Joia corintiana celebra título com Criciúma, mas aguarda estreia oficial na temporadaPor Luís Pereira
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O cenário do futebol muitas vezes reserva histórias de contrastes, e a do lateral-direito Léo Mana é um exemplo recente. Pertencente ao Corinthians e emprestado ao Criciúma, o jovem atleta fez parte do elenco que levantou o troféu da Taça Acesc no último sábado, um torneio que garantiu ao clube catarinense uma vaga na Copa do Brasil de 2027. Apesar da celebração pela conquista, a situação do jogador apresenta um paradoxo: ele ainda não atuou em nenhuma partida oficial nesta temporada de 2026, permanecendo como opção no banco de reservas sem ser acionado pela comissão técnica. A vitória do Criciúma na final veio após um embate dramático contra o Camboriú, decidido por 8 a 7 nas cobranças de pênaltis, depois de um empate no tempo normal, adicionando mais um capítulo à rica história do Tigre no futebol catarinense.
Apesar de seu nome figurar na lista dos campeões, Léo Mana não esteve em campo para a decisão nem para nenhum outro compromisso do Criciúma em 2026. Ele tem acompanhado os jogos do banco de reservas, testemunhando a caminhada da equipe sem ter a oportunidade de contribuir diretamente com minutos jogados.
Esta realidade levanta questões sobre o aproveitamento do jogador no clube catarinense e as expectativas em torno de seu empréstimo, que se estende até julho deste ano.
O contexto da conquista inédita em Santa Catarina
A Taça Acesc, recentemente conquistada pelo Criciúma, representa mais do que apenas um troféu secundário no calendário estadual. Trata-se de uma competição que reúne equipes eliminadas nas fases finais do Campeonato Catarinense, oferecendo uma segunda chance para clubes que buscam qualificar-se para torneios nacionais.
Para o Criciúma, a vitória por 8 a 7 nos pênaltis contra o Camboriú, após um empate no tempo regulamentar, foi um alívio e uma importante garantia. Além do reconhecimento regional, o título assegurou ao Tigre uma cobiçada vaga na Copa do Brasil de 2027, um objetivo financeiro e esportivo crucial para a maioria dos clubes brasileiros.
A jornada de Léo Mana no Tigre: dos minutos à espera
Léo Mana foi integrado ao elenco do Criciúma em agosto de 2025, vindo do Corinthians, com um contrato de empréstimo que visa dar rodagem e experiência ao jovem lateral. Sua chegada gerou expectativas, especialmente pela necessidade de reforçar o setor defensivo da equipe. No entanto, sua passagem até o momento tem sido marcada por pouca utilização. Desde sua chegada, ele participou de apenas cinco partidas, todas válidas pela Série B do Campeonato Brasileiro do ano anterior. O lateral acumulou meros 185 minutos em campo ao longo de toda a temporada de 2025, de um total possível de 2.700 minutos, o que demonstra uma limitada presença nos planos da comissão técnica daquele período. Sua última aparição foi em 31 de outubro de 2025, em um empate sem gols contra a Ferroviária, jogo em que foi substituído no intervalo, sinalizando que ainda buscava firmar-se no time.
Desempenho e desafios na temporada de 2025
Apesar de ter tido algumas chances na Série B de 2025, o desempenho de Léo Mana não foi suficiente para garantir uma sequência ou a titularidade. Seus 185 minutos em campo, distribuídos em cinco jogos, indicam que o jogador enfrentou dificuldades para se adaptar ou para convencer a comissão técnica de seu potencial.
A troca no comando técnico e a chegada de novos atletas também podem ter influenciado sua posição na hierarquia da equipe, mantendo-o afastado das ações em campo desde o início da atual temporada.
Concorrência interna na lateral direita do Criciúma
A principal barreira para Léo Mana encontrar espaço no Criciúma em 2026 reside na forte concorrência pela posição de lateral-direito. Atualmente, o técnico Eduardo Baptista tem demonstrado preferência por Marcinho, um jogador mais experiente e que, aparentemente, se encaixa melhor nos planos táticos da equipe. Mesmo estando apto fisicamente e disponível para ser escalado, o jovem vindo do Corinthians tem visto Marcinho ser o escolhido para iniciar as partidas, relegando-o ao banco de reservas.
O paradoxo da conquista sem entrar em campo
Viver a experiência de uma conquista de título sem ter a oportunidade de entrar em campo é um dilema comum para muitos atletas, especialmente os mais jovens. Para Léo Mana, estar no elenco campeão da Taça Acesc traz a glória da vitória, mas também a frustração de não ter participado ativamente dos jogos decisivos. Essa situação é um espelho do que ele enfrentou em seu clube de origem.
Apesar de fazer parte da festa e levantar a taça, a falta de minutos pode ser um fator desmotivador e um obstáculo para seu desenvolvimento técnico e tático. É um momento de aprendizado sobre resiliência e a importância de estar sempre preparado, mesmo diante das adversidades.
A sensação de pertencimento à equipe campeã é importante, mas o anseio por jogar e mostrar seu valor prevalece em um jogador em fase de afirmação.
A visão do Corinthians sobre o empréstimo
A situação de Léo Mana no Criciúma reflete, em certa medida, um cenário já vivido pelo jogador no Corinthians. Revelado nas categorias de base do Timão, o lateral teve poucas chances na equipe principal, enfrentando uma situação semelhante de falta de espaço sob o comando de Dorival Jr. Essa carência de oportunidades no Parque São Jorge foi um dos motivos que levaram o clube a optar pelo empréstimo.
O objetivo de cedê-lo era justamente proporcionar a ele a rodagem e o tempo de jogo necessários para seu amadurecimento como profissional. No entanto, o roteiro no Criciúma, até agora em 2026, não tem cumprido integralmente essa expectativa, levantando questionamentos sobre a eficácia da cessão.
Ainda assim, o Corinthians monitora a evolução de seus atletas emprestados, na esperança de que a experiência, mesmo que sem minutos em campo, possa agregar valor de alguma forma ao futuro do jogador.
Perspectivas futuras e o retorno iminente
Com o contrato de empréstimo válido até julho de 2026, o futuro de Léo Mana no Criciúma permanece incerto. A falta de minutos em campo nesta temporada e a preferência da comissão técnica por outro atleta na posição indicam que suas chances de se firmar podem ser limitadas no período restante do acordo.
Para o jogador, o próximo passo será reavaliar sua situação após o término do empréstimo. O retorno ao Corinthians, clube que detém seus direitos federativos, abrirá um novo capítulo de incertezas e decisões.
Será preciso definir se ele terá novamente uma chance no elenco principal corintiano, se buscará um novo empréstimo em outro clube onde possa ter mais tempo de jogo, ou até mesmo se uma transferência em definitivo será considerada.
A expectativa é que a experiência, ainda que agridoce, possa servir de aprendizado para o jovem defensor em sua trajetória profissional no futebol.
O significado da Taça Acesc e a Copa do Brasil de 2027
Apesar da particularidade da situação de Léo Mana, a conquista da Taça Acesc tem um peso considerável para o Criciúma. O título não apenas adiciona um troféu à galeria do clube, mas, crucialmente, garante uma vaga na Copa do Brasil de 2027.
Participar da Copa do Brasil é fundamental para os orçamentos dos clubes de menor porte, oferecendo receitas importantes provenientes de cotas de participação e premiações por avançar nas fases. Este feito fortalece o planejamento financeiro e esportivo do Criciúma para as próximas temporadas, permitindo investimentos no elenco e na infraestrutura.





