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Mulher de 24 anos é detida em Rio Preto após aposentado de 63 ser morto com 56 facadas

Rua da Vila Mossoró, em São José do Rio Preto (SP), onde aposentado foi encontrado morto por mais de 50 facadas, sobre a cama, na tarde de domingo (24): mulher admitiu ter desferido os golpes na vítima — Google Street View/Reprodução
Foto: Rua da Vila Mossoró, em São José do Rio Preto (SP), onde aposentado foi encontrado morto por mais de 50 facadas, sobre a cama, na tarde de domingo (24): mulher admitiu ter desferido os golpes na vítima — Google Street View/Reprodução

Uma mulher de 24 anos foi detida no domingo (24) em São José do Rio Preto, suspeita de assassinar um aposentado de 63 anos, Marco Tomé de Souza. O crime brutal ocorreu na tarde do mesmo dia, no bairro Vila Mossoró, onde a vítima foi encontrada morta com 56 facadas. A suspeita já estava no local quando policiais militares chegaram e confessou o ataque fatal. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado, com desdobramentos esperados nos próximos dias. Familiares da vítima também estiveram na cena do crime, contidos pelos agentes.

Detalhes da ocorrência e confissão

Policiais militares foram acionados por volta das 17h de domingo (24) para atender uma solicitação de socorro em uma residência na Rua Jório Basso, no bairro Vila Mossoró. Ao chegarem ao endereço, os agentes encontraram a mulher de 24 anos no imóvel. Ela relatou aos policiais ter se desentendido com o proprietário da residência, Marco Tomé de Souza. Em seguida, a mulher confessou que havia golpeado a vítima repetidamente com uma faca, causando sua morte no local.

Os policiais procederam com a revista do imóvel e a coleta das primeiras informações. O cenário indicava a violência do ato. A confissão imediata da suspeita foi um ponto crucial para o andamento da investigação. Ela foi prontamente detida em flagrante pelas autoridades. A ação rápida da polícia garantiu a prisão da principal suspeita, evitando uma possível fuga.

Perícia identifica 56 golpes e condição da vítima

No interior da casa, as equipes policiais localizaram o aposentado Marco Tomé de Souza. Ele estava caído sobre a cama, coberto por um cobertor e com um travesseiro sobre o rosto. O homem já não apresentava sinais vitais. Havia uma grande quantidade de sangue espalhada pela cama e no corpo da vítima, evidenciando a agressão sofrida.

A perícia técnica foi acionada e realizou os procedimentos no local do crime. O laudo preliminar da perícia apontou que Marco Tomé de Souza foi atingido por 56 golpes de faca. A brutalidade do ataque impressionou as equipes. Familiares da vítima informaram que o homem utilizava cadeira de rodas, que foi encontrada quebrada, e se locomovia com o auxílio de muletas. Conforme o boletim de ocorrência, ele possuía limitações nos movimentos dos braços e das mãos, o que dificultaria qualquer tipo de defesa.

Motivação do crime: disputa por celular

A Polícia Civil registrou a ocorrência como homicídio qualificado. A motivação do crime pode estar relacionada a um aparelho celular. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima havia comprado o telefone para a suspeita. Contudo, o aposentado teria retomado o aparelho. Essa ação ocorreu após a mulher deixar de pagar as parcelas combinadas.

Detalhes da investigação inicial apontam para os seguintes fatos:

  • Disputa pelo aparelho: O celular era um ponto de atrito entre a vítima e a suspeita.
  • Interrupção dos pagamentos: A mulher não cumpriu com as parcelas acordadas pela compra do celular.
  • Retomada do bem: O aposentado decidiu reaver o aparelho após a falta de pagamento.
  • Desentendimento: A situação gerou um forte desentendimento, culminando no crime.
  • Confissão da suspeita: A mulher admitiu ter agredido a vítima com uma faca.

Além da motivação do celular, a polícia notou outras evidências. A suspeita estava com roupas diferentes das descritas por testemunhas momentos antes do homicídio. Seus cabelos também estavam molhados, sugerindo que ela teria tomado banho após o ato. Uma vizinha relatou ter visto a mulher pulando o portão da residência, o que reforça as suspeitas.

Prisão e encaminhamento à justiça

Após a confissão e a coleta das primeiras provas no local, a mulher foi retirada da residência por questões de segurança. Houve um princípio de tumulto envolvendo familiares da vítima, que foram contidos pelos policiais militares. A suspeita foi levada para a delegacia de São José do Rio Preto para os procedimentos legais.

Na delegacia, ela permaneceu presa em flagrante. A mulher está à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas do processo legal. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve aprofundar as apurações para esclarecer todos os detalhes e circunstâncias que levaram ao brutal assassinato do aposentado. As autoridades continuam trabalhando para consolidar as provas e finalizar o inquérito.