Paige Shiver, ex-assistente executiva da Universidade de Michigan, afirmou em entrevista ao ABC News que engravidou durante o relacionamento com o então treinador principal do time de futebol americano Sherrone Moore. Ela contou que os médicos a orientaram a não levar a gestação adiante por causa de uma doença rara que ela tem. A declaração veio nesta sexta-feira, dia 24 de abril de 2026, em trecho exibido no programa Good Morning America.
Shiver, de 32 anos, disse que desejava manter o bebê, mas recebeu orientação médica contrária. A condição dela é a doença de Pompe, um distúrbio genético progressivo que enfraquece os músculos e afeta coração e respiração. Ela chorou ao relatar o episódio na entrevista.
Ex-técnico foi demitido após investigação interna
A Universidade de Michigan demitiu Sherrone Moore em dezembro de 2025 após concluir que havia evidências críveis de um relacionamento impróprio com uma funcionária. O caso envolvia Paige Shiver, contratada meses antes do início da relação, que começou em 2022. A universidade optou por não renovar o contrato dela com a nova comissão técnica.
Moore negou irregularidades em depoimentos anteriores. Ele afirmou que a ex-funcionária teria agido contra ele após o fim do caso. A demissão ocorreu em meio a apuração interna que durou semanas.
Declarações de Shiver sobre controle e apoio da universidade
Na entrevista, Shiver descreveu que Moore exercia controle total sobre ela, tanto emocional quanto profissional. Ela disse que tentava se afastar, mas ele a convencia a continuar. A ex-assistente também afirmou que pessoas do programa de futebol sabiam do relacionamento, mas priorizavam o desempenho da equipe em campo.
- Ela negou o caso à universidade em outubro de 2025 por falta de confiança no processo.
- Só formalizou a denúncia em dezembro, quando a instituição contratou advogados externos.
- Shiver disse que o foco da universidade era evitar novo escândalo e proteger o treinador.
Incidente após demissão levou a prisão e acordo judicial
Após perder o cargo, Moore foi até o apartamento de Shiver. O encontro terminou com ele ameaçando se machucar com facas e tesoura, segundo relatos policiais. A esposa dele, Kelli, ligou para a polícia. Moore foi preso em dezembro de 2025.
Ele enfrentou inicialmente acusações graves, como invasão de domicílio. Depois, aceitou acordo e se declarou inocente de duas contravenções: uso malicioso de telecomunicações em contexto doméstico e invasão de propriedade. Em abril de 2026, recebeu 18 meses de liberdade condicional e multa de cerca de mil dólares. Não houve prisão.
Detalhes sobre o relacionamento e desdobramentos
Shiver contou que o caso durou anos. Ela admitiu ter escondido a gravidez e o fim da relação em depoimentos iniciais. A entrevista desta sexta marca a primeira vez que ela fala publicamente sobre o bebê.
Moore, de 40 anos, é casado e pai de três filhos. Ele contestou parte das acusações e disse que Shiver teria ameaçado processá-lo se ele a demitisse. O caso ganhou nova visibilidade com as declarações dela. Advogados de Shiver não descartam ação civil contra Moore e a universidade.
Repercussão no programa de futebol da Michigan
O escândalo abalou o departamento atlético. A universidade reforçou políticas internas após a demissão. O time segue sob nova liderança. Não há informações sobre impacto direto nos resultados recentes.
Shiver destacou que a doença de Pompe complicou a decisão sobre a gravidez. Múltiplos médicos confirmaram o risco. Ela disse que Moore a orientou a priorizar a saúde.
- A relação começou meses após a contratação dela em 2022.
- A demissão de Moore ocorreu em 10 de dezembro de 2025.
- Acordo judicial foi fechado em março de 2026.
- Sentença saiu em 14 de abril de 2026.
- Entrevista ao ABC foi ao ar em 24 de abril de 2026.
O caso continua a gerar atenção na mídia esportiva americana. Shiver indicou que busca justiça e mudanças no ambiente de trabalho universitário. Moore cumpre o período de condicional sem novas ocorrências reportadas até o momento.

