Observadores acompanham aproximação de Vênus com Plêiades e eventos em Júpiter nesta semana
Astrônomos amadores e entusiastas do céu preparam binóculos e telescópios para acompanhar os principais fenômenos celestes entre os dias 3 e 12 de abril. O cometa C/2026 A1 (MAPS), conhecido como rasante ao Sol, realizou o periélio em 4 de abril e agora desperta atenção sobre sua possível sobrevivência e visibilidade posterior no horizonte oeste logo após o pôr do sol. Vênus continua a brilhar intensamente na região ocidental do crepúsculo vespertino, enquanto as Plêiades descem gradualmente em direção ao planeta, aproximando-se cerca de um grau por dia.
Júpiter ocupa posição elevada no sudoeste ao anoitecer e oferece oportunidades de observação de suas luas galileanas com equipamentos modestos. Mercúrio, Marte, Saturno e Netuno aparecem baixos no céu da madrugada, com Mercúrio sendo o mais acessível entre eles graças à magnitude estável em torno de zero. Essas configurações planetárias e estelares criam um cenário favorável para quem busca explorar o céu noturno com orientação adequada.
- As Plêiades permanecem altas no oeste ao entardecer e se aproximam de Vênus.
- Calisto projeta sombra na face de Júpiter em datas específicas.
- A Grande Mancha Vermelha transita pelo meridiano central do planeta gigante.
Aproximação gradual entre Vênus e Plêiades no crepúsculo vespertino
Vênus se destaca como o ponto mais brilhante no céu ocidental logo após o pôr do sol, com magnitude próxima de -3,9. O planeta sobe ligeiramente a cada dia na mesma região onde as Plêiades brilham suavemente quando o céu escurece o suficiente. Nesta semana, a separação entre os dois objetos celestes diminui progressivamente, alcançando cerca de 25 graus em 3 de abril e continuando a reduzir em ritmo constante.
Observadores notam que os dois fenômenos se aproximam em quase um grau diário. Eles passarão um pelo outro a uma distância de aproximadamente 3,75 graus nos dias 23 e 24 de abril. Binóculos facilitam a visualização simultânea, especialmente em locais com horizonte oeste desobstruído e longe de poluição luminosa intensa. Vênus se põe logo após o fim do crepúsculo, o que limita a janela de observação a cerca de 50 minutos após o anoitecer em muitas localidades.
Eventos de sombras e trânsitos em Júpiter atraem atenção de telescópios
Júpiter brilha com magnitude -2,1 e aparece quase no zênite quando se observa o sudoeste ao entardecer. O planeta se desloca para oeste ao longo da noite e diminui de altura até se pôr por volta das 2h ou 3h da manhã, dependendo do fuso horário local. Seu diâmetro aparente mede apenas 39 segundos de arco, refletindo o afastamento gradual da Terra em suas órbitas respectivas.
Calisto, a lua galileana de movimento mais lento, projeta sua sombra negra na face de Júpiter em 3 de abril, das 21h14 às 1h32. A sombra surge a uma distância de dois a três diâmetros do planeta a oeste. A Grande Mancha Vermelha, famosa tempestade persistente, transita pelo meridiano central por volta das 21h48 no mesmo dia. Em 8 de abril, Io reaparece do eclipse por volta das 22h21, saindo da sombra de Júpiter a cerca de um raio do planeta na borda leste.
Astrônomos registram ondas e faixas incomuns na atmosfera jupiteriana, incluindo aberturas nas nuvens altas que revelam tons azulados abaixo. Essas formações resultam da composição predominante de hidrogênio e hélio, semelhante ao motivo dos céus azuis terrestres quando observadas em ângulos baixos.
Constelações de primavera e asterismos ganham visibilidade ao longo da semana
Arcturus, a brilhante estrela da primavera, surge no leste e atinge altura comparável à de Sirius no sudoeste em 4 de abril para observadores próximos a latitudes médias do hemisfério norte. Capella aparece alta no horizonte oeste-noroeste como concorrente em brilho, exibindo cor amarelo-esbranquiçada pálida similar à do Sol. A estrela consiste em duas gigantes amarelas que orbitam uma à outra a cada 104 dias.
