Suspeito de matar menino de 8 anos é alvejado dentro de ambulância em SP

Luan, suspeito de agredir e matar o enteado

Luan, suspeito de agredir e matar o enteado - Reprodução

Luan Henrique Silva de Almeida, de 31 anos, conhecido como “Fuzil”, foi baleado dentro de uma ambulância no sábado em Praia Grande após ser socorrido por ferimentos no braço. O homem era suspeito de agredir e matar Arthur Kenay Andrade de Oliveira, menino de 8 anos que morreu na sexta-feira com lesões compatíveis com maus-tratos. Conforme a Polícia Civil, durante o atendimento do Samu, um homem forçou a abertura das portas da ambulância e disparou contra o suspeito, que fugiu em seguida.

A morte de Arthur ocorreu após o menino dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento em Cubatão, no bairro Jardim Casqueiro, na noite de sexta-feira. Os médicos identificaram lesões de unha no pescoço e lábio, além de hematomas e manchas roxas em abdômen, tórax, dorso, membros inferiores e nádegas. O garoto chegou em parada cardiorrespiratória e não resistiu às tentativas de reanimação.

Primeiras versões e mudanças na narrativa

A mãe de Arthur relatou inicialmente que encontrou o filho caído no banheiro após ter ido tomar banho a pedido do padrasto. Ela afirmou que estava cochilando e levou a criança para a UPA em um carro de aplicativo. Durante o registro do boletim de ocorrência na delegacia, a mulher apresentou uma versão diferente dos fatos.

Conforme a segunda narrativa, ela estava em um salão de beleza fazendo cílios quando o companheiro chegou dizendo que o filho estava desfalecido no carro. O casal então levou a criança até a UPA de Cubatão. Durante o trajeto, a mãe questionou o padrasto sobre o ocorrido, mas ele não respondeu.

Após deixar o menino na unidade de saúde, “Fuzil” retornou para casa a fim de buscar documentação. Ele deixou os papéis com a irmã da mãe e desapareceu. A mulher relatou que o companheiro parou de responder as mensagens.

Confirmação de testemunhas e evidências

Uma testemunha, proprietária do salão de beleza, confirmou a segunda versão durante depoimento na Delegacia de São Vicente. A mulher atestou que a mãe de Arthur estava no local quando o padrasto chegou com a mensagem sobre o menino estar desfalecido.

A análise de imagens de câmeras de segurança do prédio reforçou a segunda versão apresentada pela mãe. As gravações mostraram que ela havia saído do imóvel horas antes do padrasto deixar o apartamento carregando a criança.

Sequência de eventos no litoral

O caso iniciou com o registro na Delegacia de Cubatão na sexta-feira e foi encaminhado para investigação em São Vicente no mesmo dia. No sábado, conforme a Polícia Civil, Luan estava no bairro Ribeirópolis quando foi atingido por um tiro no braço. O Samu foi acionado para o atendimento.

Durante o transporte à Unidade de Pronto Atendimento Samambaia, um homem aproximou-se da ambulância, forçou a abertura das portas e efetuou novos disparos contra o suspeito. O autor dos disparos conseguiu fugir. As circunstâncias do confronto dentro da ambulância seguem sob investigação.

Informações sobre a investigação

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que a Polícia Civil investiga a morte de Arthur como homicídio. A residência onde a criança morava foi periciada e imagens de câmeras de segurança foram apreendidas. O registro foi formalizado como homicídio na Delegacia de Polícia de Cubatão.

Os investigadores coletaram depoimentos de:

  • Mãe da vítima
  • Proprietária do salão de beleza
  • Equipe médica da UPA
  • Testemunhas do caso

A polícia trabalha para esclarecer todas as circunstâncias do crime e completar a investigação. As imagens de monitoramento do prédio e do entorno constituem elementos-chave para o inquérito, junto com os depoimentos coletados.