Yoshi domestica criaturas em novo exclusivo da Nintendo para Switch 2
O novo exclusivo da Nintendo para Switch 2 transforma Yoshi em protagonista de uma aventura envolvida em páginas de um livro mágico. Com mais de sessenta criaturas para domesticar e uma mecânica centrada em experimentação, o jogo apresenta uma abordagem inovadora no gênero de plataforma. Lançado em 21 de maio de 2026, “Yoshi and the Mysterious Book” consolida a filosofia de design lúdico que a fabricante japonesa vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos, deixando para trás as fórmulas repetitivas que marcaram gerações anteriores.
A Good-Feel, estúdio responsável pelo título, oferece uma experiência bem estruturada onde o objetivo principal transcende o simples avançar de fases. Cada criatura possui comportamentos únicos a serem descobertos por meio de experimentação, criando um método científico aplicado de forma natural e intuitiva, especialmente adequado para crianças pequenas que aprendem enquanto exploram.
Domesticar para resolver mistérios
Yoshi retorna à Ilha de Yoshi, onde o grimório encantado Mysterius busca sua identidade após um longo período de cativeiro com Bowser. Organizado por biomas, cada mundo apresenta uma criatura específica cujos comportamentos devem ser descobertos através da interação. As ações incluem lamber, engolir, esmagar, alimentar, guiar, arranhar, arremessar, molhar, grudar e coletar, dependendo da zona explorada.
Um exemplo prático ocorre cedo no jogo: encontrar criaturas semelhantes a dentes-de-leão que espalham esporos. O jogador aprende que elas grudam em objetos, enfraquecem pedras e absorvem água para inchar. A partir daí, raciocínios simples mas satisfatórios emergem: usar uma maçã como meio para transportar esporos até uma pedra para ser destruída funciona perfeitamente, abrindo caminho para dezenas de combinações similares.
Estrutura de fases e progressão
Aproximadamente sessenta fases únicas representam uma enorme variedade de ideias de jogabilidade. Cada uma centra-se em uma criatura específica, dispensando cadernos de missão ou marcadores destacados. O design de jogos aqui dispensa qualquer orientação explícita; através da interação com os animais, o jogador entende instintivamente qual direção seguir.
A progressão é gradual e flexível. Enquanto alguns buscam completar tudo, coletando todas as notas nas páginas de Mysterius, outros podem simplesmente avançar sem pressão. Jogadores mais jovens podem pressionar o botão L para receber breves dicas caso fiquem presos, mantendo a experiência totalmente opcional. Fases curtas e longas se misturam perfeitamente, alternando entre:
- Sequências contemplativas focadas em exploração
- Desafios de plataforma acelerados exigindo precisão
- Batalhas temáticas com dinâmica Beyblades realista
- Quebra-cabeças ambientais com múltiplas soluções
- Variações desbloqueáveis onde espécies invasoras alteram interações
Desafios ergonômicos e controle
Alguns problemas ergonômicos menores afetam a diversão geral. Controlar criaturas é desorientador nas primeiras tentativas, e o jogo economiza tutoriais mesmo no início. Consultar os controles no menu de pausa torna-se necessário. Além disso, animais difíceis de controlar — especialmente aqueles que se movem automaticamente — exigem prática para fazer curvas precisas e recuperar segredos esquecidos.
Manipular o mundo do jogo para posicionar ferramentas e resolver quebra-cabeças às vezes se torna tedioso devido ao tamanho das fases e inúmeras criaturas saltitantes invadindo o caminho. Um mouse para controle tipo apontar-e-clicar seria ideal, mas isso reinventaria toda a estrutura do jogo. Felizmente, poucos quebra-cabeças são realmente complicados; os desafios de precisão, porém, podem deixar o jogador furioso após falhas consecutivas.
Direção de arte e trilha sonora
O estilo visual adota um desenho à mão inspirado na lã de “Yoshi’s Woolly World” e no papelão de “Yoshi’s Crafted World”. Áreas charmosas e coloridas combinam com animações cheias de personalidade e poesia, mesmo quando massacrando fauna local em busca de combinações bizarras. No modo portátil, pequenos artefatos visuais aparecem devido à resolução reduzida, enquanto a versão para TV permanece mais otimizada com raríssimas quedas de desempenho.
A trilha sonora é fantástica. A Good-Feel oferece temas com variações inúmeras dependendo da localização, progresso e dinâmica na tela, resultando em uma sequência de músicas cativantes que se tornam essenciais do repertório da editora. O tema de surf rock das criaturas gigantes em fuga parece ter saído diretamente de uma coletânea de grandes sucessos da Nintendo. Pássaros canoros e moluscos musicais colocam música no centro de suas vidas, gerando dose perfeita de alegria para retomar o foco após quebra-cabeças difíceis.
Conteúdo desbloqueável e rejogabilidade
A meta de completar 100% do jogo se mostra assustadora após vinte horas iniciais. A Good-Feel adicionou reviravoltas: quase todos os níveis desbloqueiam variações onde espécies invasoras invadem territórios de outras, sugerindo novas interações. Essas sequências são bem mais curtas, formato bem-vindo para remixes, já que um nível padrão leva facilmente de dez a quinze minutos se explorado com atenção.
Uma mancha de tinta flutuante indica novas descobertas, recompensando com runas — moedas encontradas ao longo do jogo que desbloqueiam pistas caso o jogador fique realmente preso. Na metade do jogo, investir em flores mágicas — itens colecionáveis escondidos atrás de quebra-cabeças ou interações secretas — desbloqueia elementos de interface e personalização com radares, bioscanners, cronômetros, termômetros e muito mais. Esses indicadores são adições cosméticas para aprimorar o aspecto de “método científico”, permanecendo totalmente opcionais.
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