Empréstimos hipotecários para trabalhadores de 30 e 40 anos disparam 17,8% na Coreia do Sul

Pilha de moedas e calculadora, casa e porcentagem. Conceito de negociação imobiliária, taxas de juro hipotecárias

Pilha de moedas e calculadora, casa e porcentagem. Conceito de negociação imobiliária, taxas de juro hipotecárias - Midnight Studio TH/shutterstock.com

Os empréstimos hipotecários concedidos a assalariados na Coreia do Sul aumentaram 11,1% em 2024 na comparação com o ano anterior. Esse foi o maior crescimento desde o início da série histórica em 2017. A alta foi puxada especialmente pelos trabalhadores na faixa dos 30 e 40 anos, que enfrentam pressões crescentes relacionadas aos custos de moradia.

O saldo médio total de empréstimos por trabalhador assalariado atingiu 52,75 milhões de won ao final de 2024, o que representa elevação de 2,4% em relação ao ano anterior. Esse foi o segundo ano consecutivo de alta no indicador. Os dados foram divulgados pelo centro nacional de estatísticas do país.

  • Empréstimos hipotecários para a faixa de 30 anos subiram 17,8%.
  • Para a faixa de 40 anos, o aumento foi de 12,7%.
  • O valor médio das hipotecas por assalariado chegou a 22,65 milhões de won.

Alta concentrada em hipotecas reflete busca por imóveis

Os trabalhadores na faixa dos 30 anos viram o saldo médio de dívidas totais subir 2,5% e alcançar 71,53 milhões de won. Já os de 40 anos registraram elevação de 5,1% no saldo médio, que atingiu 81,86 milhões de won. Esses grupos concentraram boa parte do avanço nos financiamentos imobiliários no período.

Especialistas observam que o lançamento de programas especiais de hipoteca para famílias com recém-nascidos no início de 2024 contribuiu para estimular a aquisição de imóveis. Mesmo com taxas de juros elevadas, as famílias optaram por reduzir outros tipos de empréstimos, como os sem garantia, enquanto as hipotecas avançaram de forma isolada.

A taxa geral de inadimplência nos empréstimos subiu para 0,53%, marcando o terceiro ano consecutivo de alta. Entre os trabalhadores de baixa renda, com ganhos anuais inferiores a 30 milhões de won, o índice de atrasos chegou a 1,47%. Os números indicam maior pressão no gerenciamento de dívidas familiares.

Saldo médio das hipotecas continua em trajetória de alta

O saldo médio das hipotecas aumentou pelo segundo ano seguido e se firmou como principal motor do endividamento dos assalariados. Trabalhadores de grandes empresas mantiveram saldo médio de empréstimos em torno de 79,84 milhões de won, quase o dobro do registrado em pequenas e médias empresas.

As instituições financeiras acompanharam o movimento com maior concessão de crédito imobiliário direcionado a compradores mais jovens. O fenômeno ocorreu mesmo em cenário de juros mais altos, o que levou muitas famílias a priorizar a aquisição da casa própria em detrimento de outros gastos ou dívidas.

Os dados revelam que a faixa etária de 30 e 40 anos assumiu papel central na dinâmica do mercado imobiliário sul-coreano recente. O aumento expressivo nas contratações de hipotecas reflete tanto a necessidade de moradia quanto estratégias de planejamento financeiro de longo prazo adotadas por esses profissionais.

Juros de hipotecas de dedução de imposto para casa -mphillips007/ istockphoto.com

Pressão dos custos de moradia influencia decisões de endividamento

Muitos assalariados nessa faixa etária optaram por financiar a compra de imóveis para reduzir despesas futuras com aluguel ou para construir patrimônio. O movimento ocorreu apesar das condições de crédito mais restritas em alguns segmentos.

Analistas do setor financeiro acompanham de perto a evolução dessas dívidas, especialmente porque o peso dos custos habitacionais tem crescido de forma consistente nos orçamentos familiares. A concentração do crescimento em hipotecas sugere mudança no perfil de endividamento dos trabalhadores mais jovens.

O saldo médio total de empréstimos por assalariado superou o patamar de 2021 e se aproximou de recordes anteriores. Essa trajetória reforça a importância do monitoramento contínuo das condições de crédito no país.

Indicadores de inadimplência mostram leve deterioração

Embora o volume de hipotecas tenha crescido de maneira significativa, a taxa de inadimplência geral avançou de forma moderada. O indicador para o conjunto dos assalariados atingiu 0,53% ao final de 2024.

Para os grupos de menor renda, o índice chegou a 1,47%, o que demanda atenção das autoridades e instituições financeiras. Os números apontam para a necessidade de gestão cuidadosa das obrigações financeiras por parte das famílias.

As informações consolidadas pelo centro nacional de estatísticas ajudam a mapear o comportamento do crédito no país. Elas servem como base para avaliações sobre a saúde financeira dos trabalhadores assalariados.

Crescimento diferenciado por faixa etária e porte de empresa

Trabalhadores de 40 anos apresentaram o maior saldo médio de dívidas totais entre as faixas analisadas. O valor chegou a 81,86 milhões de won, com contribuição relevante das hipotecas.

Já os profissionais de grandes corporações mantiveram níveis mais elevados de endividamento em comparação com aqueles em pequenas e médias empresas. Essa diferença reflete variações no poder aquisitivo e nas condições de acesso ao crédito.

O avanço das hipotecas entre 30 e 40 anos destaca como os custos de moradia influenciam as decisões financeiras dessa geração. Os dados de 2024 consolidam uma tendência observada nos últimos anos.

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