Centro de Roma sofre série de evacuações após ameaças anônimas e mobiliza forças de segurançaPor Maria
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As forças de segurança da capital italiana deflagraram múltiplos protocolos de emergência nesta terça-feira (3) em resposta a uma sequência de alertas de segurança que atingiram o coração histórico da cidade. Unidades especializadas dos carabinieri e esquadrões antibombas foram acionados simultaneamente para verificar denúncias de dispositivos explosivos em edifícios de alta relevância institucional e turística. A mobilização gerou bloqueios temporários e evacuações preventivas em diversos pontos estratégicos, alterando a rotina do centro romano durante o final da tarde.
O foco principal das operações concentrou-se em edifícios com forte simbolismo político e internacional. As autoridades receberam chamadas telefônicas anônimas através do número único de emergência, o Nue 112, indicando a presença de artefatos perigosos. A resposta rápida envolveu o isolamento de perímetros e a varredura minuciosa de instalações, visando garantir a integridade física de funcionários, moradores e turistas que circulavam pelas áreas afetadas.
Investigações preliminares apontam para uma ação coordenada de falsos alarmes, visto que todas as verificações realizadas pelas equipes técnicas resultaram negativas para explosivos. O episódio testou a capacidade de resposta das forças de ordem da capital, que mantêm níveis elevados de vigilância devido à concentração de sedes governamentais na região. A normalidade foi restabelecida gradualmente após a confirmação da segurança em cada um dos locais inspecionados.
Os principais locais que exigiram a intervenção direta das equipes de artilharia e unidades cinófilas incluíram:
– O Palazzo Grazioli, atual sede da Associação da Imprensa Estrangeira;
– A sede do partido Fratelli d’Italia na Via della Scrofa;
– Áreas públicas no Largo Chigi e nas imediações do Altare della Patria.
Operação de varredura no Palazzo Grazioli
Uma das situações de maior destaque envolveu o Palazzo Grazioli, edifício histórico que serviu por anos como residência romana de Silvio Berlusconi e que hoje abriga a sede da Stampa Estera. Após a recepção de uma ameaça via telefone, o protocolo de segurança foi ativado imediatamente, resultando na evacuação completa do imóvel. Jornalistas e funcionários foram retirados do local de forma ordenada enquanto os carabinieri estabeleciam um cordão de isolamento.
Equipes do esquadrão antibombas, auxiliadas por cães farejadores treinados para detectar substâncias explosivas, realizaram uma inspeção detalhada em todos os andares e salas do palácio. A operação durou aproximadamente trinta minutos. Durante esse período, o acesso à via foi restrito, e apenas pessoal autorizado permaneceu na área de risco. Ao final da varredura, nenhum objeto suspeito foi localizado, permitindo o retorno dos ocupantes e a retomada das atividades da imprensa estrangeira.
Intervenção na sede política da Via della Scrofa
Quase simultaneamente aos eventos no Palazzo Grazioli, outra chamada anônima direcionou as forças de segurança para a Via della Scrofa. O alvo da ameaça foi o edifício que abriga a sede do partido Fratelli d’Italia. A gravidade da denúncia exigiu o fechamento temporário das ruas adjacentes, incluindo o vicolo della Vaccarella, para facilitar a movimentação das viaturas e equipamentos de detecção.
Os procedimentos adotados seguiram o rigoroso padrão antiterrorismo vigente na Itália. Artificieros entraram no prédio para examinar áreas comuns e escritórios, buscando qualquer indício de material perigoso. Assim como no caso anterior, a ameaça provou-se infundada após cerca de meia hora de trabalhos intensos. A rápida liberação do local demonstrou a eficiência da triagem realizada pelos especialistas, que descartaram o risco de detonação.
Incidentes com bagagens abandonadas
Além das ameaças telefônicas, a tensão no centro de Roma foi ampliada por ocorrências envolvendo objetos deixados em vias públicas. No Largo Chigi, situado a poucos metros do Palazzo Chigi, sede do governo italiano, uma mala abandonada acionou os alarmes de segurança. A área foi isolada preventivamente até que as equipes pudessem inspecionar o conteúdo da bagagem.
A verificação revelou que a mala continha apenas roupas e pertences pessoais, tratando-se de um caso de esquecimento e não de uma ameaça real. Um cenário similar ocorreu próximo ao monumento Altare della Patria, onde outra bagagem sem supervisão exigiu a presença de cães farejadores. Em ambos os casos, a ausência de explosivos foi confirmada rapidamente, evitando transtornos maiores ao tráfego e ao fluxo de turistas na região.
Contexto e investigações em curso
A sequência de quatro alarmes falsos em um curto intervalo de tempo levantou suspeitas sobre a intencionalidade das ações. As autoridades policiais iniciaram uma investigação para rastrear a origem das chamadas anônimas feitas ao 112. O objetivo é identificar os responsáveis por mobilizar desnecessariamente recursos críticos de segurança pública e causar perturbação à ordem na capital.
Esses eventos ressaltam o desafio constante de monitorar uma cidade como Roma, onde a densidade de alvos históricos e políticos exige prontidão absoluta. O sucesso das operações, que terminaram sem feridos ou danos materiais, reflete a preparação das forças de segurança italianas para lidar com cenários de crise, mesmo quando estes se revelam alarmes falsos.








