerada por jogos anteriores, o critério para assinalar faltas dentro da área contra os adversários do Palmeiras mudou drasticamente. Ele reforçou que sua fala não é uma crítica vazia, mas uma constatação baseada em lances revisados pela comissão técnica através das imagens de televisão.
Denúncia no tribunal desportiva e possíveis punições
A situação de Andreas Pereira deve ganhar novos desdobramentos jurídicos nos próximos dias com a provável denúncia do atleta ao Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo. O procurador do órgão indicou que a conduta de catimba pode ser enquadrada em artigos que punem atitudes contrárias à disciplina ou à ética desportiva. Caso a denúncia seja aceita e o julgamento ocorra, o meio-campista corre o risco de cumprir suspensão em partidas oficiais do campeonato estadual.
Especialistas em direito desportivo observam que a súmula do árbitro Raphael Claus será fundamental para o desfecho do processo jurídico desportivo contra o jogador palmeirense. Embora Claus tenha relatado outros incidentes, como o arremesso de objetos, a ação específica sobre a marca do pênalti exige uma análise detalhada das imagens de transmissão oficial. O Corinthians espera que o tribunal atue com rigor para evitar que tais práticas se tornem comuns em jogos de alta rivalidade no futebol brasileiro.
Contexto histórico de rivalidades e interferências externas
O histórico recente de confrontos entre Corinthians e Palmeiras tem sido marcado por disputas que ultrapassam as quatro linhas e atingem as esferas administrativas e jurídicas. A declaração de Andreas Pereira é apenas o capítulo mais recente de uma série de desentendimentos que envolvem arbitragem, comportamento de torcidas e segurança nos estádios. O impacto dessas polêmicas costuma influenciar o ambiente para os clássicos seguintes, aumentando a pressão sobre os profissionais que atuam na mediação dos jogos.
A gestão do futebol brasileiro lida constantemente com o desafio de equilibrar a competitividade extrema com a preservação da integridade física e ética dos participantes. O caso atual levanta novamente a discussão sobre o uso de tecnologias para monitorar comportamentos antidesportivos que ocorrem fora do foco principal da bola. Enquanto o tribunal não decide o futuro de Andreas, a troca de acusações entre os clubes segue acalorada, refletindo a polarização presente no cenário esportivo nacional.
Impacto técnico no desempenho das equipes na temporada
Dentro de campo, o Palmeiras segue focado na liderança do Campeonato Brasileiro e na sequência de jogos decisivos sob o comando de Abel Ferreira. A polêmica envolvendo seu meio-campista titular não impediu que a equipe somasse pontos importantes fora de casa contra o Internacional, demonstrando resiliência psicológica. Por outro lado, o Corinthians busca estabilidade para superar a sequência de resultados adversos e focar na evolução técnica de seus principais reforços, como Memphis Depay.
A preparação para as próximas rodadas inclui o monitoramento constante das condições físicas dos atletas e o isolamento do grupo em relação às polêmicas externas. Técnicos de ambos os lados trabalham para que o ruído gerado pelas declarações de Andreas Pereira não afete o rendimento dos jogadores nos compromissos imediatos. O futebol apresentado dentro das quatro linhas continua sendo a prioridade, apesar da intensa movimentação nos bastidores políticos e jurídicos dos dois gigantes paulistas.
As relações diplomáticas entre as diretorias, que já foram mais cordiais em períodos anteriores, encontram-se em um momento de estagnação devido aos recentes episódios. O Palmeiras mantém sua postura de defesa institucional agressiva, enquanto o Corinthians exige reparações morais e desportivas pelo ocorrido na marca da cal. O desfecho dessa crise dependerá da capacidade de mediação das federações e da clareza das punições aplicadas aos envolvidos nos incidentes relatados em súmula.






