O Órgão de Controle, Ética e Disciplina da Uefa rejeitou formalmente a queixa apresentada pelo Barcelona contra a arbitragem do jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões. A entidade classificou o protesto do clube espanhol como “inadmissível” em comunicado divulgado nesta terça-feira. O clube catalão reclamava de um pênalti não marcado na derrota por 2 a 0 para o Atlético de Madrid, ocorrida em 8 de abril de 2026.
A decisão encerra a possibilidade de uma investigação oficial sobre a atuação do árbitro romeno István Kovács e da equipe do VAR. O Barcelona fundamentou sua reclamação em um lance ocorrido aos nove minutos do segundo tempo, no Camp Nou. Na ocasião, o lateral Pubill tocou a mão na bola dentro da área após o goleiro Musso já ter executado a cobrança de um tiro de meta. O clube alegava que a infração foi clara e que os responsáveis pela partida agiram em desacordo com as regras vigentes da International Board.
Detalhes da jogada e a argumentação do Barcelona
O lance gerou forte indignação entre os jogadores e a comissão técnica do Barcelona ainda durante a partida. No momento da infração, a equipe catalã já atuava com um jogador a menos devido à expulsão do zagueiro Cubarsí. A diretoria do clube enviou um documento detalhado para a Uefa afirmando que as decisões arbitrais incompreensíveis têm prejudicado a equipe em edições recentes do torneio continental.
Segundo o Barcelona, a falta de marcação impediu o time de competir em condições de igualdade com os adversários. O clube buscava não apenas o reconhecimento do erro, mas a abertura de um processo disciplinar contra os oficiais de campo. Entretanto, a Uefa manteve a soberania das decisões tomadas durante os 90 minutos, reforçando que o caso está tecnicamente encerrado para as instâncias desportivas da federação europeia.
Histórico de reclamações e postura da entidade
A nota oficial da Uefa foi curta e direta, citando que o comitê disciplinar avaliou o recurso em 13 de abril antes de tornar pública a decisão no dia seguinte. A entidade costuma ser rígida quanto a protestos que questionam a interpretação de regras de jogo após o encerramento das partidas, salvo casos de erro de direito comprovado. Abaixo, os principais pontos citados no processo:
- Data do confronto: 8 de abril de 2026.
- Local do fato: Estádio Camp Nou, Barcelona.
- Árbitro envolvido: István Kovács (Romênia).
- Jogadores centrais no lance: Musso (goleiro do Atlético) e Pubill (lateral do Atlético).
- Posição da Uefa: Reclamação considerada inadmissível.
O Barcelona agora volta suas atenções exclusivamente para o jogo de volta, precisando reverter a vantagem de dois gols construída pelo Atlético de Madrid. A equipe comandada por Hansi Flick não terá o zagueiro Cubarsí, suspenso, e enfrentará um ambiente de pressão no estádio Metropolitano. A diretoria catalã indicou que, apesar da negativa, manterá a postura de vigilância sobre as arbitragens nos próximos compromissos internacionais.
Desdobramentos para o jogo de volta da Champions
A decisão da Uefa retira o foco jurídico do confronto e devolve a pressão para dentro das quatro linhas. O Atlético de Madrid, que venceu por 2 a 0 com gols marcados em contra-ataques eficientes, viaja para decidir a vaga com a tranquilidade de não ter punições ou investigações pendentes sobre seus atletas. O técnico Diego Simeone evitou comentar a decisão da entidade, focando apenas na preparação física de seus jogadores para o duelo decisivo.
A equipe médica do Barcelona monitora a situação de Lamine Yamal e outros titulares, visando força máxima para tentar a virada. O clima entre os torcedores é de pessimismo com a arbitragem europeia, mas de confiança na capacidade técnica do elenco. A Uefa confirmou que novos protocolos de orientação para lances de tiro de meta serão discutidos em reuniões técnicas futuras, embora sem relação direta com a alteração do resultado desta partida específica.
