Chuva intensa causa 14 mortes em Juiz de Fora e prefeitura decreta estado de calamidade pública na cidade mineiraPor Beatriz
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As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, desde a tarde de segunda-feira, resultaram em 14 mortes confirmadas até o início da manhã de terça-feira. Os incidentes ocorreram principalmente por soterramentos em diversos bairros, e a prefeitura local decretou estado de calamidade pública para agilizar as respostas emergenciais.
O temporal provocou o transbordamento do Rio Paraibuna e de vários córregos, afetando a mobilidade urbana com pontes fechadas e vias inundadas. Equipes de resgate, incluindo bombeiros e cães farejadores, foram mobilizadas para buscar sobreviventes em áreas de risco, enquanto 440 pessoas ficaram desabrigadas e foram encaminhadas para abrigos temporários.
A precipitação acumulada em fevereiro superou os 584 milímetros, o dobro do esperado para o mês, agravando os impactos em estruturas residenciais e comerciais. Autoridades suspenderam as aulas em todas as escolas municipais, priorizando a segurança da população afetada.
Soterramentos registrados em múltiplos bairros
Os bombeiros atenderam mais de 40 chamadas emergenciais relacionadas a deslizamentos de terra durante a noite. Entre os locais mais críticos, o bairro JK registrou quatro vítimas fatais na Rua Natalino José de Paula, onde casas foram soterradas por encostas instáveis.
No bairro Santa Rita, outras quatro mortes ocorreram na Rua Orville Derby Dutra, com relatos de famílias inteiras presas nos escombros. As operações de busca continuaram ao amanhecer, com o apoio de militares especializados em desastres ambientais.
Impactos na infraestrutura urbana
Pontes que conectam bairros periféricos ao centro da cidade foram interditadas devido ao risco de colapso estrutural. O mergulhão central ficou inundado, paralisando o tráfego e isolando comunidades.
Árvores caídas bloquearam acessos em vias principais, complicando o deslocamento de veículos de emergência. Técnicos da prefeitura avaliaram danos em redes de energia e água, restabelecendo serviços essenciais em áreas menos afetadas.
PLANTÃO DE CHUVAS
— Prefeitura em Alerta (@PJFemAlerta) February 24, 2026
Polícia Militar realiza resgate de pessoa ilhada na rua Fonseca Hermes, no centro da cidade. pic.twitter.com/uRnAP67wee
Medidas de resposta imediata
A declaração de calamidade pública permitiu a liberação de recursos federais para reconstrução. Equipes da Defesa Civil coordenaram a distribuição de itens básicos, como alimentos e medicamentos, para os desabrigados.
Voluntários locais se juntaram aos esforços oficiais, ajudando no cadastramento de famílias necessitadas. Hospitais da região, como o Pronto Socorro, receberam feridos com traumas variados, priorizando atendimentos urgentes.
A suspensão das aulas afetou milhares de estudantes, com previsão de retorno apenas após avaliações de segurança nas unidades escolares. Autoridades monitoram o clima para evitar novos incidentes.
Previsões climáticas e alertas
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas para mais precipitações nas próximas horas, recomendando que moradores evitem áreas de encosta. Especialistas atribuem o volume recorde a padrões climáticos intensificados, com monitoramento contínuo para atualizações.
Ações preventivas em desenvolvimento
A prefeitura planeja reforçar barreiras em encostas vulneráveis, com projetos de engenharia para mitigar riscos futuros. Estudos geológicos identificaram pontos críticos em bairros como Vila Ideal e Lourdes, onde ocorreram mortes adicionais.
Investimentos em drenagem urbana serão priorizados no orçamento emergencial. Parcerias com o governo estadual visam acelerar a implementação de sistemas de alerta precoce para chuvas intensas.
Juiz de Fora acaba de perder o título de Manchester mineira e ganhar o de Veneza mineira toda chuva, as ruas viram canais, a defesa civil disparam alarmes do armageddon diluvianos. uma chuva pior que a outra além dos raios e trovões.
— cavaleiro de bagdá ⏳ (@hugobritess) February 24, 2026
Que C'est Triste Venise
T R A G E D I A. pic.twitter.com/Ykk1yYLQnT
Detalhes sobre as vítimas e resgates
Entre as 14 mortes confirmadas, casos isolados ocorreram em ruas como João Luís Alves, no bairro Vila Ideal, com duas vítimas, e José Francisco Garcia, no Lourdes, com uma. No Parque Burnier, 17 pessoas seguem desaparecidas, incluindo crianças, e nove foram resgatadas com vida após horas de buscas intensas.
Os bombeiros usaram equipamentos especializados para remover entulhos e acessar soterrados. Relatos indicam que o solo encharcado facilitou os deslizamentos, e as equipes enfrentaram desafios com o terreno instável durante as operações noturnas. Sobreviventes receberam suporte psicológico imediato, enquanto familiares aguardam atualizações em centros de apoio montados pela prefeitura. A coordenação entre forças de segurança e saúde pública garantiu o fluxo de informações precisas para a comunidade.
Situação nos abrigos temporários
Os 440 desabrigados foram realocados para ginásios e escolas adaptadas como abrigos, com fornecimento de camas e refeições. Assistentes sociais registram necessidades específicas, como cuidados para idosos e crianças, garantindo atendimento igualitário.
Doações de roupas e itens de higiene chegam de comunidades vizinhas, organizadas por campanhas oficiais. A prefeitura monitora a saúde dos abrigados para prevenir surtos de doenças relacionadas à umidade.







