Apartamento no Espírito Santo escondia colmeia com 40 litros de mel e obriga família a se mudar
Uma residência localizada em área urbana tornou-se o centro de uma operação complexa após a descoberta de uma infestação massiva de insetos na estrutura do imóvel. Os moradores precisaram deixar o local às pressas quando perceberam que o teto da cozinha abrigava milhares de abelhas, criando uma situação de risco iminente para a saúde da família.
O caso ganhou contornos dramáticos devido à condição de saúde de uma das moradoras, a filha do casal, que possui alergia severa a picadas. O que começou com o aparecimento isolado de insetos através de tomadas e bocais de lâmpadas evoluiu rapidamente para uma invasão completa, exigindo intervenção profissional especializada.

A situação agravou-se significativamente após uma tentativa vizinha de solucionar o problema bloqueando a entrada externa que os animais utilizavam. Sem acesso ao exterior, o enxame buscou rotas alternativas, infiltrando-se nos cômodos internos e tornando a permanência no apartamento inviável até a resolução do problema.
Descoberta e dimensão da colônia
A contratação de um apicultor foi fundamental para dimensionar o problema oculto sob a alvenaria. Ao realizar a abertura do teto na área da cozinha, a equipe técnica foi surpreendida pelo tamanho da estrutura construída pelos insetos. A colmeia não apenas ocupava um vasto espaço no forro, mas também apresentava uma produtividade excepcional para um ambiente confinado e urbano.
Durante o processo de remoção, foram contabilizados aproximadamente 40 litros de mel, o que corresponde a cerca de 54 quilos do produto. Especialistas apontam que essa quantidade é muito superior à média encontrada em colmeias urbanas, indicando que a colônia estava estabelecida e ativa há bastante tempo. O trabalho de retirada exigiu o uso de fumaça para acalmar o enxame e permitir o transporte seguro das abelhas para um apiário, preservando a vida dos insetos.
Consequências estruturais e limpeza
A intervenção necessária para a retirada do enxame causou danos consideráveis ao acabamento do imóvel, exigindo obras de reparo no teto e nas paredes. Mesmo após a remoção principal, a família enfrentou desdobramentos desagradáveis, como o surgimento de um forte odor nos quartos. Novas inspeções revelaram a presença de milhares de abelhas mortas dentro das paredes, obrigando os moradores a realizarem quebras adicionais na estrutura para uma limpeza completa e sanitização do ambiente.
Brenda Venturini, moradora do apartamento, relatou a surpresa com a magnitude da colmeia, visto que não há vegetação densa ou quintais próximos que justificassem tal atração. O episódio serve de alerta para a capacidade de adaptação desses insetos em estruturas de concreto e a necessidade de monitoramento constante em edifícios.
Recomendações de segurança
Autoridades e especialistas em controle de pragas reforçam que a manipulação de colmeias deve ser feita exclusivamente por profissionais habilitados. Tentativas caseiras de vedar saídas ou usar venenos podem provocar ataques defensivos do enxame ou, como neste caso, forçar a migração para dentro da residência.
- Acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou apicultores credenciados ao notar fluxo intenso de abelhas.
- Jamais bloquear os orifícios de entrada e saída dos insetos sem orientação técnica.
- Isolar a área afetada, mantendo crianças e animais domésticos distantes, especialmente pessoas alérgicas.
- Evitar ruídos excessivos ou odores fortes próximos ao local da colmeia até a chegada do socorro.













