Fenômeno do anel de fogo surge no céu em fevereiro e coincide com véspera do início do Ramadan
O alinhamento orbital entre a Terra, a Lua e o Sol proporcionará um espetáculo astronômico singular no dia 17 de fevereiro, quando a silhueta lunar transitará pelo centro do disco solar. Como o satélite natural estará próximo de seu apogeu — o ponto mais distante da órbita terrestre —, seu diâmetro aparente não será suficiente para cobrir totalmente a estrela, resultando na formação de um anel luminoso característico. O evento terá seu pico global às 14h42 (horário universal coordenado) e chama a atenção não apenas pela beleza visual, mas também pela proximidade temporal com o calendário religioso islâmico.
Detalhes do alinhamento e cronograma
A mecânica celeste deste eclipse anular difere dos eclipses totais justamente pela distância da Lua em relação ao nosso planeta. Durante a fase máxima, a sombra projetada, conhecida como antumbra, não toca a superfície da Terra da mesma forma que a umbra em um eclipse total, criando o efeito visual de bordas brilhantes ao redor da Lua.
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A duração da annularidade, momento em que o anel de fogo é perfeitamente visível, poderá chegar a 2 minutos e 19 segundos para quem estiver posicionado no centro da faixa de observação. Este intervalo de tempo é precioso para astrônomos e entusiastas que buscam registrar o fenômeno em sua plenitude.
Curiosamente, o evento astronômico ocorre exatamente um dia antes da data prevista para o início do Ramadan em 2026, estipulado para 18 de fevereiro. A coincidência temporal entre o movimento dos astros e o marco do mês sagrado para os muçulmanos adiciona uma camada de interesse cultural ao evento científico.
Rota da visibilidade e observação no Brasil
A trajetória principal da sombra percorrerá uma vasta extensão de áreas remotas, concentrando a fase anular completa sobre o continente antártico. A faixa de visibilidade máxima terá uma largura de aproximadamente 616 quilômetros, exigindo logística complexa para observadores presenciais que desejem ver o anel completo. No entanto, regiões habitadas do hemisfério sul poderão testemunhar o eclipse de forma parcial, incluindo o extremo sul da África e partes da América do Sul.
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No território brasileiro, o fenômeno será visível apenas como um eclipse parcial e restrito aos estados da região Sul. A magnitude do escurecimento solar dependerá da latitude do observador, sendo mais perceptível quanto mais ao sul a pessoa estiver localizada. As capitais e cidades do interior destes estados terão janelas de observação específicas durante a tarde:
- Rio Grande do Sul: a cobertura do disco solar pode chegar a 20% em Porto Alegre e regiões fronteiriças.
- Santa Catarina: moradores de Florianópolis e arredores terão uma visão similar, embora com percentual ligeiramente menor.
- Paraná: a visibilidade será reduzida em Curitiba, marcando o limite norte da observação no país.
- Demais regiões: o restante do Brasil não estará posicionado geometricamente para visualizar o evento.
Protocolos de segurança para espectadores
Especialistas em oftalmologia e astronomia reiteram que a observação direta do Sol, mesmo durante um eclipse anular ou parcial, pode causar danos irreversíveis à retina em questão de segundos. A radiação ultravioleta e infravermelha emitida pela estrela continua intensa nas bordas não cobertas pela Lua, tornando indispensável o uso de filtros solares certificados com a norma ISO 12312-2 ou vidros de soldador número 14 ou superior. Métodos caseiros, como chapas de raio-x, óculos escuros comuns ou filmes fotográficos, não oferecem a proteção necessária e devem ser descartados para garantir a saúde ocular dos espectadores.
Acompanhamento remoto do fenômeno
Dada a localização remota da fase anular na Antártida, a tecnologia será a principal aliada para a visualização global do evento. Diversos observatórios e instituições científicas internacionais preparam transmissões ao vivo de alta definição, captadas por equipamentos instalados na zona de annularidade.
Essas transmissões permitirão que o público de todo o mundo acompanhe a formação do anel de fogo em tempo real, sem a necessidade de deslocamentos extremos. Os links oficiais costumam ser divulgados pelas agências espaciais dias antes do alinhamento.
















