Mãe e padrasto de bebê morto por agressões seguem presos em Campo Grande
A Justiça decidiu manter a prisão da mãe e do padrasto de um bebê de 1 ano e 8 meses que morreu nesta quinta-feira em Campo Grande. O casal havia sido preso em flagrante após a criança dar entrada na Santa Casa com lesões graves. A audiência de custódia ocorreu no mesmo dia da morte.
A conversão para prisão preventiva leva em conta a necessidade de preservar a ordem pública durante as investigações. O bebê foi internado na terça-feira com indícios claros de violência. Ele não resistiu aos ferimentos.
Decisão judicial converte prisão em flagrante
O juiz analisou o caso durante a audiência de custódia realizada nesta quinta-feira. A medida preventiva vale enquanto durar o inquérito policial. As autoridades consideram que a liberdade dos investigados poderia interferir nos trabalhos.
A mãe, de 31 anos, e o padrasto, de 23, permanecem à disposição da Justiça. Nenhum dos dois teve a identidade revelada oficialmente. A Polícia Civil segue com as apurações.
- Maus-tratos
- Lesão corporal
- Omissão de socorro
- Estupro de vulnerável
Bebê deu entrada com lesões graves na Santa Casa
A criança chegou ao hospital na terça-feira, dia 28. Equipes médicas notaram hematomas pelo corpo e sinais de possível violência sexual. O Samu já havia identificado parte das lesões durante o transporte.
Os médicos tentaram estabilizar o quadro nas últimas 48 horas. Apesar dos esforços, o bebê morreu na manhã desta quinta. O caso ganhou agravante grave com o óbito.
Versões da mãe apresentam contradições
A mãe relatou inicialmente que a criança havia caído e batido a cabeça. Ela não conseguiu explicar outras lesões encontradas no exame. Depois, mudou o relato sobre atendimentos médicos anteriores.
O Conselho Tutelar informou que não havia registro anterior de acompanhamento da família. A criança estava com a vacinação atrasada até o início deste ano. Não havia histórico de notificações de risco.
Vizinho relatou conhecimento de possíveis agressões
Um morador da região procurou a polícia e disse ter observado indícios de agressões antes. Ele não havia feito denúncia formal até então. As autoridades agora verificam o tempo exato dessas observações.
A investigação também apura a rotina da criança em casa. Laudos periciais devem apontar a causa precisa da morte e a extensão das lesões.
Investigação pode incluir crimes mais graves
Com a morte do bebê, os crimes iniciais podem evoluir. A Polícia Civil aguarda resultados de exames para definir se outros delitos, como homicídio, entram no inquérito. O trabalho conta com apoio do Instituto de Criminalística.
As equipes buscam ainda mais testemunhas e imagens de câmeras próximas. O caso tramita em segredo de Justiça para proteger a apuração.
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