Aos 72 anos, morre Oswaldinho do Acordeon após 60 anos de música

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Oswaldinho do Acordeon - Divulgação Foto: Oswaldinho do Acordeon - Divulgação

O sanfoneiro, cantor e compositor Oswaldo de Almeida e Silva, conhecido como Oswaldinho do Acordeon, morreu neste domingo (25), aos 72 anos, no Brasil. O falecimento encerra uma trajetória de 60 anos de carreira fonográfica, na qual o instrumentista se destacou por unir o forró e ritmos nordestinos ao jazz, blues, rock e música erudita.

A informação sobre a morte foi divulgada nas redes sociais pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo do músico, e pelo radialista Orlando Camboim. Nenhum dos dois informou a causa do óbito. Artistas brasileiros manifestaram pesar pela perda ainda no domingo. “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”, afirmou o cantor e compositor Chico César. O guitarrista Nelson Faria também se pronunciou sobre o acordeonista: “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta”.

Quem foi Oswaldinho do Acordeon e como começou na música?

Nascido no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), Oswaldo de Almeida e Silva mudou-se com a família para a cidade de São Paulo (SP), onde cresceu ao som da sanfona e aprendeu a tocar o instrumento de forma autodidata. Ele era filho do sanfoneiro baiano Pedro de Almeida e Silva, conhecido como Pedro Sertanejo (1927–1997), um dos responsáveis pela difusão do forró na capital paulista. Durante a infância e a juventude, Oswaldinho conviveu diretamente na casa do pai com nomes históricos da música nordestina, como Luiz Gonzaga (1912–1989), Dominguinhos (1941–2013) e Sivuca (1930–2006), aperfeiçoando posteriormente sua técnica com aulas de diversos professores até conseguir extrair diferentes efeitos do instrumento.

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As datas que marcaram o início de vida e a estreia profissional do músico incluem os seguintes registros:

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  • 5 de junho de 1954: nascimento de Oswaldo de Almeida e Silva em Duque de Caxias (RJ).
  • 1963: estreia no mercado fonográfico aos 9 anos de idade, como convidado em um disco do pai, Pedro Sertanejo.
  • 1966: lançamento do primeiro single solo aos 12 anos de idade, marco inicial de suas seis décadas de carreira fonográfica.
  • 25 de outubro de 2026: falecimento do artista aos 72 anos.

Discografia de Oswaldinho do Acordeon na década de 1970

A produção de álbuns de Oswaldinho do Acordeon ganhou sequência na década de 1970, em gravadoras voltadas ao repertório popular e nordestino. Os discos lançados pelo músico naquele período foram:

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  • “Fantástico Oswaldo Silva” (1973), editado pela gravadora Tropicana.
  • “Só quero um xodó” (1974), lançado pela gravadora Tropicana.
  • “Oswaldinho” (1975), também pelo selo Tropicana.
  • “Forró pop” (1977), distribuído pela companhia fonográfica Copacabana.
  • “Lágrimas de namorados” (1978), lançado pela Copacabana.
  • “Natureza” (1979), editado pela Copacabana.

Projeção internacional de Oswaldinho do Acordeon e últimos dados

A projeção internacional do instrumentista ocorreu a partir de 1981, quando lançou o álbum “Forró in concert” pela gravadora Continental, trabalho que abriu espaço para apresentações em festivais europeus. Nas décadas seguintes, o músico manteve a proposta de fundir a tradição nordestina com outras vertentes musicais em obras como “Asa branca blues”, de 2002, e “Forró chorado”, lançado em 2011. Entre esses dois projetos, em 2004, ele se reuniu aos antigos frequentadores da casa de seu pai, Dominguinhos e Sivuca, para a gravação em trio do disco “Cada um belisca um pouco”, editado pela gravadora Biscoito Fino.

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Até a última atualização das informações divulgadas por amigos próximos, a cidade exata onde ocorreu o falecimento de Oswaldinho do Acordeon não havia sido confirmada. Os horários e locais do velório e do sepultamento do músico também não foram divulgados.

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Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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