Mojtaba Khamenei promete vingança eterna contra Israel e EUA após mortes de líderes iranianos

Mojtaba Khamenei

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O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou nesta quarta-feira (18) que o país não renunciará à vingança pelo assassinato de autoridades iranianas, incluindo o chefe de segurança Ali Larijani, morto em ataque recente atribuído a Israel. A declaração veio em mensagem publicada nas redes sociais, acompanhada de imagem de uma criança vítima do conflito. Mojtaba Khamenei reforçou que cada morte de cidadão iraniano representa um caso independente no registro de retaliação contra Estados Unidos e Israel. O pronunciamento ocorre em meio à escalada da guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando ataques conjuntos mataram o ex-líder Ali Khamenei, pai do atual sucessor.

A declaração de Mojtaba Khamenei surge após a confirmação da morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, junto com outros oficiais como Esmail Khatib e Aziz Nasirzadeh em bombardeio israelense na terça-feira (17). O presidente iraniano Masoud Pezeshkian expressou condolências oficiais, destacando que o martírio desses líderes fortalecerá o caminho do regime. Fontes indicam que o novo líder rejeitou propostas de mediação para reduzir tensões, transmitidas por intermediários internacionais, e exigiu que EUA e Israel aceitem derrota e paguem indenizações antes de qualquer negociação.

Declaração reforça postura de confronto

Mojtaba Khamenei afirmou em sua mensagem que a vingança não se limita ao assassinato de seu pai, mas abrange todas as vítimas do conflito. Ele utilizou a imagem de um bebê morto para ilustrar o sofrimento causado pelos ataques inimigos. O líder supremo reiterou que o Irã continuará a considerar cada martírio como motivo independente para retaliação.

A publicação ocorreu em perfil oficial nas redes sociais, onde Mojtaba também divulgou sua assinatura ao lado das de antecessores. Autoridades iranianas descreveram o líder como veterano ferido, após lesões leves sofridas no início da guerra.

Contexto da sucessão e ferimentos

Mojtaba Khamenei foi eleito pela Assembleia dos Peritos para suceder Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia dos ataques. Relatos indicam que ele sofreu ferimentos nas pernas durante os bombardeios iniciais, o que explica a ausência de aparições públicas. A mídia estatal iraniana confirmou seu estado de saúde como estável, mas sob proteção reforçada.

A escolha de Mojtaba foi vista como linha-dura, contrariando pressões externas para um sucessor mais moderado. O processo de transição ocorreu em meio a reuniões virtuais para evitar novos alvos.

Rejeição a propostas de desescalada

Em sessão recente de política externa, Mojtaba Khamenei rejeitou iniciativas de redução de tensões apresentadas por dois países intermediários. Fontes anônimas relataram que ele adotou tom duro, afirmando que não é o momento para paz até que os adversários se submetam e compensem danos.

O líder manteve exigências anteriores, como fechamento imediato de bases americanas no Oriente Médio. Ele ameaçou ataques contínuos se as instalações não forem desativadas.

Manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz

Mojtaba Khamenei defendeu a continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz como instrumento de pressão. A medida afeta o tráfego de petróleo global e foi reforçada em declarações iniciais no cargo.

O líder agradeceu apoio da Frente de Resistência, incluindo grupos como Hezbollah e Hamas, descritos como aliados inseparáveis da Revolução Islâmica. Ele afirmou que o Irã prioriza ataques a alvos militares, preservando relações com vizinhos.

Trocas de ataques e escalada recente

O conflito registra trocas intensas de fogo aéreo entre Irã e Israel. Teerã lançou mísseis contra alvos israelenses e bases americanas, enquanto aliados regionais abriram frentes adicionais.

Israel confirmou operações para neutralizar líderes iranianos, incluindo ameaças diretas ao novo líder supremo. O Irã pediu condenação da ONU a ataques sofridos.

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