Uma operação policial contra um esquema de furto e roubo de veículos começou na manhã desta quinta-feira (14) em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas. Agentes cumprem mandados de prisão e de busca em sete municípios da região. A ação busca desarticular um grupo suspeito de adulterar veículos e lavar dinheiro.
O trabalho mobiliza forças de segurança pública e o Ministério Público. Equipes atuam desde o início do dia em diferentes endereços.
Mandados são cumpridos em sete cidades mineiras
Ao todo, a Justiça expediu oito mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão. A 3ª Vara Criminal de Divinópolis autorizou os documentos. As diligências ocorrem em Divinópolis, Nova Serrana, Itapecerica, Campo Belo, Passa Tempo, Pará de Minas e Belo Horizonte.
- Divinópolis concentra a maior parte das ações
- Nova Serrana e Pará de Minas recebem equipes específicas
- Itapecerica, Campo Belo e Passa Tempo têm buscas pontuais
- Belo Horizonte registra ao menos uma diligência
Policiais usam viaturas e duas aeronaves no apoio aéreo. O sobrevoo ajuda no monitoramento de áreas maiores.
Investigação começou em 2025 e avança agora
O trabalho de inteligência durou meses. A primeira fase da operação ocorreu no ano passado. Naquele momento, agentes já haviam cumprido outros mandados e reunido provas. Agora, a segunda etapa foca na execução simultânea dos novos pedidos judiciais.
O objetivo principal é recolher documentos, celulares, computadores e bens que possam ter origem criminosa. Os investigadores miram ainda a adulteração de placas e chassis, a receptação de carros roubados e a associação para praticar esses delitos.
Forças envolvidas somam mais de 130 profissionais
A ação conta com a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Penal. O Ministério Público participa por meio da 13ª Promotoria de Justiça e do Gaeco, grupo especializado no combate ao crime organizado. Um promotor e dois servidores do MP acompanham as equipes em campo.
Participam 80 policiais militares, 47 civis e seis penais. No total, 37 viaturas e duas aeronaves dão suporte logístico. A estrutura permite cobertura simultânea em municípios distantes.
O nome Purgato faz referência ao sentido de limpar ou retirar o que é irregular. A ideia é restabelecer a ordem pública ao retirar de circulação pessoas e objetos ligados ao esquema.
Suspeitos respondem por vários crimes
Além dos furtos e roubos de veículos, o grupo é investigado por lavagem de capitais. A adulteração de sinais identificadores aparece como um dos métodos usados para esconder a origem dos automotores. A receptação e a formação de quadrilha completam o rol de acusações.
As buscas buscam material que comprove o fluxo financeiro ilegal. Documentos de transferência, notas fiscais falsas e registros de contas em nome de laranjas estão entre os itens prioritários.
Ação ocorre em dia útil para reduzir riscos
A escolha da manhã de quinta-feira permite encontrar os alvos em casa ou em locais de trabalho. O movimento nas ruas ainda é moderado nesse horário, o que facilita o deslocamento das equipes e diminui o risco de confronto. Até o momento, a operação transcorre sem registros de incidentes.
Moradores de bairros periféricos de Divinópolis relataram o movimento de viaturas e o barulho de helicópteros. O tráfego em algumas ruas sofreu alterações pontuais por causa dos bloqueios.
Operação reforça combate ao crime veicular na região
O Centro-Oeste de Minas registra aumento de queixas de roubo de carros nos últimos anos. Grupos atuam com ferramentas eletrônicas para desativar alarmes e clonam placas rapidamente. A venda de peças no mercado paralelo alimenta a cadeia.
As forças de segurança afirmam que ações como esta interrompem o ciclo. A retirada de veículos recuperados e a prisão de integrantes enfraquecem a logística do grupo.
- Centralinas e ferramentas para arrombamento são alvos frequentes
- Veículos com sinais adulterados aparecem em buscas anteriores
- Documentação falsa ajuda na revenda ilegal
A apuração continua nas próximas semanas. Novos desdobramentos dependem do material recolhido nesta etapa.

