Ex-jogador holandês revela enxurrada de ameaças após defesa pública a Vinícius JúniorPor Beatriz
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O ex-jogador Wesley Sneijder, ídolo da seleção holandesa e vencedor da Liga dos Campeões pela Inter de Milão em 2010, revelou em entrevista recente que sofreu uma onda de intimidações online. Isso ocorreu logo após ele manifestar apoio público a Vinícius Júnior, atacante do Real Madrid, em um episódio de suposto racismo durante partida pela competição europeia. O incidente aconteceu no Estádio da Luz, em Lisboa, na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, durante o confronto entre Benfica e Real Madrid, válido pela fase de playoffs da Liga dos Campeões.
Sneijder comentou o caso em um programa de televisão holandês, criticando o comportamento do meia-atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica. Ele destacou que o jogador cobriu a boca com a camisa ao se dirigir a Vinícius, o que impediu uma análise clara pelo VAR. Segundo Sneijder, tal atitude demonstra falta de coragem, e ele enfatizou que o futebol precisa combater atitudes discriminatórias de forma firme. As declarações geraram repercussão imediata, especialmente entre torcedores argentinos, resultando em mensagens diretas com ameaças de morte e ofensas graves.
O episódio reflete o crescente debate sobre racismo no esporte, com Vinícius Júnior sendo vítima recorrente de insultos em campos europeus. A Uefa abriu investigação sobre o ocorrido, suspendendo Prestianni provisoriamente por um jogo, enquanto o Real Madrid forneceu provas à entidade. Jogadores como Kylian Mbappé e Eduardo Camavinga também defenderam Vinícius publicamente, reforçando a necessidade de punições rigorosas para preservar os valores do futebol.
Detalhes do incidente em campo
O jogo entre Benfica e Real Madrid terminou com vitória dos espanhóis por 1 a 0, com gol marcado por Vinícius Júnior aos cinco minutos do segundo tempo. Logo após a comemoração, que incluiu uma dancinha tradicional do jogador, Prestianni se aproximou e, segundo relatos, proferiu insultos racistas repetidamente. Vinícius denunciou o fato ao árbitro francês François Letexier, que ativou o protocolo antirracismo da Fifa, interrompendo a partida por cerca de 11 minutos.
Mbappé, que estava próximo, confirmou ter ouvido o termo discriminatório usado cinco vezes contra o companheiro. Ele confrontou Prestianni diretamente, chamando-o de racista, e após o jogo, declarou que o argentino não merece mais participar da Liga dos Campeões. A interrupção envolveu discussões acaloradas entre atletas dos dois times, com o técnico do Benfica, José Mourinho, intervindo para acalmar os ânimos.
Repercussões imediatas na Uefa
A entidade reguladora do futebol europeu agiu rapidamente ao suspender Prestianni de forma provisória, com base no Artigo 14 do Regulamento Disciplinar, que trata de comportamentos discriminatórios. A investigação está em curso, com um inspetor de ética analisando provas, incluindo imagens de vídeo e depoimentos de jogadores. O Benfica recorreu da decisão, argumentando que a suspensão é prematura e que apoia integralmente a versão de seu atleta, que nega as acusações.
Vinícius Júnior expressou frustração nas redes sociais, destacando a covardia dos racistas que se escondem atrás de gestos como cobrir a boca. A CBF emitiu nota de repúdio, cobrando punição rigorosa, enquanto a Fifa, por meio de seu presidente Gianni Infantino, manifestou choque e defendeu a erradicação do racismo no esporte. Organizações como Kick It Out criticaram Mourinho por focar na comemoração de Vinícius em vez da denúncia.
Posicionamentos de ex-jogadores
Outros ex-atletas se manifestaram sobre o caso, ampliando o debate. Thierry Henry, ícone francês, defendeu Vinícius em programa britânico, questionando o gesto de Prestianni cobrir a boca e acreditando nas declarações de Mbappé. Luisão, ex-capitão do Benfica e ídolo do clube, criticou o comunicado oficial de seu time antigo, afirmando que o texto agrava a situação por negar o óbvio e expressando vergonha pelo ocorrido.
