Grêmio perde fôlego no segundo tempo e apostas de Luís Castro resultam em empate com BragantinoPor Luís Pereira
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O Grêmio ficou no empate de 1 a 1 com o Red Bull Bragantino em casa, na noite da última quinta-feira (12), pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado de igualdade na Arena rendeu apenas um ponto ao Tricolor Gaúcho, frustrando as expectativas de um triunfo em seus domínios.
A partida, que prometia ser um teste para a consistência do time, viu o Grêmio abrir o placar de forma precoce, sinalizando um domínio inicial. Contudo, o desempenho da equipe oscilou significativamente ao longo dos 90 minutos.
As mudanças táticas promovidas pelo técnico Luís Castro, que surpreendeu na escalação inicial com uma formação ofensiva, não conseguiram sustentar a vantagem nem revitalizar a equipe na etapa final, culminando na perda de ritmo e no placar inalterado.
O início promissor e a vantagem gaúcha
O Grêmio demonstrou uma postura agressiva desde o apito inicial, aproveitando o apoio de sua torcida para pressionar o adversário. A estratégia ofensiva rapidamente gerou frutos, com a equipe gaúcha dominando os primeiros instantes do confronto e buscando a área do Bragantino com intensidade.
Aos seis minutos de jogo, o Tricolor abriu o marcador: Enamorado, com uma jogada inteligente pela lateral, cruzou na medida para Carlos Vinícius. O atacante cabeceou com precisão e força, sem dar chances de defesa ao goleiro Cleiton, estabelecendo o 1 a 0 em Porto Alegre e inflamando a Arena com a promessa de uma grande vitória.
Bragantino reage e o VAR entra em cena
Mesmo em desvantagem, o Red Bull Bragantino não se abateu e começou a equilibrar as ações após o gol gremista. A equipe paulista passou a explorar os espaços e a criar suas próprias oportunidades de ataque, buscando a recuperação ainda na primeira etapa.
Em um lance de perigo, Lucas Barbosa conseguiu balançar as redes, parecendo empatar a partida. No entanto, a arbitragem de vídeo (VAR) foi acionada para revisar a jogada. Após uma análise minuciosa, o gol foi anulado por impedimento, mantendo a vantagem mínima do Grêmio até o intervalo.
As apostas de Luís Castro para a escalação
A formação inicial do Grêmio, arquitetada por Luís Castro, foi um dos pontos de destaque antes da bola rolar. O técnico optou por um time notadamente ofensivo, buscando a iniciativa e a imposição desde o primeiro minuto. Nas beiradas do campo, o treinador escalou Enamorado e Gabriel Mec, jovens talentos com vocação para o ataque e capazes de dar profundidade e velocidade pelos flancos. No setor central do meio-campo, a aposta recaiu sobre Monsalve e Juan Nardoni, responsáveis por ditar o ritmo da partida, criar jogadas e dar suporte tanto à defesa quanto ao ataque. O trio ofensivo foi completado por Carlos Vinícius, atuando como referência na área. A zaga foi composta por Pavon, Gustavo Martins, Viery e Marlon, à frente do goleiro Weverton, que teve a tarefa de proteger a meta tricolor contra as investidas do Bragantino. Essa ousadia tática visava surpreender o adversário e garantir o controle das ações, maximizando o potencial de criação de jogadas e finalizações.
Queda de ritmo e substituições sem efeito
Apesar do bom início, o Grêmio não conseguiu manter o mesmo nível de intensidade e organização no segundo tempo. A equipe perdeu a coesão tática e o controle do meio-campo, permitindo que o Bragantino crescesse na partida. A fluidez ofensiva, que marcou os primeiros minutos, deu lugar a uma dificuldade crescente em construir jogadas e ameaçar o gol adversário.
Percebendo a queda de rendimento, Luís Castro tentou reagir com mudanças estratégicas. Caio Paulista foi acionado para substituir Gabriel Mec, buscando injetar novo fôlego e velocidade na beirada. Posteriormente, Dodi entrou no lugar de Monsalve, na tentativa de reforçar o meio-campo e recuperar a posse de bola. No entanto, essas alterações não surtiram o efeito desejado, e o time continuou a apresentar um futebol inconstante.
Com o passar dos minutos e a manutenção da dificuldade, uma nova cartada foi dada: Roger entrou na vaga de Enamorado. Entretanto, assim como as substituições anteriores, a entrada de Roger pouco modificou o panorama do jogo, e o Grêmio seguiu com dificuldades para impor seu ritmo e criar lances de perigo.
No geral, o planejamento de Luís Castro para a segunda etapa não conseguiu reverter a situação. As trocas não se traduziram em melhoria significativa, e a equipe gremista viu seu desempenho ofensivo diminuir drasticamente, perdendo a capacidade de ameaçar o Bragantino e consolidar a vantagem conquistada no primeiro tempo.
Bragantino aproveita e busca o empate
Com o Grêmio em declínio e as substituições sem o impacto esperado, o Red Bull Bragantino percebeu a oportunidade de buscar o resultado. A equipe paulista intensificou suas investidas ofensivas, aproveitando os espaços concedidos e a desorganização do time mandante para criar perigo.
O esforço do Bragantino foi recompensado. Aos 20 minutos do segundo tempo, Rodriguinho, que havia acabado de entrar na partida, recebeu a bola na entrada da área e desferiu um belo chute. A finalização precisa e potente não deu chances para o goleiro Weverton, que nada pôde fazer para evitar o gol de empate. A Arena, antes eufórica, silenciou diante da igualdade no placar.
O gol de Rodriguinho selou o resultado de 1 a 1, espelhando a crescente do Bragantino e a queda de produção do Grêmio na partida. A partir dali, o jogo seguiu em aberto, mas com o ímpeto dos visitantes em alta e o Tricolor lutando para reagir e buscar uma nova vantagem.
Perda de repertório ofensivo do Grêmio
Nos 45 minutos finais da partida, o Grêmio demonstrou uma preocupante perda de repertório ofensivo. A equipe não conseguiu engrenar as jogadas de ataque, dependendo de lances isolados e pouco efetivos. A criatividade do primeiro tempo cedeu lugar a uma previsibilidade que facilitou a marcação do adversário, que soube controlar bem os espaços e anular as investidas tricolores.
As tentativas de infiltração e os chutes a gol se tornaram raros, e o time gaúcho pouco ameaçou a meta do goleiro Cleiton. A falta de opções táticas claras e a ausência de um jogador que pudesse desequilibrar individualmente contribuíram para a estagnação ofensiva, impedindo o Grêmio de buscar a vitória e consolidar os três pontos em casa.
Cenário pós-empate na Série A
O empate em casa contra o Red Bull Bragantino representa um ponto agridoce para o Grêmio na tabela do Brasileirão. Embora somar um ponto seja melhor do que a derrota, a oportunidade de vencer em seus domínios e subir na classificação foi desperdiçada, deixando a equipe em uma posição de buscar maior regularidade nas próximas rodadas para atingir seus objetivos no campeonato.






