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Youtuber adquire Tesla Model 3 reduzida a chassi por 2 mil dólares e revela autonomia de 341 km

Remmy Evans - @remmy.evans
Foto: Remmy Evans - @remmy.evans

Remmy Evans comprou um Tesla Model 3 reduzido praticamente ao chassi. O veículo não tinha painéis de carroceria, para-brisa nem cintos de segurança. A aquisição ocorreu em Idaho por cerca de 2 mil dólares. O conjunto motriz elétrico permaneceu intacto e funcional.

O youtuber recebeu uma dica de um amigo chamado Jake. O carro estava parado na propriedade do cunhado de Jake há pelo menos dois anos. O antigo proprietário, Grayson, havia adquirido o Model 3 por valores entre 6 mil e 7 mil dólares com a intenção de transplantar o sistema elétrico para um projeto de carro conceito dos anos 1970.

A ideia inicial envolvia adaptações na carroceria. Uma renderização 3D chegou a ser feita. Os cálculos indicaram cerca de 800 horas só para o trabalho na estrutura externa. O plano foi abandonado. Evans então negociou o preço inicial de 3 mil dólares para 2 mil dólares e levou o que restava do sedã.

Chassi vira veículo improvisado com motores e bateria originais

O Tesla Model 3 chegou às mãos de Evans como um chassi rolante. Restavam os bancos, o volante, os motores, a bateria e a tela central. Não havia proteção contra o vento nem componentes de segurança externos. O youtuber trocou os pneus antigos, que já apresentavam delaminação até a malha metálica, por um conjunto novo com rodas vermelhas.

Após a troca, ele carregou a bateria até o limite. A tela indicou 212 milhas de alcance, o equivalente a cerca de 341 quilômetros. O dado surpreendeu mesmo com a estrutura exposta. A parte eletrônica, porém, mostrou sinais de instabilidade desde o início.

A ausência de câmeras e sensores gerou 78 códigos de erro no sistema. O antigo dono havia desativado vários componentes de assistência. Isso reduziu interferências eletrônicas. Evans conseguiu realizar manobras de drift com mais liberdade do que em um Tesla convencional.

Testes em via pública e fora de estrada expõem limitações e resistência

O youtuber improvisou um arnês com cinta homologada. Ele circulou por vias públicas durante 25 minutos até chegar a uma loja. Ninguém o abordou durante o trajeto. Depois, o veículo foi levado para áreas de terra na propriedade de um amigo.

Lá ocorreram derrapagens controladas, trechos off-road e até saltos em uma rampa. Um participante da gravação comparou a sensação a um veículo recreativo mais rápido. O conjunto elétrico suportou o abuso sem falhas mecânicas imediatas nos motores ou na bateria.

  • Troca de pneus delaminados por rodas vermelhas com borracha nova
  • Carregamento completo que registrou 212 milhas de alcance estimado
  • Circulação por vias públicas com arnês improvisado por 25 minutos
  • Realização de drift com redução de interferências eletrônicas
  • Testes de salto e tração em rampa de terra na propriedade privada

Carregamento revela desafios técnicos no software e hardware exposto

A tentativa de recarga rápida em corrente contínua encontrou obstáculos. O primeiro carregador não aceitou o adaptador. Evans precisou serrar a peça para encaixar. Posteriormente, ele e um amigo com outro Model 3 concluíram que o carregamento rápido via CCS talvez não estivesse habilitado no software do veículo desmontado.

Sem essa função, o processo em carregador de nível 2 leva de sete a oito horas. Em tomada doméstica de 110 volts, o tempo supera 14 horas. A integração profunda entre hardware e software da Tesla gerou alertas constantes de “Service Required” no aplicativo.

O comportamento do carro ficou mais restritivo com o uso. Mesmo assim, o coração elétrico continuou operando. Evans dirigiu o chassi em condições extremas para o padrão de um sedã de fábrica.

Experiência reforça durabilidade do conjunto elétrico da marca

O vídeo publicado por Remmy Evans mistura diversão com demonstração prática. O Tesla Model 3, mesmo sem carroceria e com múltiplos componentes removidos, manteve a capacidade de tração e autonomia significativa. Críticos de veículos elétricos encontram dificuldade para contestar a resistência do sistema motriz nesses casos.

O youtuber planeja dar continuidade ao projeto. A história ganhou atenção em sites especializados em mobilidade elétrica. Ela destaca como conjuntos da Tesla têm sido usados em conversões e projetos personalizados por preparadores nos Estados Unidos.

O episódio ocorreu em Idaho. Todas as ações off-road foram realizadas em propriedade privada. O registro em vídeo serve tanto como entretenimento quanto como registro informal da engenharia envolvida.

Detalhes do veículo exposto destacam integração Tesla

A tela central continuou ativa apesar da falta de vários sensores. Os códigos de erro não impediram o funcionamento básico dos motores. A bateria entregou o alcance anunciado mesmo após anos parado e uso intenso posterior.

Evans evitou acidentes durante os testes iniciais. A ausência de para-brisa exigiu cuidados extras contra poeira e detritos. O volante e os bancos originais permitiram condução direta, semelhante a um kart de alto desempenho.

A compra barata transformou um projeto abandonado em conteúdo viral. O Model 3 original era de 2020. O caso ilustra o potencial de reutilização de componentes elétricos mesmo em veículos danificados ou incompletos.

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