Um fotógrafo avistou um grande tubarão branco com uma cicatriz de mordida de tamanho incomum na lateral do corpo. O encontro ocorreu durante uma expedição de mergulho na costa do México. A imagem ganhou repercussão anos depois ao circular novamente nas redes sociais.
Jalil Najafov, fotógrafo azerbaijano, entusiasta de tubarões, conservacionista e cineasta, participava de um tour organizado em agosto de 2019. O grupo navegava próximo à ilha Guadalupe quando o animal passou perto do barco. A marca chamou atenção imediata pela extensão.
A cicatriz forma um padrão circular com marcas de dentes visíveis. Ela cobre uma área ampla na lateral do tubarão. Especialistas em tubarões consideram o registro raro.
Avistamento aconteceu durante expedição em ilha conhecida por tubarões
A ilha Guadalupe fica a cerca de 240 quilômetros da península da Baja California. O local é ponto tradicional para observação de grandes tubarões brancos. Najafov estava a bordo de um barco de expedição de cinco dias.
O grupo notou o tubarão fêmea nadando próximo à embarcação. O tamanho do animal já impressionava. Em seguida, perceberam a marca na pele.
Najafov decidiu agir rápido. Ele pegou uma câmera à prova d’água e mergulhou com uma gaiola subaquática para registrar imagens mais próximas. A filmagem com GoPro capturou detalhes da cicatriz.
- O tubarão media cerca de 4,5 a 5 metros de comprimento
- A marca de mordida se estendia pela lateral e parte do peito
- O padrão incluía pontuações e linhas que sugerem dentes grandes
- O animal nadava normalmente apesar da cicatriz visível
- A expedição ocorreu em águas conhecidas por concentrações de grandes brancos
O fotógrafo descreveu a surpresa ao ver o tamanho da lesão em um predador tão grande. Ele mergulhou para garantir o registro antes que o animal se afastasse.
Cicatriz levanta questões sobre origem da mordida
Tubarões brancos apresentam cicatrizes de interações com outros animais ou da própria espécie. Marcas de acasalamento são comuns em fêmeas, causadas por mordidas dos machos durante o período reprodutivo. Essas lesões costumam deixar padrões de dentes e arranhões.
No caso registrado, o tamanho da marca gerou debate. Algumas observações apontam para mordida de outro tubarão branco. Outras especulações surgiram em redes sociais, mas especialistas indicam que o mais provável é interação intraespécie.
Najafov compartilhou o material inicialmente em sua conta no Instagram no final de 2021. A publicação atraiu milhares de visualizações e comentários. Veículos de imprensa repercutiram as imagens em diferentes países.
O animal recebeu atenção por ter sobrevivido ao incidente. A cicatriz já mostrava sinais de cicatrização no momento da foto. Isso indica que o evento ocorreu semanas ou meses antes.
Imagens destacam comportamento e biologia dos grandes brancos
Tubarões brancos são predadores ápice nos oceanos. Eles caçam focas, leões-marinhos e outros animais marinhos. Encontros entre indivíduos da mesma espécie acontecem por disputa de território, comida ou acasalamento.
Registros como este ajudam a entender melhor a dinâmica populacional. Cientistas acompanham cicatrizes para identificar indivíduos ao longo do tempo. A capacidade de regeneração da pele dos tubarões também é tema de estudo.
Najafov, que já documentou diversos tubarões na região, considerou o registro um dos mais marcantes. Ele perdeu temporariamente o cartão de memória com as imagens originais e só publicou o material depois de recuperá-lo.
A foto mostra o tubarão em movimento natural. A água ao redor parece clara, típica das condições na ilha Guadalupe durante a temporada de observação.
Registro reforça importância da conservação marinha
Expedições como a realizada por Najafov contribuem para a conscientização sobre a vida marinha. O turismo de observação de tubarões gera dados e incentiva proteção das espécies.
Grandes brancos enfrentam ameaças como pesca excessiva e mudanças no ambiente oceânico. Imagens que mostram sua resiliência ajudam a promover respeito ao animal.
O fotógrafo continua a produzir conteúdo sobre tubarões. Suas publicações misturam registro científico amador com apelo visual para engajar o público.
A ilha Guadalupe permanece um dos melhores pontos do mundo para encontros próximos com a espécie. Mergulhadores em gaiolas acompanham os animais em segurança.
Detalhes da expedição e do registro fotográfico
A viagem ocorreu em agosto de 2019 com apoio de operadores locais especializados. O segundo dia da expedição trouxe o avistamento principal. O tubarão passou próximo ao barco no último dia, como se fechasse o ciclo da observação.
Najafov usou equipamento padrão para o tipo de atividade. A câmera permitiu capturar movimento e textura da pele. O vídeo foca na área da cicatriz enquanto o animal nada paralelamente à embarcação.
Pesquisadores consultados em reportagens da época indicaram que mordidas entre tubarões brancos deixam marcas características. O padrão circular e a profundidade variada são consistentes com esse tipo de interação.
O material continua a circular em perfis dedicados à vida marinha. Ele serve como exemplo de como um único registro pode gerar discussões amplas sobre o comportamento dos predadores oceânicos.
A cicatriz não parece ter comprometido a mobilidade do tubarão. O animal nadava com fluidez nas imagens disponíveis. Isso sugere boa recuperação após o incidente.