Sneijder, por sua vez, associou as ameaças recebidas diretamente à sua opinião emitida na TV. Ele mencionou que as mensagens vieram majoritariamente da Argentina, país de origem de Prestianni, e variavam de ofensas pessoais a ameaças explícitas de morte. Apesar do volume, o ex-jogador manteve sua posição, reiterando que o futebol deve priorizar o respeito e a integridade.
Contexto histórico de racismo no futebol
Vinícius Júnior já enfrentou mais de duas dezenas de incidentes racistas na Europa, resultando em processos judiciais na Espanha, com condenações recentes contra torcedores. Casos semelhantes envolvem gestos de torcidas, como imitações de macacos, observados também no jogo contra o Benfica. A Uefa tem intensificado protocolos, mas críticos apontam para lentidão em punições definitivas.
O apoio de figuras como Sneijder destaca a solidariedade internacional, mas expõe riscos para quem se posiciona publicamente. Organizações globais pressionam por educação antirracista em academias de futebol, enquanto leis europeias endurecem penas para crimes de ódio no esporte. No Brasil, o Ministério da Igualdade Racial monitora o caso, defendendo ações conjuntas com entidades internacionais.
Impacto no retorno da partida
A partida de volta, no Santiago Bernabéu, em Madri, na quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, ocorre sob tensão. O Real Madrid joga pelo empate para avançar, enquanto o Benfica precisa vencer por dois gols de diferença. Mourinho, expulso no jogo de ida, assiste das arquibancadas, e Prestianni cumpre suspensão, alterando as estratégias das equipes.
Torcedores e analistas preveem medidas de segurança reforçadas, com foco em prevenir novos incidentes. O vencedor enfrenta o ganhador de Sporting contra Manchester City, em sorteio marcado para 27 de fevereiro pela Uefa. O episódio pode influenciar o desempenho, com Vinícius motivado a responder em campo.
Declarações de apoio internacional
Kylian Mbappé enfatizou o respeito ao Benfica e a Mourinho, mas insistiu na punição exemplar para Prestianni, argumentando que valores do futebol estão em jogo. Aurélien Tchouaméni, meio-campista do Real Madrid, corroborou as acusações, relatando ter ouvido os insultos. Endrick, jovem atacante brasileiro do mesmo time, manifestou solidariedade nas redes, chamando Vinícius de inspiração.
Lewis Hamilton, piloto de Fórmula 1, postou mensagem de apoio, destacando a luta contra discriminação em esportes globais. No âmbito político, o ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Gilmar Mendes, expressou repúdio, enquanto ministérios nacionais emitiram notas cobrando investigação minuciosa.
Medidas preventivas no esporte
Entidades como a Fifa promovem campanhas educativas, com treinamentos obrigatórios para árbitros e jogadores sobre protocolos antirracismo. A interrupção de jogos se tornou padrão, mas especialistas defendem suspensões definitivas e multas pesadas a clubes coniventes. No caso atual, a Uefa pode aplicar pena de pelo menos dez jogos se as acusações se confirmarem.
Clubes europeus investem em programas de diversidade, mas incidentes persistem, revelando desafios culturais. No Brasil, leis como a que tipifica injúria racial como crime hediondo fortalecem a luta, influenciando ações internacionais.
Análise das defesas envolvidas
Prestianni publicou defesa no Instagram, alegando mal-entendido e lamentando ameaças recebidas de jogadores do Real Madrid. O Benfica reforçou seu compromisso com igualdade, citando histórico com Eusébio, ícone negro do clube. Mourinho, em coletiva, equilibrou versões, mas criticou a comemoração de Vinícius como provocativa.
O Real Madrid cooperou com a Uefa, enviando todas as provas disponíveis, e emitiu nota condenando atos inaceitáveis de racismo. Vinícius, apesar da frustração, focou na vitória coletiva, evitando polêmicas adicionais.
Perspectivas para o futuro do torneio
Com o avanço na Liga dos Campeões em jogo, equipes ajustam táticas. O Real Madrid conta com o fator casa e o retorno de lesionados, enquanto o Benfica busca reverter o placar sem Prestianni. O incidente pode motivar campanhas maiores pela Uefa, com possíveis mudanças em regulamentos para agilizar punições.
Analistas preveem maior vigilância em jogos de alto risco, com tecnologia aprimorada para captar áudio e vídeo. O caso reforça a importância de solidariedade entre atletas, como demonstrado por Sneijder e Mbappé.







