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Novo registro fotográfico conecta Andrew, Mandelson e Epstein em documentos judiciais dos EUA

Andrew, Mandelson e Epstein
Foto: Andrew, Mandelson e Epstein - DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA

A divulgação de novos documentos pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) trouxe à tona uma imagem inédita que mostra Andrew Mountbatten-Windsor e Peter Mandelson na companhia do pedófilo Jeffrey Epstein. Esta é a primeira fotografia conhecida que registra os três homens juntos, adicionando mais um elemento à complexa rede de relacionamentos do financista.

A fotografia, que não possui indicação de data ou local nos documentos oficiais, tem sido objeto de análise e especulação. A ITV News, por exemplo, sugeriu que a imagem foi capturada em Martha’s Vineyard, nos Estados Unidos, possivelmente entre os anos de 1999 e 2000, um período anterior à condenação de Epstein por crimes sexuais.

A imagem retrata os homens sentados em torno de uma mesa de madeira em um deck, com canecas decoradas com a bandeira americana à frente. É importante ressaltar que a simples presença na fotografia não implica, por si só, em qualquer irregularidade, conforme observado na documentação. Contudo, a descoberta intensifica o escrutínio público sobre as associações de figuras proeminentes com o falecido criminososo.

A imagem inédita e seu contexto histórico

O registro visual dos três homens juntos, descoberto entre milhões de páginas de documentos divulgados pelo DOJ, lança nova luz sobre as interações no círculo social de Jeffrey Epstein. Embora a falta de metadados precisos dificulte a identificação exata do momento e local, a imagem se insere em um contexto mais amplo de investigações e repercussões ligadas às atividades do pedófilo.

A fotografia, que mostra Mountbatten-Windsor, Mandelson e Epstein em um ambiente informal, alimentou o debate sobre a extensão e a natureza dos laços entre figuras públicas e o financista. As autoridades e a imprensa continuam a vasculhar os arquivos para montar o quebra-cabeça das conexões de Epstein e as possíveis implicações para os envolvidos.

Repercussões e investigações anteriores

Tanto Andrew Mountbatten-Windsor quanto Lord Mandelson já foram submetidos a investigações separadas por suspeita de má conduta em cargo público, devido às suas ligações com Jeffrey Epstein. Ambos foram libertados posteriormente, enquanto as apurações prosseguem, indicando que o caso continua em aberto.

Mountbatten-Windsor tem negado veementemente qualquer irregularidade em relação a Epstein. Sua posição pública é de que não esteve envolvido em atividades criminosas associadas ao financista, mantendo-se firme em suas declarações ao longo dos anos de escrutínio.

Lord Mandelson, por sua vez, afirma repetidamente não ter cometido qualquer crime. Ele argumenta há muito tempo que aceitou a versão dos fatos apresentada por Epstein e seu advogado, e que só descobriu a verdade sobre as acusações após a morte de Epstein, em 2019.

Conexões e perdas de prestígio

A relação de Andrew Mountbatten-Windsor com Epstein, segundo o próprio, começou em 1999, por intermédio de Ghislaine Maxwell, a ex-namorada britânica de Epstein, a quem ele conhecia desde os tempos de universidade. Maxwell, peça central na rede de Epstein, está cumprindo pena por seus crimes.

As associações de Andrew e Lord Mandelson com o financista falecido resultaram em perdas significativas em suas carreiras e prestígio. Andrew foi destituído de seus títulos reais, enquanto Lord Mandelson foi demitido do cargo de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. Essas consequências sublinham a gravidade das acusações e o impacto na reputação de figuras públicas ligadas a Epstein.

Mountbatten-Windsor foi acusado de ter tido relações sexuais com Virginia Giuffre quando ela era adolescente, o que resultou em um processo civil. O caso foi resolvido fora dos tribunais, sem admissão de culpa por parte de Andrew, que negou veementemente as acusações. A controvérsia em torno dessas alegações adicionou mais pressão à sua imagem pública.

Divulgação dos documentos e materiais complementares

A imagem recém-descoberta foi acessada pela BBC no último lote de documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos EUA em janeiro. Este conjunto abrangente de informações inclui três milhões de páginas, 180 mil imagens e 2 mil vídeos, todos tornando-se publicamente disponíveis para análise.

A cada nova divulgação, jornalistas e o público continuam a examinar minuciosamente os arquivos, descobrindo novos materiais que preenchem lacunas e revelam detalhes adicionais sobre o caso Epstein. Este processo contínuo garante que todas as informações relevantes sejam trazidas à luz.

No início deste ano, outro lote de documentos dos EUA revelou fotografias que pareciam mostrar Mountbatten-Windsor ajoelhado sobre uma mulher deitada no chão. Em duas dessas imagens, ele aparece tocando a barriga da pessoa, que não foi identificada e está completamente vestida, enquanto outra o mostra olhando diretamente para a câmera. Ele tem negado veementemente e de forma consistente qualquer irregularidade em relação a esses novos achados.

Novas acusações contra Andrew e Mandelson

Em meados de fevereiro, Andrew Mountbatten-Windsor foi preso sob suspeita de má conduta em cargo público, na região de Norfolk. A Polícia do Vale do Tâmisa afirmou que estava avaliando uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial pelo ex-príncipe com Epstein, durante o período em que atuou como enviado comercial do Reino Unido, entre 2001 e 2011.

Uma fotografia sem data de Peter Mandelson, em roupão branco e rindo, em frente a Jeffrey Epstein, que veste uma blusa azul e calças cáqui em um deck de madeira, também foi divulgada pela Comissão de Supervisão da Câmara. Esta imagem parece ter sido tirada em um local semelhante ao do “álbum de aniversário” de Epstein.

A fotografia recém-descoberta possui grande semelhança com outra que constava ao lado de uma mensagem de Lord Mandelson em um “livro de aniversário” organizado em 2003, para celebrar os 50 anos de Epstein. E-mails analisados pela BBC sugerem que Lord Mandelson e Lesley Groff, assistente pessoal de Epstein, discutiram o local da foto, com Mandelson indicando: “Acho que era na ilha de Martha, a primeira vez que encontrei Jeffrey”. O jornal Daily Telegraph também abordou essa troca de mensagens, confirmando a relevância.

Lord Mandelson foi demitido de seu cargo de embaixador após a revelação de e-mails de apoio que ele enviou a Epstein em 2008, quando este enfrentava acusações de crimes sexuais. O Departamento de Justiça também divulgou imagens de Mandelson em pé, usando apenas cueca, aumentando o escândalo. A Polícia Metropolitana iniciou uma investigação no mês passado sobre alegações de que, enquanto ministro do governo, Mandelson repassou informações governamentais sensíveis ao mercado para Epstein. Embora não tenha se pronunciado publicamente sobre os arquivos, a BBC apurou que sua defesa é a de que não agiu criminosamente e não foi motivado por ganho financeiro.

Desfecho do caso Epstein e Maxwell

Jeffrey Epstein morreu em uma prisão de Manhattan em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. Sua morte, que foi considerada suicídio, levantou inúmeras teorias e continua sendo um ponto de controvérsia no caso.

Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, está atualmente cumprindo uma pena de 20 anos de prisão. Sua condenação é resultado de sua participação em recrutar e traficar adolescentes para abuso sexual pelo financista, selando um capítulo sombrio na história dos crimes sexuais.

A contínua divulgação de documentos e a análise de novas evidências mantêm o caso Epstein na pauta pública, evidenciando o esforço contínuo para desvendar a totalidade das ramificações de sua rede de crimes.