Em 5 de abril, Capella acompanha um par distante de anãs vermelhas tênues visíveis em telescópios. Vega, conhecida como Estrela de Verão, nasce no nordeste no final das noites, com posição guiada pela Ursa Maior alta no mesmo quadrante. Mizar e sua companheira Alcor servem como referência para localizar Vega ao estender uma linha reta até o horizonte.
Foco em Leão revela galáxias e estruturas celestes em noites sem lua
A Foice de Leão se ergue verticalmente no sul após o anoitecer, com Regulus como estrela inferior mais brilhante. O próprio Leão caminha horizontalmente para oeste, formando pata dianteira, peito, juba e parte da cabeça com a Foice. À esquerda, um longo triângulo retângulo completa a traseira e a longa cauda da constelação.
Exploradores do céu profundo direcionam telescópios para o Orgulho do Leão, conjunto formado pelas galáxias M66, M65 e NGC 3628 abaixo da parte traseira de Leão. M65 e M66 se separam por apenas um terço de grau, cabendo no mesmo campo de visão com ocular de baixa potência. M65 apresenta núcleo estelar compacto, enquanto M66 aparece mais difusa sem núcleo visível, o que exige condições melhores de céu escuro.
NGC 3628, galáxia espiral vista de perfil, orienta-se de oeste-noroeste a leste-sudeste e fica perpendicular às outras duas. As três galáxias distam entre 31 e 35 milhões de anos-luz. Binóculos de grande porte ou telescópios são necessários para detectá-las consistentemente, especialmente sob poluição luminosa moderada.
Lua minguante tardia e alinhamentos no céu da madrugada
A Lua atinge quarto minguante exatamente às 00h52 de 9 de abril. Essa fase representa a Lua minguante mais tardia do ano, surgindo por volta das 3h da manhã no horário local. Quando bem visível, o Bule de Sagitário aparece à sua direita ou acima à direita, com Escorpião mais adiante e também acima.
Ao amanhecer, a configuração se nivela com todos os objetos mais altos. Em 10 de abril, Sirius e Procyon da constelação de Cão Menor se alinham verticalmente no sudoeste durante o crepúsculo tardio. Betelgeuse marca o ombro de Órion à direita do ponto médio do Triângulo de Inverno.
Hydra e Boötes completam o panorama estelar até o fim da semana
Procyon surge bem acima de Sirius no sudoeste em 11 de abril. A cabeça tênue de Hydra, formada por estrelas de terceira e quarta magnitude, localiza-se a cerca de 15 graus acima e à esquerda de Procyon. Alphard, coração laranja de segunda magnitude, brilha aproximadamente um punho e meio abaixo e à esquerda da cabeça da Serpente Marinha.
As cabeças de Hydra formam triângulo aproximadamente equilátero com Regulus e Alphard. Arcturus brilha intensamente no leste em 12 de abril, enquanto a Ursa Maior alta no nordeste aponta o cabo curvo em sua direção. Arcturus integra asterismo em forma de pipa longa e estreita das estrelas mais brilhantes de Boötes, com comprimento de cerca de 23 graus, equivalente a dois punhos com o braço estendido.
Posições planetárias matinais exigem equipamentos ópticos
Mercúrio permanece com magnitude zero durante toda a semana e mantém altitude semelhante no céu claro da madrugada. O planeta surge alguns graus acima da horizontal, um pouco à direita do leste, cerca de 25 minutos antes do nascer do sol. Binóculos ou telescópio de campo amplo aumentam as chances de detecção, já que Mercúrio é o mais brilhante e menos baixo entre os objetos matinais.
Marte, Saturno e Netuno também aparecem baixos na mesma direção, mas exigem condições ainda mais favoráveis. Urano, com magnitude 5,8, permanece a cerca de 30 graus de altura no oeste ao final do crepúsculo, posicionado quatro graus ao sul das Plêiades. Telescópios com alta ampliação revelam o planeta como pequeno ponto não estelar de 3,5 segundos de arco de diâmetro.
Todas as descrições de horizonte, incluindo direções como cima, baixo, direita e esquerda, adaptam-se a latitudes médias do hemisfério norte, com ajustes necessários conforme a localização do observador. O uso de mapas celestes detalhados ou aplicativos de astronomia auxilia na identificação precisa dos objetos em cada noite.
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