Álvaro Pacheco aciona Justiça contra Vasco para cobrar dívida de R$ 3,1 milhões

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Bandeira do Vasco em São Januário Foto: Bandeira do Vasco em São Januário - Foto: Matheus Lima/Vasco

O ex-técnico do Vasco, Álvaro Pacheco, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro para cobrar uma dívida milionária do clube. O treinador português solicita o pagamento de € 564.873,19, o que corresponde a cerca de R$ 3,1 milhões na cotação atual. A cobrança ocorre após uma passagem relâmpago do profissional por São Januário. Segundo a defesa do técnico, o valor já possui reconhecimento por parte da Fifa.

A disputa jurídica é um desdobramento direto da demissão ocorrida após apenas quatro partidas no comando da equipe. Na época da contratação, em 2024, o contrato previa uma multa rescisória baseada nos salários integrais até o fim do vínculo. O montante estipulado originalmente era de € 650 mil. O atual processo tenta recuperar a parcela que o treinador considera devida pelo período em que esteve vinculado ao Gigante da Colina.

Histórico de tentativas de recebimento e decisões da Fifa

O imbróglio financeiro entre as partes não é inédito nos tribunais esportivos internacionais. Anteriormente, o profissional já havia recorrido à instância máxima do futebol mundial para tentar garantir valores contratuais. Em 2025, o treinador acionou a Fifa para cobrar € 524 mil referentes a salários que ele teria direito até o encerramento oficial do compromisso assinado anteriormente.

Naquela ocasião, a entidade máxima do futebol negou o pedido do português e deu ganho de causa ao clube carioca. O Vasco não precisou arcar com os custos solicitados naquele momento específico. Agora, a nova movimentação judicial no Rio de Janeiro foca no reconhecimento da dívida sobre a multa rescisória. O valor atual de R$ 3,1 milhões é a peça central da petição apresentada aos magistrados brasileiros nesta semana.

Números e detalhes do contrato de Álvaro Pacheco

A estrutura financeira do acordo firmado entre o treinador e a diretoria vascaína apresentava cláusulas rígidas sobre a interrupção precoce do trabalho. O treinador recebia valores compatíveis com o mercado internacional e exigiu garantias para a mudança ao Brasil.

  • Multa rescisória original: € 650 mil (R$ 3,7 milhões na época).
  • Valor cobrado atualmente: € 564 mil (R$ 3,1 milhões).
  • Jogos comandados: 4 partidas oficiais.
  • Gols marcados sob seu comando: 1 gol.
  • Gols sofridos no período: 10 gols.
  • Aproveitamento em campo: 8,3% (três derrotas e um empate).

Desempenho esportivo motivou demissão precoce no Rio

A passagem de Álvaro Pacheco pelo Rio de Janeiro durou poucas semanas e foi marcada por resultados negativos imediatos. O treinador desembarcou em maio com a missão de reestruturar o futebol da equipe, mas a estreia foi traumática. O comandante português esteve à beira do gramado na goleada de 6 a 1 sofrida diante do Flamengo. Aquele resultado abalou a confiança interna no projeto recém-iniciado e pressionou a diretoria por mudanças rápidas.

Após o clássico, o time não conseguiu apresentar evolução tática satisfatória nos confrontos seguintes. O único ponto conquistado pelo técnico foi em um empate contra o Cruzeiro. As outras três apresentações terminaram com derrotas para o adversário, culminando no desligamento do profissional. O balanço final de dez gols sofridos em apenas quatro jogos selou o destino do técnico. A saída repentina gerou o conflito sobre como o pagamento da multa deveria ser efetuado, resultando na atual briga judicial.

Próximos compromissos do Vasco no Campeonato Brasileiro

Enquanto lida com os problemas jurídicos nos bastidores, o elenco do Vasco mantém o foco na disputa nacional. A equipe carioca se prepara para enfrentar o Athletico-PR pela 15ª rodada do Brasileirão de 2026. O confronto está marcado para o próximo domingo, às 20h30, no estádio de São Januário.

A diretoria do clube ainda não se manifestou oficialmente sobre os detalhes da nova ação judicial movida por Pacheco. O departamento jurídico deve apresentar a defesa nos próximos dias para contestar os valores ou solicitar um parcelamento. O clube busca evitar bloqueios de contas que possam comprometer o fluxo de caixa para contratações na próxima janela de transferências.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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