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Inteligência dos EUA revela que Khamenei pai duvidava da capacidade de Mojtaba como sucessor no Irã

aiatolá Ali Khamenei
Foto: aiatolá Ali Khamenei - Foto: Photo Agency / Shutterstock.com

A inteligência americana circulou informações ao presidente Donald Trump e a um círculo restrito de assessores indicando que o falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, tinha reservas significativas sobre a possibilidade de seu filho, Mojtaba Khamenei, assumir o cargo máximo. As avaliações apontavam que o pai considerava o filho como alguém de inteligência limitada e sem qualificação adequada para exercer a liderança suprema. Relatos adicionais mencionavam conhecimento de questões na vida pessoal de Mojtaba que poderiam comprometer sua autoridade.

Essas informações surgem em meio ao conflito armado entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado há mais de duas semanas após ataques que resultaram na morte de Ali Khamenei em um bombardeio israelense em Teerã no final de fevereiro. Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi designado como novo líder supremo pela Assembleia de Especialistas no início de março, poucos dias após a morte do pai. Ele atuava há anos como auxiliar próximo do líder anterior.

O novo líder supremo permanece sem aparições públicas ou gravações de áudio e vídeo desde sua nomeação. Sua primeira declaração oficial foi lida por um apresentador da televisão estatal iraniana, com uma foto estática exibida na tela, reforçando especulações sobre seu estado de saúde após ferimentos sofridos no ataque inicial.

Reservas do pai sobre a sucessão

As fontes familiarizadas com a inteligência americana destacaram que Ali Khamenei expressava preocupações internas sobre a percepção generalizada dentro do regime de que Mojtaba não possuía as habilidades necessárias. O falecido líder via o filho como desqualificado para o papel de guia supremo.

Além disso, o pai tinha consciência de aspectos problemáticos na esfera privada de Mojtaba. Essas avaliações foram compartilhadas com Trump, o vice-presidente JD Vance e outros oficiais sêniores.

Reações americanas à nova liderança

Trump comentou publicamente que o pai do novo líder não desejava sua ascensão. Em entrevista à Fox News, o presidente americano afirmou que a liderança iraniana estava enfraquecida e que o terceiro na linha sucessória enfrentava dificuldades.

Oficiais do governo americano, incluindo o secretário de Defesa Pete Hegseth, descreveram Mojtaba como ferido e possivelmente com sequelas visíveis decorrentes do ataque inicial. Trump expressou em conversas privadas que considera o Irã atualmente sem liderança efetiva e questionou se Mojtaba estaria vivo.

Mudança no poder e papel do IRGC

O governo americano avalia que o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) assumiu o controle efetivo das decisões no Irã. Essa transição representa uma alteração substancial em relação à estrutura teocrática estabelecida desde a revolução de 1979.

O IRGC tem dirigido operações durante o conflito em curso. Autoridades dos EUA observam que o novo líder supremo exerce influência limitada em comparação com o poder militar paralelo.

Contexto da sucessão hereditária

A nomeação de Mojtaba marca a terceira liderança suprema desde a revolução islâmica de 1979, após Ruhollah Khomeini e Ali Khamenei. A passagem de pai para filho contrasta com o princípio revolucionário que derrubou a monarquia hereditária no Irã.

O governo federal dos EUA anunciou recompensa de até 10 milhões de dólares por informações sobre a localização de Mojtaba Khamenei e outros nove oficiais iranianos chave. Essa medida visa pressionar o regime em meio à guerra.

Declarações iniciais do novo líder

A primeira mensagem atribuída a Mojtaba Khamenei enfatizou a continuidade da resistência militar. O texto, lido na televisão estatal, defendeu o bloqueio do Estreito de Ormuz como instrumento de pressão e prometeu vingança pelas vítimas iranianas.

Nenhuma imagem em movimento ou voz do líder foi divulgada até o momento. Isso alimenta dúvidas sobre sua condição física e capacidade de comando direto.

O conflito prossegue com ataques contínuos e respostas iranianas. As forças americanas e israelenses mantêm operações para enfraquecer estruturas do regime.