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Irã ameaça fechar Ormuz e atacar bases EUA após ultimato de Trump em 48 horas

President Trump
Foto: President Trump - Photo: Brian Jason / Shutterstock.com

A escalada no conflito entre Irã e Israel, com envolvimento direto dos Estados Unidos, atinge novo patamar de tensão no Oriente Médio. Ataques com mísseis balísticos e drones iranianos atingiram áreas residenciais no sul de Israel, deixando dezenas de feridos. Tropas israelenses avançam no Líbano, enquanto mísseis continuam a sobrevoar Teerã. O foco da crise se desloca para a esfera energética, com o Estreito de Ormuz no centro das ameaças.

O presidente americano Donald Trump emitiu ultimato ao Irã para reabrir totalmente o Estreito de Ormuz em 48 horas, sob pena de ataques direcionados às usinas de energia do país. Teerã respondeu com advertências de fechamento completo da rota marítima e retaliações contra infraestrutura energética israelense e de aliados regionais. A Agência Internacional de Energia alertou para riscos globais à estabilidade energética.

Escalada de ataques militares

Forças iranianas lançaram mísseis e drones contra alvos no sul de Israel, com impactos em cidades como Dimona e Arad. Sistemas de defesa israelenses interceptaram a maioria dos projéteis, mas fragmentos causaram ferimentos e danos materiais. Autoridades locais registraram mais de cem feridos em decorrência dos ataques recentes.

Israel intensificou operações terrestres no Líbano, com tropas avançando em posições estratégicas. Bombardeios aéreos israelenses atingiram alvos em Teerã e outras localidades iranianas. O conflito, que já dura semanas, registra aumento significativo no uso de armamento balístico e drones por ambas as partes.

Ameaças ao Estreito de Ormuz

O ultimato de Trump exige a liberação irrestrita da passagem marítima, vital para o comércio global de petróleo. O Irã mantém que a rota permanece aberta para navegação internacional, exceto para navios associados a Israel e Estados Unidos. Autoridades iranianas condicionam qualquer normalização à ausência de agressões contra suas instalações energéticas.

Porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya declarou que qualquer ataque americano a usinas elétricas resultaria em fechamento total do estreito, minagem da via e ataques em larga escala contra infraestrutura energética regional. Ameaças incluem instalações em países que abrigam bases americanas.

Opções militares consideradas

Fontes indicam que os Estados Unidos avaliam intervenções mais diretas, incluindo possível ação na Ilha de Kharg, terminal responsável por grande parte das exportações de petróleo iranianas. Essa medida visa pressionar Teerã a liberar o estreito. Ataques aéreos recentes já danificaram instalações de mísseis próximas à rota marítima.

O Irã reforçou defesas na região e promete respostas proporcionais a qualquer intervenção terrestre ou aérea. O conflito ameaça se expandir para instalações energéticas no Golfo Pérsico.

Riscos à economia global

A Agência Internacional de Energia advertiu que nenhum país ficará imune aos efeitos da crise se a escalada persistir. O diretor Fatih Birol destacou a necessidade de esforços coordenados internacionais para mitigar impactos. Fluxos de petróleo e gás pela região enfrentam interrupções graves, com consequências para suprimentos mundiais.

Preços do petróleo registram alta expressiva em meio às ameaças. A normalização dos fluxos pode demandar meses após o fim das hostilidades, afetando economias dependentes de energia importada.

Posições das partes envolvidas

O Irã afirma que ameaças fortalecem sua unidade interna e rejeita imposições unilaterais. Teerã mantém que o estreito está acessível, mas restringe passagem a navios hostis. Os Estados Unidos priorizam a segurança da navegação e ameaçam ações decisivas para garantir o fluxo energético.

Israel continua operações contra posições iranianas e aliadas, com foco em neutralizar capacidades de lançamento de mísseis. A troca de ataques persiste sem sinais imediatos de desescalada.