O dólar opera com baixa ante o real nesta sexta-feira (10), acompanhando o recuo da moeda norte-americana frente a outras divisas emergentes no exterior. Investidores globais demonstram otimismo renovado em relação ao acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Às 11h23, o dólar à vista registrava queda de 1,08% e era negociado a R$ 5,009 na venda.
Na quinta-feira, a moeda americana encerrou o dia com recuo de 0,80%, cotada a R$ 5,0626 na venda. Esse foi o menor valor de fechamento desde abril de 2024. O movimento refletiu o impacto inicial da trégua no Oriente Médio e a expectativa de reabertura gradual do Estreito de Ormuz ao tráfego de petroleiros.
- Dólar comercial na sessão atual: compra a R$ 5,008 e venda a R$ 5,009.
- Queda acumulada nos últimos dois pregões ultrapassa 1,8% em meio ao alívio geopolítico.
Reações do mercado cambial à trégua no Oriente Médio
O acordo de cessar-fogo temporário entre Washington e Teerã contribuiu para reduzir a aversão ao risco nos mercados internacionais. Delegações dos dois países devem se reunir no Paquistão no sábado para discutir os próximos passos da trégua.
O Irã mencionou os ataques contínuos de Israel ao Líbano como um dos entraves principais ao cumprimento pleno do acordo. Autoridades iranianas condicionam avanços à reabertura efetiva do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
Apesar das tensões residuais, o fluxo de otimismo externo favoreceu a depreciação do dólar frente ao real. Analistas acompanham de perto se o tráfego marítimo na região voltará a se normalizar nos próximos dias.
Dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,88% em março na comparação com fevereiro. Na base anual, o indicador registrou alta de 4,14%. As expectativas de mercado apontavam para variações mais moderadas, de 0,77% no mês e 4% em doze meses.
Economistas do setor financeiro observam que restrições na produção de petróleo e outros insumos começaram a pressionar os preços no país. Para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, a projeção majoritária indica corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) avançou 0,9% em março na comparação mensal. Na base anual, a alta chegou a 3,3%. Os números vieram em linha com as previsões de analistas consultados pela Reuters.
Avaliação sobre controle inflacionário
De maneira geral, os dados indicam que a inflação permanece relativamente controlada apesar do choque externo nas commodities. Setores como cuidados médicos e veículos usados registraram sinais de deflação ou estabilização de preços.
Especialistas em investimentos destacam que o cenário combina alívio geopolítico com inflação moderada nos dois principais polos econômicos. Essa combinação favoreceu o movimento de queda do dólar em vários mercados emergentes.
O real se beneficiou do contexto externo favorável e da percepção de fluxo de recursos para ativos brasileiros. Participantes do mercado continuam monitorando os desdobramentos diplomáticos no Paquistão.
Próximos passos nas negociações
Discussões entre representantes de Teerã e Washington ocorrerão no sábado no Paquistão. O foco principal será o cumprimento dos termos da trégua e a retomada segura do tráfego pelo Estreito de Ormuz.
O governo iraniano reforçou que ataques israelenses ao Líbano representam obstáculo ao acordo. Autoridades em Teerã exigem que a reabertura da rota marítima ocorra de forma coordenada e sem interferências externas adicionais.
Enquanto isso, o dólar mantém trajetória de baixa no pregão brasileiro. O movimento reflete a combinação de fatores globais e a digestão dos números inflacionários recentes.
Cotação atual e perspectivas imediatas
Às 11h23 desta sexta-feira, o dólar à vista operava com recuo superior a 1% e se aproximava da marca psicológica dos R$ 5,00. O patamar representa o menor nível em quase dois anos.
Participantes do mercado avaliam que o otimismo com a trégua no Oriente Médio continua sustentando a pressão baixista sobre a moeda americana. Novos dados ou declarações oficiais podem influenciar a direção dos negócios nas próximas horas.

