Charlotte Griffiths revela no tribunal que soube de gravidez de Kate Middleton e optou por silêncio
Uma editora do Mail on Sunday testemunhou no Alto Tribunal de Londres que soube da gravidez da Princesa Catherine dias antes do anúncio oficial feito pelo Palácio de St James. Charlotte Griffiths afirmou que decidiu não publicar a informação para preservar amizades pessoais e respeitar limites entre vida profissional e privada. O depoimento ocorreu em um julgamento movido por sete reclamantes contra a Associated Newspapers Limited por supostas violações graves de privacidade.
O caso envolve alegações de uso de métodos ilegais para obter informações pessoais sobre figuras públicas. Griffiths negou qualquer envolvimento com investigadores privados ou hacking de telefones. Ela explicou que recebeu a notícia em contextos sociais e optou por mantê-la confidencial mesmo reconhecendo o valor jornalístico da informação.
Depoimento destaca decisão ética da editora
Griffiths descreveu que soube da gravidez por meio de conversas em eventos sociais frequentados por círculos reais. Ela mencionou uma festa em uma casa no campo onde o Príncipe William comentou sobre os enjoos matinais de Catherine. A editora reforçou que sabia do impacto que a publicação teria e escolheu não cruzar a linha ética.
O barrister dos reclamantes questionou a veracidade das conexões sociais alegadas por Griffiths. Ela manteve a posição de que as informações sobre outros casos vieram de fontes legítimas e não de práticas irregulares.
Julgamento envolve múltiplos reclamantes famosos
O processo reúne acusações de invasão de privacidade contra a editora dos jornais Daily Mail e Mail on Sunday. Reclamantes incluem o Príncipe Harry, Sir Elton John e David Furnish que relataram intrusões relacionadas a assuntos familiares pessoais. Baroness Doreen Lawrence também integra o grupo de autores da ação.
Griffiths testemunhou sobre interações específicas com membros da realeza em ocasiões como o Trooping the Colour. Ela destacou que frequentava esses eventos na qualidade de jornalista e manteve discrição em relação a detalhes sensíveis.
Detalhes sobre anúncio oficial da gravidez
O Palácio de St James confirmou a gravidez na segunda-feira seguinte à admissão hospitalar de Catherine devido a complicações iniciais. Griffiths indicou que a informação poderia ter sido publicada antes mas optou pelo sigilo para evitar exposição desnecessária. A decisão evitou uma exclusiva mas preservou relações pessoais.
O julgamento continua com expectativa de mais depoimentos nas próximas semanas. A Associated Newspapers Limited nega todas as irregularidades apontadas pelos reclamantes.
Contexto do processo de privacidade
O caso reflete tensões recorrentes entre mídia e proteção à privacidade de figuras públicas no Reino Unido. Alegações incluem obtenção de dados por meios proibidos em investigações jornalísticas anteriores. Griffiths defendeu a conduta profissional e negou qualquer prática ilegal.
Testemunha nega acusações de invenção de histórias
Griffiths refutou sugestões de que inventou conexões com a família real para justificar reportagens. Ela afirmou que as informações sobre celebridades como Sir Elton John e Elizabeth Hurley partiram de fontes confiáveis. O foco do depoimento permaneceu na gravidez de Catherine como exemplo de restrição autoimposta.
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