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Horizon: An American Saga – Chapter 1 com Kevin Costner chega hoje ao catálogo do Prime Video

Horizon an American saga
Foto: Horizon an American saga - Divulgação/Prime Video

O filme de faroeste dirigido e estrelado por Kevin Costner encontrou uma nova plataforma de distribuição para tentar alcançar o público que ignorou sua passagem pelas salas de cinema. A produção Horizon: An American Saga – Chapter 1 estreou nesta segunda-feira no catálogo do Prime Video. O lançamento ocorre quase dois anos depois da exibição original nos cinemas mundiais, onde o projeto registrou arrecadação muito abaixo do esperado pelos investidores. A chegada ao streaming faz parte da estratégia da Warner Bros. Pictures para recuperar o investimento na obra de época.

A produção audiovisual gerou forte expectativa na indústria cinematográfica por causa do histórico do diretor com produções de época americanas. O cineasta investiu recursos próprios e dedicou anos de trabalho para tirar a saga do papel, dividindo o enredo em capítulos planejados para o cinema. O resultado comercial da primeira parte frustrou os planos de distribuição imediata das sequências na época. A chegada ao serviço de streaming busca atrair os espectadores que preferem assistir a longas-metragens extensos no ambiente doméstico.

Longa-metragem explora a expansão do oeste americano durante a guerra civil

A narrativa de Horizon: An American Saga – Chapter 1 acompanha a expansão territorial dos Estados Unidos durante um período de profunda divisão interna no país norte-americano. O roteiro foi construído por Kevin Costner em parceria com Jon Baird para mostrar os conflitos gerados pela colonização de terras habitadas por povos nativos. A história se desenvolve ao longo de quatro anos, cobrindo o período da Guerra Civil Americana entre os anos de 1861 e 1865.

O enredo acompanha a jornada de diferentes grupos de pessoas que tentam construir assentamentos na região da fronteira estadunidense sob constantes ameaças externas e internas. Famílias inteiras enfrentam o isolamento geográfico e as condições climáticas severas enquanto soldados se preparam para os combates militares do período. O roteiro busca retratar as motivações dos pioneiros que arriscaram a própria vida em busca de propriedades rurais no território desconhecido.

A produção aborda a perda de territórios indígenas e a violência gerada pela corrida pelo ouro e pela posse de propriedades. Os personagens enfrentam dilemas éticos em uma região sem leis consolidadas, onde a força física definia a posse das terras disputadas. O diretor utilizou locações amplas para transmitir o sentimento de isolamento e a escala geográfica da migração norte-americana.

Kevin Costner interpreta protagonista solitário em meio ao elenco de estrelas

O diretor Kevin Costner lidera a produção no papel de Hayes Ellison, um vaqueiro com estilo de vida solitário que acaba envolvido nas disputas de terras da fronteira. A escolha do papel reforça a ligação do artista com produções de faroeste, ambiente que marcou seus principais sucessos na indústria cinematográfica. O personagem atua como o fio condutor que conecta diferentes núcleos de moradores da região em desenvolvimento.

O elenco conta com diversos nomes conhecidos do público de cinema e séries de televisão americana, reunindo profissionais de diferentes gerações em papéis de destaque na trama. A Warner Bros. Pictures reuniu os seguintes atores para a produção do primeiro capítulo:

  • Sienna Miller
  • Sam Worthington
  • Giovanni Ribisi
  • Abbey Lee
  • Will Patton
  • Jena Malone
  • Michael Rooker
  • Danny Huston
  • Luke Wilson
  • Jeff Fahey
  • Isabelle Fuhrman
  • Ella Hunt

Os atores dão vida a soldados, comerciantes, fazendeiros e imigrantes que cruzam o caminho do vaqueiro Hayes Ellison ao longo da história da fronteira. Cada núcleo familiar apresenta uma visão diferente sobre o processo de construção dos Estados Unidos, mostrando rivalidades que afetam os assentamentos rurais.

Crítica internacional recebeu o projeto com avaliações moderadas

A produção de Kevin Costner enfrentou resistência dos especialistas de cinema logo após a primeira exibição pública oficial do material finalizado. O filme teve sua estreia mundial realizada durante o Festival de Cannes, na França, onde os jornalistas de entretenimento publicaram as primeiras análises sobre a estrutura narrativa do projeto de faroeste. As opiniões divergentes apontaram problemas no ritmo do roteiro por causa da divisão da história em episódios longos.

O longa-metragem registra atualmente uma aprovação de 51% na plataforma agregadora de críticas Rotten Tomatoes, índice considerado baixo para os padrões do diretor. A pontuação coloca Horizon: An American Saga – Chapter 1 entre os trabalhos menos votados da carreira do cineasta no gênero de faroeste. Os analistas destacaram que o filme funciona mais como uma introdução detalhada de personagens do que como uma história com conclusão própria. O público geral demonstrou reações semelhantes nas redes de monitoramento de audiência.

As críticas positivas elogiaram a beleza visual das cenas externas e a trilha sonora instrumental que acompanha os momentos de tensionamento na fronteira. Os defensores da obra argumentam que o formato clássico agrada aos fãs tradicionais do gênero cinematográfico americano. A recepção mista influenciou diretamente o comportamento dos consumidores, afastando potenciais espectadores dos cinemas nas semanas seguintes ao lançamento nas salas comerciais.

Trajetória do diretor inclui sucessos históricos no gênero de faroeste

A escolha do tema de Horizon: An American Saga – Chapter 1 reflete a identificação profissional de Kevin Costner com as narrativas que explicam a formação territorial americana. O profissional possui um histórico de produções premiadas que utilizam o cenário do Velho Oeste como plano de fundo para dramas humanos complexos. Essa ligação com o gênero começou a se consolidar na década de 1980, quando o ator participou de produções de grandes estúdios de Hollywood.

O cineasta alcançou o auge da carreira com o lançamento do filme Dances with Wolves em 1990, projeto que venceu o Oscar de melhor filme e melhor diretor. A produção consagrou o estilo de direção do artista, caracterizado pelo uso de planos abertos e atenção aos detalhes das culturas retratadas. Anos depois, o ator voltou a atuar no ambiente de fronteira em produções como Wyatt Earp, lançada em 1994, e Open Range, que chegou aos cinemas no ano de 2003.

O histórico favorável motivou o financiamento independente do novo projeto após a recusa de grandes estúdios em arcar com os custos totais da obra. O diretor hipotecou propriedades para garantir o início das filmagens da primeira parte da saga americana. A estratégia de distribuição atual no Prime Video tenta resgatar o prestígio do realizador entre os assinantes de serviços de internet.