O dólar comercial opera em baixa nesta segunda-feira (23 de fevereiro de 2026), cotado próximo de R$ 5,16 na venda por volta das 15h57 (horário de Brasília). A moeda americana acumula desvalorização ante o real ao longo do dia, influenciada principalmente por revisões mais otimistas no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Esse movimento reflete melhora nas expectativas para a Selic e para a própria cotação do dólar ao final do ano, além de fluxo de entrada de recursos no mercado doméstico. O real se fortaleceu mesmo com incertezas externas ligadas a políticas comerciais americanas.
O pregão começou com leve alta do dólar, mas a tendência se inverteu rapidamente ainda pela manhã. Desde então, a cotação manteve trajetória descendente e se estabilizou abaixo dos R$ 5,16 na maior parte da tarde. Analistas apontam que o cenário interno, com projeções de PIB mais altas e inflação controlada, sustenta o desempenho positivo do real frente ao dólar.
Dólar do dia apresenta trajetória descendente clara
A moeda americana iniciou a sessão cotada acima de R$ 5,18, mas perdeu força progressivamente. Por volta das 15h57, o dólar comercial era negociado em torno de R$ 5,148 a R$ 5,164 na venda, com variação negativa próxima de 0,5% em relação ao fechamento da sexta-feira anterior.
O ambiente doméstico favoreceu o real, com o mercado reagindo positivamente às novas estimativas do Boletim Focus. A confiança maior dos agentes econômicos contribuiu para a pressão de baixa sobre a moeda estrangeira.
Máxima e mínima da sessão mostram intervalo controlado
A cotação alcançou máxima próxima de R$ 5,185 logo na abertura, influenciada por fatores globais momentâneos. A mínima registrada durante a tarde chegou a cerca de R$ 5,144, patamar que não era visto desde maio de 2024.
Esses extremos indicam volatilidade moderada ao longo do dia. O intervalo entre máxima e mínima ficou contido, sem rompimentos bruscos que caracterizassem pânico ou euforia no mercado.
Criptomoedas sofrem forte pressão vendedora
O bitcoin registra recuo expressivo nesta sessão, negociado abaixo de US$ 66 mil em plataformas internacionais, com queda superior a 4% nas últimas 24 horas. A principal criptomoeda enfrenta ajustes de posições em meio ao fortalecimento relativo do dólar em vários pares globais.
O ethereum acompanha o movimento negativo, cotado entre US$ 1.885 e US$ 1.923, com desvalorização na faixa de 4% a 5%. Ambas as moedas refletem correlação com ativos de risco tradicionais em um dia marcado por cautela internacional.
Principais fatores que pressionam o mercado cripto incluem:
- Ajustes de portfólio após semanas de alta volatilidade;
- Impacto indireto de tarifas comerciais elevadas anunciadas pelos Estados Unidos;
- Redução do apetite por ativos alternativos em ambiente de juros altos em economias desenvolvidas.
Ibovespa testa recorde histórico e depois recua
O índice Ibovespa alcançou máxima histórica acima de 191 mil pontos pela primeira vez na sessão, chegando a 191.002 pontos pela manhã. Após o pico, o índice perdeu força e opera próximo de 189 mil pontos no meio da tarde, com variação negativa em torno de 0,7%.
Ações de peso como Petrobras e Vale apresentam desempenhos mistos, enquanto papéis de bancos e varejo mostram ajustes pontuais. O volume negociado segue elevado, sinalizando interesse mantido pelos investidores na bolsa brasileira.
Principais influências no mercado acionário brasileiro
O avanço acumulado do Ibovespa em 2026 já supera 18%, mantendo tendência de alta de longo prazo. Renovação de recordes intradiários reforça a atratividade da bolsa local em comparação com índices internacionais.
Fatores que sustentam o desempenho incluem fluxo estrangeiro consistente e expectativas positivas para o crescimento econômico doméstico. Apesar das oscilações do dia, o índice demonstra resiliência.
Orientações práticas para investidores acompanharem o dia
Diversificação permanece fundamental em carteiras expostas a câmbio e renda variável. Manter parte dos recursos em ativos dolarizados pode servir como proteção contra movimentos inesperados da moeda.
Acompanhar atualizações do Boletim Focus e decisões de política monetária auxilia na formação de estratégias. Reserva de emergência alocada em renda fixa oferece maior segurança durante períodos de volatilidade maior.
Consultar assessores ou profissionais certificados antes de operações de maior risco continua sendo medida prudente para equilibrar exposição ao mercado.

