Mergulho em caverna nas Maldivas termina com morte de cinco italianos

Muriel Oddenino, Giorgia Sommacal ,e Monica MontefalconeMuriel Oddenino, Giorgia Sommacal ,e Monica Montefalcone

Muriel Oddenino, Giorgia Sommacal ,e Monica Montefalcone - Foto: LinkedIn, Instagram e Universidade de Gênova

Cinco italianos morreram durante um mergulho em uma caverna subaquática no Atol de Vaavu, nas Maldivas. O incidente ocorreu na quinta-feira (14). As autoridades recuperaram um corpo ainda naquele dia. Equipes locais iniciaram nesta sexta-feira (15) uma nova fase da operação para resgatar os demais.

O Ministério das Relações Exteriores da Itália confirmou as mortes. O grupo explorava cavernas a cerca de 50 metros de profundidade quando desapareceu. Um porta-voz do governo das Maldivas descreveu a caverna como um local de acesso extremamente restrito. Mesmo mergulhadores experientes evitam entrar ali com frequência.


Mergulho, mergulhadores -Kichigin/shutterstock.com

Resgate avança em condições difíceis

Equipes de mergulhadores das Maldivas retomaram as buscas nesta sexta. Elas contam com apoio de barcos e um especialista italiano. O embaixador da Itália acompanha os trabalhos a bordo de um navio. Condições climáticas adversas podem atrasar o acesso à caverna.

Um corpo foi localizado na quinta à tarde a cerca de 60 metros de profundidade. As buscas iniciais não encontraram os outros quatro mergulhadores. Autoridades indicam que eles podem estar no mesmo ponto dentro da estrutura subaquática. A operação é considerada de alto risco por causa da profundidade e da configuração da caverna.

  • Mergulhadores das Forças de Defesa Nacionais das Maldivas lideram a ação
  • Um especialista italiano auxilia nas decisões técnicas
  • O embaixador da Itália está presente no local das buscas
  • Autoridades preparam mergulho de avaliação do acesso
  • Famílias das vítimas recebem apoio consular da Embaixada

Vítimas incluíam professora e instrutores

Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, estava no grupo. A filha dela, Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica, também participava. Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim, completava o time feminino. Os instrutores Gianluca Benedetti, de Pádua, e Federico Gualtieri, de Borgomanero, guiavam o mergulho.

O grupo saiu para um mergulho matinal perto de Alimathaa. Eles não retornaram ao meio-dia. O alerta amarelo de mau tempo estava em vigor na região. As Maldivas registram grande fluxo de turistas que buscam pontos de mergulho remotos.

Investigação apura circunstâncias do acidente

As autoridades das Maldivas investigam o caso. O Ministério italiano acompanha os trabalhos. Nenhuma causa oficial foi divulgada até o momento. Especialistas apontam que mergulhos em cavernas a essa profundidade exigem equipamentos específicos e treinamento avançado.

O Atol de Vaavu atrai mergulhadores do mundo inteiro por suas formações de coral. O arquipélago tem mais de mil ilhas espalhadas pelo Oceano Índico. Muitos turistas optam por barcos safari com hospedagem a bordo para explorar locais mais afastados.

Operação mobiliza recursos locais e internacionais

Barcos e aeronaves participaram da primeira fase das buscas. Um segundo mergulho ocorreu na sexta. O governo das Maldivas mantém contato direto com a Itália. Possibilidade de pedido de ajuda internacional existe caso as condições piorem.

A Embaixada da Itália no Sri Lanka presta assistência às famílias. O Ministério das Relações Exteriores italiano informou que um especialista viajou para apoiar a guarda costeira local. As buscas continuam com foco na segurança da equipe de resgate.

O incidente é descrito como o pior acidente de mergulho registrado no país em um único evento. As Maldivas dependem do turismo de mergulho como importante fonte de receita. Autoridades reforçam que a maioria das atividades ocorre em áreas controladas e com guias credenciados.

Perfil das vítimas reforça experiência do grupo

Monica Montefalcone atuava como pesquisadora na área marinha. Sua filha Giorgia seguia carreira ligada à biomedicina. Muriel Oddenino trabalhava em projetos de pesquisa na Itália. Os dois instrutores tinham formação em biologia marinha e experiência em mergulho. O grupo viajou a bordo do barco Duke of York.

Nenhum detalhe sobre possíveis problemas técnicos ou falhas operacionais foi liberado. A investigação deve durar dias. Peritos analisam condições do mar, equipamentos usados e planejamento do mergulho.