Polícia identifica cinco suspeitos de abuso contra duas crianças em São Paulo

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A Polícia Civil investiga um caso de estupro coletivo contra duas crianças, de 7 e 10 anos, no bairro União de Vila Nova, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. O crime ocorreu no dia 21 de abril, mas só chegou ao conhecimento das autoridades no dia 24. Cinco suspeitos foram identificados, quatro adolescentes e um adulto. Três adolescentes já foram apreendidos, sendo dois na capital paulista e um em Jundiaí, na Grande São Paulo.

O 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, conduz as investigações. Segundo o subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, familiares das vítimas demoraram a denunciar o caso por medo. Nesse período, supostos vídeos dos abusos começaram a circular nas redes sociais, provocando indignação entre moradores da região.

Cronologia do caso e primeira resposta ao crime

O crime data de 21 de abril. As vítimas, de 7 e 10 anos, residem no bairro União de Vila Nova. Três dias depois, em 24 de abril, o caso chegou ao conhecimento das autoridades. No mesmo dia, vídeos começaram a circular nas redes sociais. Na tarde de 1º de maio, manifestantes realizaram um protesto pelas ruas do bairro contra o crime.

Após a identificação das vítimas, o Conselho Tutelar passou a acompanhar o caso e acionou a rede de proteção municipal. A criança de 10 anos foi levada com familiares para um equipamento da prefeitura. A outra vítima, de 7 anos, passou a ficar sob os cuidados do pai, em outro município, com acompanhamento do Conselho Tutelar. Ambas receberam atendimento de saúde e foram encaminhadas a um hospital de referência.

Identificação dos suspeitos e buscas contínuas

Dos cinco suspeitos identificados, quatro são adolescentes e um é adulto. Três adolescentes foram apreendidos até o momento — dois na capital paulista e um em Jundiaí. As buscas continuam para localizar os outros dois suspeitos.

De acordo com a denúncia, os suspeitos teriam gravado ao menos cinco vídeos com imagens e áudios dos abusos. Uma das vítimas ficou desaparecida por três dias após o ocorrido, segundo apuração de veículos de imprensa. A divulgação dos vídeos nas redes sociais intensificou a reação dos moradores da região.

Os seguintes pontos marcam o andamento do caso:

  • Cinco suspeitos identificados no total
  • Três adolescentes apreendidos até agora
  • Dois suspeitos ainda procurados pelas autoridades
  • Ao menos cinco vídeos dos abusos gravados pelos suspeitos
  • Uma vítima desaparecida por três dias após o crime

Suporte às vítimas e ação das autoridades

O Conselho Tutelar e os serviços sociais municipais atuaram rapidamente após a identificação das vítimas. Uma menina de 10 anos recebeu acolhimento em um equipamento da prefeitura. A criança de 7 anos foi encaminhada aos cuidados do pai em outro município, com monitoramento contínuo do Conselho Tutelar. Ambas tiveram acesso a atendimento de saúde especializado e foram encaminhadas a um hospital de referência por programa municipal.

As famílias também foram acolhidas por serviços sociais. O subprefeito de São Miguel Paulista, em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que toda a rede de proteção foi acionada após a identificação das crianças. Ele informou que as vítimas estão recebendo acompanhamento integral desde o conhecimento do caso pelas autoridades.

Resposta jurídica e continuidade das investigações

As advogadas Nathália Vieira, Fernanda Rosa, Maria Eduarda Ferrari e Eloa Romeiro, que representam os interesses da família de uma das vítimas, afirmaram que a família está sendo respaldada em todos os âmbitos necessários. Em nota enviada à imprensa, as defensoras informaram que serão adotadas todas as medidas cabíveis para a responsabilização dos envolvidos. A defesa acompanhará de perto o andamento do inquérito policial e adotará providências na futura ação penal para assegurar que a justiça seja alcançada.

A Secretaria da Segurança Pública informou que as investigações seguem para localizar todos os envolvidos e esclarecer completamente o caso. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos adolescentes apreendidos. A Polícia Civil continua buscando pelos dois suspeitos ainda não localizados e trabalhando na coleta de provas relacionadas aos vídeos divulgados nas redes sociais.