Os preços do petróleo caíram forte nesta sexta-feira. O anúncio da reabertura do Estreito de Ormuz veio após um mês e meio de restrições na passagem estratégica. O Brent perdeu 10% e chegou a US$ 90 o barril.
Bolsas de valores reagiram em sentido oposto. O índice Ibex 35, de Madri, subiu 2% e recuperou terreno perdido durante o período de tensão. O movimento ocorreu pouco antes da abertura de Wall Street.
O Irã anunciou a medida como parte das negociações em andamento com os Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do país confirmou a decisão. A passagem voltou a permitir o trânsito de navios depois de bloqueios que afetaram o fluxo global de energia.
Reabertura encerra período de choque no suprimento global
O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados por mar no mundo. O fechamento recente provocou interrupções significativas.
A Agência Internacional de Energia registrou a maior queda de produção da história em março. Foram 10,1 milhões de barris por dia a menos. Isso representou cerca de 10% do consumo global.
O Brent havia saltado de US$ 70 para US$ 120 o barril em poucas semanas. O aumento mensal chegou a 63%. Agora o preço recua, mas ainda fica US$ 20 acima do nível de 27 de fevereiro.
- Navios acumulados no Golfo Pérsico somam cerca de 2 mil unidades
- Danos à infraestrutura de petróleo e gás vão demandar reparos prolongados
- Gargalo logístico persiste mesmo com a reabertura anunciada
- Exportações interrompidas por mais de um mês afetam cadeias de suprimento
Reação das bolsas reflete alívio dos investidores
O Ibex 35 ganhou 2% e se aproximou de recordes históricos. O índice espanhol liderou os ganhos na Europa. Outras praças também registraram altas.
O S&P 500 americano já havia recuperado os níveis anteriores ao conflito. Ações globais acompanharam o movimento positivo.
Estratégistas observaram que os mercados precificavam a manutenção do cessar-fogo e o retorno do fluxo pelo estreito. O otimismo se confirmou com o anúncio iraniano.
A decisão de Teerã foi condicionada a um cessar-fogo no Líbano. Washington recebeu bem o passo dado pelo Irã.
Declarações de Trump reforçam perspectiva de distensão
O presidente dos Estados Unidos comentou o tema em publicações nas redes sociais. Ele celebrou a possibilidade de trânsito total pela passagem.
Horas antes, Trump havia mencionado concessões importantes do Irã. O mandatário indicou que o fim da guerra pode estar próximo.
Na sexta-feira, ele afirmou que as partes concordaram com quase tudo. Faltaria apenas formalizar o entendimento. Trump chegou a sugerir uma possível viagem a Islamabad para ratificar o acordo.
Impactos na produção ainda vão demorar para se dissipar
A infraestrutura danificada durante o conflito não se recupera de imediato. Países do Golfo recorreram a rotas alternativas, mas com capacidade limitada.
Reservas estratégicas foram usadas para compensar parte da perda. Mesmo assim, o volume exportado caiu de forma acentuada.
Especialistas apontam que o pleno restabelecimento do suprimento levará semanas ou meses. O preço do petróleo reflete essa transição gradual.
O Brent ainda opera acima dos patamares de fevereiro. A volatilidade deve persistir até que o fluxo pelo estreito se normalize por completo.
Contexto do conflito que levou ao bloqueio
As tensões no Oriente Médio escalaram a partir do final de fevereiro. Negociações em Islamabad envolveram Estados Unidos, Irã e outros atores.
O bloqueio do estreito foi uma resposta às hostilidades. Ele interrompeu o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.
O cessar-fogo temporário abriu espaço para o anúncio de reabertura. O período inicial de duas semanas serviu como teste para a distensão.
Mercados acompanharam cada sinal diplomático. A reação de hoje confirma a sensibilidade dos ativos a notícias sobre o tema.
Os preços do petróleo despencaram 10% após a reabertura do Estreito de Ormuz. Bolsas europeias, como o Ibex 35, subiram 2%. O movimento marca o fim de um ciclo de alta intensa provocado pelo conflito recente.

