Rogério Ceni assume culpa por derrota do Bahia e foca em vitória contra o SantosPor Thiago Lemos
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O Bahia atravessa o seu período mais turbulento na temporada após a derrota por 3 a 1 para o Remo, na Arena Fonte Nova, pela Copa do Brasil. O resultado negativo na noite desta quarta-feira interrompeu uma sequência de invencibilidade em casa e gerou protestos da torcida, que chegou a entoar gritos de ironia contra a equipe. O técnico Rogério Ceni não buscou justificativas externas e assumiu a responsabilidade total pelo desempenho aquém do esperado. Para o treinador, o momento exige maturidade para lidar com a desvantagem no torneio eliminatório e foco imediato na Série A do Campeonato Brasileiro.
A postura do comandante tricolor durante a entrevista coletiva foi de proteção aos atletas diante das críticas externas. Ceni destacou que a falta de efetividade nas conclusões e erros técnicos individuais foram determinantes para o placar elástico do adversário. O técnico solicitou que os jogadores deixassem o vestiário sem falar com a imprensa, concentrando em si o peso da cobrança pública. Agora, o elenco volta as atenções para o confronto contra o Santos, no sábado, visto como essencial para recuperar a confiança do grupo e da arquibancada.
Ceni identifica falhas na construção e falta de contundência ofensiva
A análise tática de Rogério Ceni apontou um domínio inicial do Bahia que não se traduziu em vantagem no marcador. O treinador observou que a equipe começou bem ambos os tempos, mas sucumbiu diante de erros de passes que permitiram as transições rápidas do Remo. A dificuldade em furar bloqueios de linhas baixas tem sido um obstáculo recorrente, segundo o técnico, exigindo um refino técnico que não apareceu no duelo desta quarta.
O volume de jogo apresentado na Arena Fonte Nova resultou em poucas finalizações reais, fato que incomodou a comissão técnica. Ceni mencionou que o gramado pesado devido à chuva dificultou a circulação da bola para quem precisa construir o jogo. Mesmo assim, o comandante reiterou que as chances criadas deveriam ter tido melhor aproveitamento para mudar o destino da partida.
- Falhas individuais na saída de bola
- Desequilíbrio defensivo em contra-ataques
- Baixo índice de conversão em gols
- Desgaste psicológico pós-eliminações anteriores
- Dificuldade na quebra de marcação individual
Blindagem do elenco e relação com a torcida na Fonte Nova
As vaias e o coro de “olé” vindos das arquibancadas marcaram o encerramento do confronto contra o time paraense. Rogério Ceni classificou a manifestação do torcedor como uma reação pura ao resultado negativo e admitiu que o clima de insatisfação influencia os jogadores em campo. Entretanto, ele fez questão de isentar o grupo de falta de vontade, atribuindo os problemas a erros técnicos e escolhas equivocadas em momentos decisivos de finalização.
O treinador enfatizou que a responsabilidade pela estratégia e pela condução do time é exclusivamente sua, evitando que críticas individuais recaiam sobre nomes específicos. A meta imediata é reestabelecer um ambiente de tranquilidade para o próximo compromisso. Ceni entende que a confiança só será retomada com um triunfo convincente, independentemente do desempenho plástico da equipe.
Projeção de vitória contra o Santos para estancar sangria
O termo utilizado pelo técnico para definir a necessidade de vitória no sábado foi “estancar a sangria”. Com o calendário mais espaçado por estar em apenas duas competições, o Bahia foca na recuperação física e psicológica para encarar o Peixe. O duelo pelo Campeonato Brasileiro é visto como o divisor de águas para evitar que a crise se instale de forma permanente antes do jogo da volta contra o Remo.
A distância de dois gols para reverter a situação na Copa do Brasil é considerada grande por Ceni, especialmente jogando fora de casa no Mangueirão. Por isso, a prioridade máxima é o Brasileirão, onde o time busca manter uma posição segura na tabela. O técnico ressaltou que trabalhará finalizações e aspectos emocionais para que o ataque volte a ser efetivo como em outros momentos da temporada 2026.
Cronograma e próximos passos do Bahia na temporada
A delegação tricolor já inicia a preparação para o próximo desafio com foco total na recuperação de atletas. O meio-campista Caio Alexandre, citado por Ceni como peça importante na quebra de pressão adversária, deve seguir entre os titulares, apesar do desgaste físico mencionado. A comissão técnica monitora a evolução de jogadores que ainda sentem o peso emocional de competições passadas para ajustar a escalação.
O Bahia terá pouco tempo de treino tático antes de sábado, priorizando ajustes de posicionamento e correção de erros na transição defensiva. O objetivo é evitar que o cenário de “linhas baixas” do adversário se repita sem uma resposta ofensiva à altura. A vitória contra o Santos é tratada internamente como uma obrigação para que o time viaje ao Pará em maio com chances reais de classificação.







