Lince-ibérico brincando com roedor voador vence prêmio público em concurso de fotografia de natureza
Um jovem lince-ibérico foi flagrado arremessando repetidamente um roedor para o alto e pegando-o novamente durante quase 20 minutos. A fotografia, intitulada Flying Rodent, conquistou o prêmio Escolha do Público do concurso Fotógrafo de Vida Selvagem do Ano 2026. O fotógrafo austríaco Josef Stefan registrou a cena na região de Torre de Juan Abad, na província de Ciudad Real, na Espanha. A imagem superou outras 23 finalistas em uma votação que registrou recorde de 85.917 votos de participantes de diversas partes do mundo.
- O comportamento observado representa uma prática comum entre linces jovens, que brincam com a presa antes de consumí-la.
- Stefan permaneceu escondido por vários dias até o momento inesperado se apresentar.
- O lince chegou de repente carregando o roedor e iniciou a sequência de lançamentos aéreos.
Lince-ibérico aparece de forma repentina durante observação
O fotógrafo Josef Stefan dedicou duas semanas à espera em um esconderijo na Espanha para registrar o felino. Ele descreveu que o animal se manteve concentrado na atividade, às vezes se erguendo sobre as patas traseiras enquanto acompanhava o movimento do roedor. Para o profissional, a cena transmitia a impressão de que o pequeno mamífero poderia voar. O episódio terminou quando o lince perdeu o interesse e levou a presa para trás de um arbusto, onde a consumiu.
Stefan havia sonhado por anos em fotografar o lince-ibérico, uma das espécies de felinos selvagens mais raras do planeta. A oportunidade surgiu durante a estadia na área conhecida pela presença desses animais. A paciência resultou na captura de um instante dinâmico que combinou ação e expressão natural do predador.
Recuperação da população do lince-ibérico ganha visibilidade com a imagem
O lince-ibérico esteve à beira da extinção no início dos anos 2000, quando restavam menos de cem indivíduos na natureza. Programas de conservação e reintrodução ao longo das últimas décadas permitiram que a população crescesse para mais de dois mil exemplares. Apesar do avanço, a espécie ainda é classificada como vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza.
A fotografia vencedora destaca não apenas o comportamento lúdico, mas também a resiliência do animal. Esforços coordenados entre Espanha e Portugal contribuíram para a expansão do território ocupado pelos linces. O registro ajuda a chamar atenção para a importância contínua de ações de proteção em habitats específicos.
A imagem evidencia como indivíduos jovens exploram habilidades de caça por meio da brincadeira. Especialistas observam que essa prática fortalece coordenação motora e reflexos necessários para a sobrevivência. A captura realizada por Stefan oferece uma perspectiva íntima sobre a vida desses felinos em ambiente natural.
Finalistas recebem menção honrosa em premiação de vida selvagem
Além da vencedora, outras quatro fotografias foram destacadas com menção honrosa na categoria Escolha do Público. Uma delas mostra uma ursa polar com três filhotes descansando após jornada na Baía de Hudson, no Canadá. Outra registra flamingos-anões reunidos sob linhas de transmissão ao pôr do sol em um santuário na Namíbia.
Duas imagens adicionais completam o grupo de finalistas premiados. Uma captura dois filhotes de urso brincando de lutar no meio de uma estrada no Parque Nacional de Jasper, no Canadá. A última retrata um cervo-sika carregando a cabeça de um rival após confronto na península de Notsuke, no Japão. Todas as cinco fotos serão exibidas no Museu de História Natural de Londres até 12 de julho de 2026.
Outras imagens da seleção revelam diversidade de comportamentos animais
Diversas fotografias que integraram a disputa ilustram situações variadas na natureza. Uma registra uma mãe preguiça protegendo o filhote da chuva na Costa Rica. Outra mostra um filhote de urso polar percorrendo costa gelada em Svalbard com a mãe, em um registro que se tornou possivelmente o último dos dois.
Uma ninfa de percevejo-emboscador aparece imóvel dentro de uma flor em Michigan, aguardando presa. Um caranguejo minúsculo se agarra a uma água-viva à deriva no estreito de Lembeh, na Indonésia. Um filhote de pangolim descansa enrolado em cobertor em centro de resgate na África do Sul, espécie entre as mais traficadas do mundo.
Um tigre com listras escuras raras caminha pela Reserva de Tigres de Similipal, na Índia. Um urso-malaio se abriga da chuva enquanto uma borboleta pousa em seu focinho no Parque Nacional de Kaeng Krachan, na Tailândia. Guardas florestais protegem pilha de armadilhas confiscadas no Parque Nacional das Cataratas de Murchison, em Uganda.
Registros destacam adaptações e ameaças enfrentadas por espécies
Uma lontra-gigante de pelagem branca rara se alimenta no Pantanal brasileiro, caso de leucismo que pode aumentar vulnerabilidade. Uma mãe gambá e filhote são capturados por armadilha fotográfica na Tasmânia durante busca noturna por alimento. Um grande grupo de golfinhos-rotadores cerca peixes-lanterna durante mergulho na Costa Rica, concentração que se torna mais rara devido à pesca excessiva.
Um grou-sarus limpa delicadamente seu filhote de uma semana nos arrozais da Tailândia. Um beija-flor-de-cauda-espátula macho exibe cauda ornamentada enquanto se alimenta no Peru, espécie confinada a pequena área dos Andes por perda de habitat. Um cuco-terrestre-de-ventre-ruivo captura cigarra que foge de formigas na Costa Rica.
Jovens peneireiros hesitam antes de saltar do ninho observado da sala de uma casa em Dortmund, na Alemanha. Painéis solares dispostos em pastagens ondulam perto de Cambridge, na Inglaterra, parte de iniciativas de energia limpa. Uma aranha-de-porão carrega bolo de ovos nas mandíbulas em Southampton, no Reino Unido.
Um macho de aranha-da-casca-de-cabeça-larga cavalga sobre fêmea maior em tronco na Tailândia, aguardando momento de acasalamento. Um macaco-leão corre por trilha nos Ghats Ocidentais da Índia com filhote agarrado, espécie ameaçada por fragmentação de habitat.
As imagens selecionadas para a premiação reúnem registros de 113 países e territórios, selecionados entre mais de 60 mil inscrições. A votação popular reconheceu o apelo visual e o valor documental das fotografias. A exposição das cinco imagens principais permite que o público aprecie de perto os detalhes capturados pelos fotógrafos.
Exposição das fotos premiadas segue até julho de 2026
Todas as cinco imagens destacadas estarão disponíveis para visualização online e presencial no Museu de História Natural de Londres. A mostra reúne trabalhos que combinam técnica fotográfica com observação da vida selvagem. O concurso promove a conscientização sobre conservação por meio de imagens impactantes.
O registro do lince-ibérico reforça o sucesso de projetos de recuperação de espécies ameaçadas. A população atual reflete anos de monitoramento e ações coordenadas na Península Ibérica. Fotografias como essa contribuem para documentar o comportamento natural e apoiar esforços futuros de proteção.
A premiação anual seleciona finalistas por meio de júri especializado em fotografia, ciência e conservação. A categoria de escolha do público amplia a participação global e celebra o engajamento com temas de natureza. A imagem vencedora destaca a vitalidade de um felino que representa esperança para a biodiversidade ibérica.
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