Revolta da torcida gremista mira zagueiro Viery após pênalti decisivo em empate com ChapecoensePor Luís Pereira
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O Grêmio enfrentou a Chapecoense em uma partida acirrada que culminou em um empate de 1 a 1, na noite desta segunda-feira (16), na Arena Condá, em Chapecó, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado, que poderia ser de vitória para o Imortal, foi comprometido por um erro defensivo crucial, que transformou o zagueiro Viery no principal alvo das críticas e da revolta da torcida gremista. A atuação do defensor, marcada por uma infração dentro da área que gerou o gol de empate adversário, colocou em xeque sua confiabilidade e reacendeu o debate sobre a consistência da linha de defesa tricolor neste início de temporada.
A partida viu Juan Nardoni abrir o placar para o Grêmio, dando a esperança de um triunfo fora de casa. No entanto, a vantagem não foi mantida, e o gol de Walter Clar, convertido de pênalti, selou o placar final. O lance capital que originou a penalidade máxima ocorreu após Viery puxar o atacante Yannick Bolasie, uma jogada que os torcedores consideraram desnecessária e infantil. Esse episódio, somado à ansiedade gerada pela possibilidade de uma expulsão do jogador, intensificou a frustração e a insatisfação dos gremistas com a performance individual do zagueiro.
Em um campeonato de pontos corridos, cada ponto é vital, e o empate com a Chapecoense, especialmente da forma como ocorreu, pode ter implicações significativas para as ambições do Grêmio. A busca por regularidade e segurança na retaguarda torna-se um dos principais desafios para a comissão técnica, que agora precisa gerenciar não apenas o aspecto tático, mas também a pressão e o desgaste emocional que tais incidentes provocam no elenco e, em particular, no jogador envolvido.
O lance que gerou a fúria gremista
O momento de maior tensão na partida foi, sem dúvida, a falta cometida por Viery sobre Yannick Bolasie, atacante da Chapecoense. Em uma disputa de bola dentro da área gremista, o zagueiro puxou o adversário, uma infração clara que não passou despercebida pela arbitragem, resultando na marcação do pênalti decisivo. Walter Clar, com frieza, converteu a cobrança sem dar chances ao goleiro Weverton, igualando o placar e tirando dois pontos importantes do Grêmio. Esse erro individual, no contexto de um jogo que o time gaúcho controlava em certos momentos, foi a gota d’água para grande parte da torcida, que expressou sua indignação de maneira veemente nas plataformas digitais.
A reação intensa da torcida nas redes
As redes sociais se tornaram o palco principal para a manifestação da insatisfação dos torcedores do Grêmio após o empate. As críticas a Viery foram imediatas e contundentes, com muitos apontando o zagueiro como o “vilão” da noite. A indignação era palpável, e os comentários refletiam uma profunda frustração com o que muitos consideraram um erro primário em um momento crucial da partida.
Um dos gremistas expressou sua revolta de forma direta: “Viery estava na jogada e ele puxa o adversário, que coisa ridícula. Deveria ser multado”, criticou o torcedor, sugerindo até mesmo uma punição financeira ao atleta. A percepção de um desperdício de pontos era amplamente compartilhada, evidenciando o quão decisivo o lance foi para o resultado final do confronto em Chapecó.
Outro comentário ressaltou o bom desempenho geral da equipe até então: “O Grêmio estava muito bem, mas aí o Viery me faz um pênalti imbecil desses”, detonou outro fanático. Isso demonstra que o time vinha construindo uma partida sólida, e o erro individual de um de seus defensores foi visto como um fator isolado que impediu a conquista da vitória.
A preocupação com a reincidência de falhas também esteve presente nas manifestações. “Por essas e outras que o Viery não é um zagueiro confiável. Ele faz ótimas partidas, mas de repente dá um apagão e faz alguma cagada absurda. Esse pênalti foi ridículo! 100% na conta dele”, reclamou um torcedor, sublinhando uma suposta inconsistência no desempenho do jogador. Houve até quem de forma mais incisiva afirmou: “Viery, a cada dez jogos, falha em nove”, evidenciando a percepção de falta de regularidade do defensor.
Histórico e inconstância: um perfil sob escrutínio
As críticas direcionadas a Viery não se limitam apenas ao pênalti cometido contra a Chapecoense. Há uma percepção entre a torcida de que o zagueiro demonstra uma inconstância preocupante em seu desempenho, alternando boas atuações com erros que podem custar caro. Essa gangorra de performance coloca o jogador sob constante vigilância dos torcedores e da imprensa, que esperam dele uma regularidade maior, digna de um atleta que veste a camisa de um clube com as ambições do Grêmio. A pressão aumenta a cada novo erro, e a confiança da arquibancada é um ativo que precisa ser reconstruído jogo após jogo, evitando deslizes que afetam diretamente os resultados da equipe.
Além da falha específica do pênalti, a preocupação com a disciplina em campo também foi um ponto levantado. Durante o jogo, Viery recebeu um cartão amarelo e, mesmo assim, continuou a cometer faltas consideradas desnecessárias em áreas perigosas do campo. “Esse Viery é desprovido de inteligência, tem cartão amarelo e faz falta desnecessária na lateral”, destacou um torcedor, enquanto outro fanático observou: “Bolasie está louco para expulsar o Viery”. Essa conduta imprudente, que poderia ter resultado em uma expulsão e deixado o time com um jogador a menos, adiciona mais um elemento à discussão sobre a maturidade e a capacidade de tomada de decisão do zagueiro em momentos de alta pressão.
