Feriado islâmico do Eid al-Adha marca celebrações em 27 países

oração muçulmana

oração muçulmana - Pancasona photos/Shutterstock.com

O Eid al-Adha, conhecido como Festa do Sacrifício, se estendeu pelo globo na quarta-feira, 27 de maio de 2026. Fiéis muçulmanos reuniram-se em mesquitas, praças públicas e espaços improvisados para celebrar o décimo dia do mês lunar islâmico de Dhul-Hijja. O feriado coincide com o pico do Hajj, a peregrinação anual à Meca que marca um dos 5 pilares do Islã.

As celebrações ultrapassaram barreiras geográficas e conflitos regionais. Desde o Paquistão até a Faixa de Gaza, passando por Istambul, São Petersburgo e Nova York, comunidades muçulmanas observaram tradições centenárias em contextos sociais e políticos distintos. As imagens documentadas pela agência Associated Press retratam a diversidade de formas pelas quais a fé é vivida nas ruas do mundo.

Rituais tradicionais adaptados a diferentes realidades

Na Mesquita Azul de Istambul, estrutura otomana que remonta séculos, fiéis participaram de orações solenes durante o primeiro dia do Eid al-Adha. No Iraque, muçulmanos xiitas se reuniram no santuário do Imam Ali em Najaf para celebrações que reforçam vínculos espirituais profundos. Em Jerusalém, fiéis se posicionaram próximos ao Domo da Rocha, no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, realizando orações na Cidade Velha.

O sacrifício ritual, parte central da celebração, ocorreu em múltiplos locais:

  • Rawalpindi, Paquistão: muçulmanos prepararam bodes para o sacrifício tradicional
  • Karachi, Paquistão: celebrações da Festa do Sacrifício com participação coletiva
  • Idlib, Síria: açougueiros processavam carne de ovelhas sacrificadas
  • Ramallah, Cisjordânia: palestinos realizavam abates em açougues durante festividades
  • Eastleigh, Nairobi, Quênia: homens carregavam cabras para as celebrações

Celebrações em contextos de conflito e deslocamento

Palestinos na Faixa de Gaza realizaram as orações do Eid ao lado de ruínas de mesquitas destruídas por bombardeios israelenses em Khan Younis. Crianças palestinas deslocadas brincavam em balanços dentro de acampamentos improvisados durante o feriado muçulmano. Uma mulher caminhou em direção a um local de oração na Escola Sayo Muhamed em Bunia, Congo, região afetada por surto de Ebola, demonstrando a importância espiritual que transcende desafios de saúde pública.

A cerimônia no Bronx, em Nova York, contou com a presença do prefeito Zohran Mamdani rezando entre a comunidade muçulmana local. Em Bunia, no Congo, fiéis mantiveram suas práticas religiosas apesar da situação sanitária crítica. Estas situações refletem como o Eid al-Adha permanece central na vida espiritual de comunidades globais independentemente de circunstâncias adversas.

Variedade de espaços e práticas celebratórias

Mulheres muçulmanas em Jacarta, Indonésia, realizaram orações matinais em ruas públicas na quarta-feira, 27 de maio. Meninos nos arredores de Kuala Lumpur, Malásia, aguardaram ao lado de seus pais para participar das celebrações matinais. Em Srinagar, na Caxemira controlada pela Índia, muçulmanos da região chegaram a um jardim mogol para oferecer orações do Eid.

A celebração expandiu-se para além de contextos estritamente religiosos. No Dubai Mall, nos Emirados Árabes Unidos, pessoas patinavam no gelo durante o primeiro dia do feriado, integrando a festividade a lazer contemporâneo. Em Beirute, Líbano, uma criança observava fiéis reunidos na Mesquita Mohammad Al-Amin enquanto uma menina segurava um balão após as orações do Eid. Em São Petersburgo, Rússia, muçulmanos realizaram orações em avenida central da cidade, sinalizando presença institucional da comunidade islâmica.

Detalhes de preparação e expressão cultural

Uma mulher teve as mãos pintadas com henna tradicional enquanto participava das orações do Eid al-Adha na histórica Mesquita Badshahi em Lahore, Paquistão. A henna, aplicação tradicional, marca culturalmente a participação feminina em festividades islâmicas de importância. Um menino iemenita vestido com roupas tradicionais posicionou-se próximo a uma multidão de mulheres que aguardavam para realizar orações na Praça da Liberdade em Taiz, Iêmen.

Os ritos do Eid al-Adha baseiam-se na narrativa coránica de Abraão, que estava disposto a sacrificar seu filho em obediência a Deus. A festividade dura até 4 dias e marca tanto o clímax do Hajj quanto comemora a disposição de submissão e fé. Carneiros, bodes e ovelhas são abatidos tradicionalmente, com a carne distribuída entre família, amigos e pessoas em necessidade.

Significado espiritual e participação global

O décimo dia de Dhul-Hijja concentra peregrinos em Meca para completar rituais finais do Hajj, que atrai milhões anualmente de todas as nações islâmicas. Fora do contexto da peregrinação, comunidades muçulmanas em contextos urbanos, rurais e conflituosos observam o feriado com orações coletivas e práticas rituais. A galeria de fotografias da Associated Press documenta 28 locais distintos onde as celebrações ocorreram simultaneamente na quarta-feira, 27 de maio de 2026.

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