O desenho tático de Luís Castro
Para o confronto contra a Chapecoense, o técnico Luís Castro optou por escalar o Grêmio em um esquema tático 4-3-3, buscando uma formação que combinasse solidez defensiva com poder ofensivo. Weverton foi o escolhido para defender a meta gremista, enquanto a linha de defesa foi composta por Pavón na lateral direita, Caio Paulista na lateral esquerda, e a dupla de zaga formada por Balbuena e Viery, que esteve no centro da polêmica. Essa escolha visava dar velocidade pelos flancos e experiência no miolo da defesa.
No meio-campo, Castro montou uma dupla de volantes com Noriega e Juan Nardoni, este último autor do gol tricolor, responsáveis pela proteção da zaga e pela saída de bola. À frente deles, Monsalve atuou como armador, com a tarefa de criar as jogadas e abastecer o trio de ataque. O setor ofensivo foi formado por Tetê e Amuzu nas pontas, com Carlos Vinícius centralizado, buscando explorar a velocidade e a capacidade de finalização dos atletas para furar a defesa adversária e garantir a vitória.
O impacto do empate na tabela e nas ambições
O empate em 1 a 1 com a Chapecoense na Arena Condá representa a perda de dois pontos preciosos para o Grêmio no Campeonato Brasileiro. Em uma competição tão disputada como a Série A, cada ponto faz a diferença na briga por posições na parte superior da tabela e, consequentemente, por vagas em competições continentais ou até mesmo na disputa pelo título. A não concretização da vitória pode ter um peso significativo nas rodadas futuras, exigindo que a equipe recupere esses pontos perdidos em compromissos mais complicados, aumentando a pressão sobre o desempenho dos jogadores.
Próximos desafios: Brasileirão e Sul-Americana
O calendário do Grêmio reserva uma sequência de compromissos intensos, exigindo foco e recuperação rápida do elenco após o tropeço contra a Chapecoense. O time gaúcho volta a campo já nesta quinta-feira (19), às 19h, para um importante duelo contra o Vitória, na Arena do Grêmio, novamente pelo Campeonato Brasileiro. A partida em casa será uma oportunidade crucial para buscar a reabilitação e somar os pontos que escaparam na rodada anterior.
Na rodada seguinte do Brasileirão, o Tricolor enfrentará um desafio fora de casa, viajando para o Rio de Janeiro para encarar o Vasco. O confronto está marcado para o dia 22 (domingo), às 16h, no tradicional Estádio de São Januário. Ambos os jogos se mostram fundamentais para as pretensões do Grêmio na tabela, que busca consolidar sua posição entre os líderes da competição nacional.
Além do Campeonato Brasileiro, o Imortal terá a Copa Sul-Americana como mais um front a partir de abril. O clube gaúcho já tem sua vaga garantida na fase de grupos do torneio continental, ao lado de outros grandes times brasileiros como São Paulo, Red Bull Bragantino, Atlético Mineiro, Santos, Vasco e Botafogo. A participação em duas competições simultâneas demandará um planejamento rigoroso da comissão técnica e do departamento de futebol para gerenciar o elenco, evitar o desgaste excessivo e garantir o máximo desempenho em ambas as frentes, buscando o sucesso tanto a nível nacional quanto internacional.
A busca por estabilidade defensiva
A linha defensiva é a espinha dorsal de qualquer equipe ambiciosa, e a falha de Viery no jogo contra a Chapecoense expôs uma vulnerabilidade que o Grêmio precisa endereçar com urgência. A estabilidade da zaga é fundamental para construir campanhas sólidas em competições longas como o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. A comissão técnica, liderada por Luís Castro, certamente dedicará atenção especial aos treinamentos defensivos, buscando aprimorar o posicionamento, a comunicação e a concentração dos atletas para evitar que erros individuais comprometam o esforço coletivo da equipe.
A pressão sobre os defensores é constante, e a capacidade de manter a calma e tomar decisões corretas sob estresse é uma característica essencial para jogadores que atuam em alto nível. A sequência de jogos exige que os atletas estejam não apenas fisicamente preparados, mas também mentalmente fortes para suportar a carga emocional e as expectativas. A busca por um entrosamento ideal entre os zagueiros e laterais, além da proteção oferecida pelos volantes, será um trabalho contínuo para garantir que a defesa do Grêmio se torne uma fortaleza inexpugnável ao longo da temporada.
Análise da performance coletiva
Apesar do resultado frustrante, a análise da performance do Grêmio contra a Chapecoense não se resume apenas ao pênalti de Viery. A equipe demonstrou momentos de bom futebol, especialmente na construção de jogadas e na presença ofensiva que resultou no gol de Juan Nardoni. O esquema 4-3-3, com a movimentação dos pontas e a chegada de Monsalve, criou oportunidades e mostrou potencial para o decorrer da temporada. No entanto, a incapacidade de manter a vantagem e a falha individual sublinham a necessidade de um equilíbrio maior entre os setores.
O desafio agora é consolidar os pontos positivos e corrigir as deficiências sem abalar a confiança do grupo. O técnico Luís Castro terá a missão de ajustar as peças, especialmente na defesa, e trabalhar o aspecto psicológico dos jogadores para que o erro isolado não se transforme em uma crise de confiança. A capacidade de reação do elenco nos próximos jogos será um termômetro importante para avaliar a resiliência do time e a eficácia das intervenções da comissão técnica.
O desafio de Viery e a pressão por respostas
Diante da enxurrada de críticas, Viery se encontra em um momento crucial de sua trajetória no Grêmio. A pressão da torcida, que exige mais consistência e menos falhas decisivas, é um peso significativo para qualquer atleta profissional. O zagueiro terá o desafio de superar este episódio, demonstrar resiliência e provar sua capacidade de ser um defensor confiável e inquestionável para o time. O caminho para reconquistar a confiança dos gremistas passa por atuações seguras e sem erros, contribuindo de forma positiva para os resultados da equipe, especialmente nos próximos e decisivos confrontos que se avizinham.






